I have a million lives and I live them all. I'm not a psycho with dissociative identity disorder, wait. I just have too much in my head. I live them through writing, through reading... I have a million lives and I hate them all. Especially the real one. From all the lives I live it's the most meaningless. The others have dragons, warriors, damsels in distress, shiny armours and magic swords. The real one has a pen and a paper. It's not like I don't like them, I love them. They allow me to live the other lives. Sadly that's all they do, no wondrous magic or fiery fights, no dragon slaying, no damsel saving. All I have is a pen. and a life in my head. My head, the little metropolis where witches and robots live are neighbours, where dragons and knights take a sip of tea together. Yes, My head is a world. A very lonesome world. That much emotion, that much citizens... but the only one living there is me. Me, my dreams and my nightmares. The wailing of lost souls and the shells of lost selves.
Yes, I have a million lives. But the only one I'm not living is mine.
Terça-feira, Julho 14, 2009
Sábado, Julho 11, 2009
Casulo Musical
Acordas de manhã e o dia já te parece uma porcaria. Aliás, nunca deixou de parecer. Os eventos dos dias anteriores ainda ressoam na cabeça, sons e visões que preferias ignorar. Levantas-te a custo, envolto numa ténue névoa de sono, esfregas os olhos e passas a cara por água. Começou o dia. Mais um dia, mais um rol de lamúrias e dramas, frontes tristes e semblantes pesados. A medo, atreves-te a por os pés fora de casa. Não notas diferença nenhuma entre o que vês e uma foto a preto e branco, não há vida, apenas um anormal padrão nem sempre contrastante de pretos, brancos e cinzentos. "Mais um dia", dizes para ti próprio. Fechas a porta e segues o teu caminho, remexendo nos bolsos à procura de algum conforto. Encontraste-o. Pões os fones nos ouvidos e rezas para que o aparelho tenha bateria suficiente para o caminho. Carregas no play.
Apenas Silêncio. Desesperas. Preparas-te para tiras os fones dos ouvidos quando, para teu encanto e deleite, as primeiras notas começam a tocar. Nota a nota o mundo parece colorir-se, os problemas não existem, o céu é azul, os semblantes parecem mais leves, até os teus passos te parecem menos arrastados. Cada música traz um tom, um diferente colorido a cada coisa. Fechas-te do mundo que tão bem aprecias. Agora só interessas tu. Tu e claro, a música que ouves.
Apenas Silêncio. Desesperas. Preparas-te para tiras os fones dos ouvidos quando, para teu encanto e deleite, as primeiras notas começam a tocar. Nota a nota o mundo parece colorir-se, os problemas não existem, o céu é azul, os semblantes parecem mais leves, até os teus passos te parecem menos arrastados. Cada música traz um tom, um diferente colorido a cada coisa. Fechas-te do mundo que tão bem aprecias. Agora só interessas tu. Tu e claro, a música que ouves.
Ideia Original do
[Zé]
, Imaginada às
19:22
Imaginário colectivo:
Estórias Random
Quarta-feira, Julho 08, 2009
Ténue melodia que resta...
Estava a vaguear pela minha playlist quando o Winamp (amigo da velha guarda, sabedor empático do que tocar) me traz dois temas que me transportam para tempos bem passados na companhia de umas certas amigas. A saber, "Silent Void" por David Fonseca e "Tira a Teima" pelos Clã. As pessoas envolvidas talvez tenham mais hipóteses de se lembrar que momentos me refiro mas se ainda assim a memória vos falhar (ou se não vos tiver feito a mesma associação) eu lembro-vos. A Queima de 2008. As pessoas que lá estavam saberão quem são, isso agora não interessa. Dessas noites ficou-me entranhada na memória a música e associada a ela toda uma torrente de emoções e boas disposições.
Sou eu o único a ficar com resquícios de Vida associadas à música?
(Ok, eu prometo um dia mostrar neste blog toda uma lista das músicas que associo a cada um de vós :P )
Sou eu o único a ficar com resquícios de Vida associadas à música?
(Ok, eu prometo um dia mostrar neste blog toda uma lista das músicas que associo a cada um de vós :P )
Quarta-feira, Julho 01, 2009
cadáver adiado
(O presente texto é ficção, não tendo qualquer representação na vida real. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.)
Pedi-vos para virem aqui hoje por um motivo muito forte. Sei que não vos posso pedir o que vos vou pedir mas tentem não chorar e acima de tudo, tentem não ter pena. Sei que nalgum ponto vou começar a chorar, ignorem esse facto e não chorem, porque assim que o fizerem saberei que luto por uma causa perdida.
Sei que metade de vós me odeia, sei que a outra metade não vai bem com a minha cara. Existem, no entanto, entre vós alguns a sei que posso chamar Amigos e lamento por só vos dizer agora, quando digo também aos outros que não o são.
Sei que pensam que sou mal-educado, mal-criado, rude, inapropriado mas ouçam-me. Queria pedir desculpa por todo o mal que vos causei, por todas as palavras tortas que vos dirigi, por todos os olhares, gestos, ou tons mais agrestes que vos tenha dirigido. Peço-vos que me perdoem ou quanto muito os esqueçam. Imagino que se perguntem porque é que faço isto agora.
Existem vários motivos, acreditem. Calma, paz interior... Mas o maior motivo é este: no passado sábado foi-me diagnosticado um aneurisma numa zona do cérebro que é inacessível por cirurgia. Posso morrer a qualquer momento ou então viver até aos 100. Tudo depende da sorte que tenha.
Peço-vos que nãos se assustem, sou de facto uma pessoa de sorte (ou assim espero).
Lamento qualquer incómodo.
Questões?
---
Isto É Ficção.
[Z]
Pedi-vos para virem aqui hoje por um motivo muito forte. Sei que não vos posso pedir o que vos vou pedir mas tentem não chorar e acima de tudo, tentem não ter pena. Sei que nalgum ponto vou começar a chorar, ignorem esse facto e não chorem, porque assim que o fizerem saberei que luto por uma causa perdida.
Sei que metade de vós me odeia, sei que a outra metade não vai bem com a minha cara. Existem, no entanto, entre vós alguns a sei que posso chamar Amigos e lamento por só vos dizer agora, quando digo também aos outros que não o são.
Sei que pensam que sou mal-educado, mal-criado, rude, inapropriado mas ouçam-me. Queria pedir desculpa por todo o mal que vos causei, por todas as palavras tortas que vos dirigi, por todos os olhares, gestos, ou tons mais agrestes que vos tenha dirigido. Peço-vos que me perdoem ou quanto muito os esqueçam. Imagino que se perguntem porque é que faço isto agora.
Existem vários motivos, acreditem. Calma, paz interior... Mas o maior motivo é este: no passado sábado foi-me diagnosticado um aneurisma numa zona do cérebro que é inacessível por cirurgia. Posso morrer a qualquer momento ou então viver até aos 100. Tudo depende da sorte que tenha.
Peço-vos que nãos se assustem, sou de facto uma pessoa de sorte (ou assim espero).
Lamento qualquer incómodo.
Questões?
---
Isto É Ficção.
[Z]
Ideia Original do
[Zé]
, Imaginada às
21:42
Imaginário colectivo:
Estórias Random
Terça-feira, Junho 30, 2009
Um texto meu num blog de outrém
Com a devida autorização, claro está.
Aqui
E porque em Portugal não há laranjas. Só "mixurucas" ou lá como se escreve.
;)
Aqui
E porque em Portugal não há laranjas. Só "mixurucas" ou lá como se escreve.
;)
Domingo, Junho 28, 2009
Obsession again?
You always manage to slip into my mind. While I'm alone, when with my friends, when I'm half-awake on a bus ride... Somehow, a thought about you always surfaces. While listening to a song, in the middle of a sentence, halfway from a page... And the only thing I can think about is you. I don't know why, I don't actively seek to think about you or your day or wherever you are, whatever you're doing. It's just... there, You're just there, waiting for me to think about you, begging me to. And I do. More than I'd like to. Like a... a simple obsession, but not an obsession altogether, just a fact. I think about you. I remember you more times than I'd like. See there I am thinking about you! All the time, all day.
and I don't know why... or maybe I do.
and I don't know why... or maybe I do.
Marié Digby - Say it Again
Ignorando a música e a letra e tudo mais... tenho a dizer que adoro o vídeo. Originalzinho...
Ultimamente só me apetece escrever em Inglês. Importar-vos-ia muito se o fizesse por algum tempo? É só que perde-se tanto na tradução, perde-se o ritmo, o som, a rima, perde-se o sentido e o sentimento... Importar-se-iam que o fizesse? Bem sei que o blog é meu e faço com ele o que bem entender... Mas não custa ouvir uma segunda opinião.
So... may I?
So... may I?
Sexta-feira, Junho 26, 2009
A Letter to Dawn
Dear Dawn,
I've also been tied to a past. Our past, to be specific. Yes, the days were happy, the days were cheerful, they were everything we wanted. But I think you only remember the good days, the days when we were together, while we were together. Do you not remember what happened after? Have you forgotten what was not meant to happen?
Yes, the days are cold today, but not as much as they were after they were warm. You see, our relationship was a pretty one. Love, perhaps... and then all fell down. Harbouring hatred is never a good thing, but that's what I did. Hatred for you, disgust. An unsurpassable amount of hatred. You've hurt me like no one ever did.
And now you ask me what happened? You must be out of your mind to make me relive everything again? No. Years of therapy wasted? No. Now I am alone but happy, away form you and all your problems.
I'm sorry but this is not what I want now.
Sincerely,
Jasper
I've also been tied to a past. Our past, to be specific. Yes, the days were happy, the days were cheerful, they were everything we wanted. But I think you only remember the good days, the days when we were together, while we were together. Do you not remember what happened after? Have you forgotten what was not meant to happen?
Yes, the days are cold today, but not as much as they were after they were warm. You see, our relationship was a pretty one. Love, perhaps... and then all fell down. Harbouring hatred is never a good thing, but that's what I did. Hatred for you, disgust. An unsurpassable amount of hatred. You've hurt me like no one ever did.
And now you ask me what happened? You must be out of your mind to make me relive everything again? No. Years of therapy wasted? No. Now I am alone but happy, away form you and all your problems.
I'm sorry but this is not what I want now.
Sincerely,
Jasper
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