Mostrar mensagens com a etiqueta XIII (Treze). Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta XIII (Treze). Mostrar todas as mensagens

A Décima Segunda Consciência.

(A partir daqui designarei as consciências pelo seu número... Ou seja, pela ordem em que se juntaram à primeira (I). Sendo assim a última consciência será "XIII")

XII olhava para o que tinha sido o seu corpo. Tinha-o detestado cada minuto da sua vida. De todos os corpos que tinha tido era de todos o pior. Estava farto. Era um corpo esbelto... Um corpo de mulher... e ele não era uma consciência propriamente feminina... Fora-o durante as primeiras vezes que habitou um corpo mas esses eram tempos idos. Deixou o corpo junto a um limoeiro seco e partiu à procura de uma nova prisão sensorial. Uma brisa quente atraía-o para o meio de um deserto. A candura da brisa era inquestionável. Havia algo no toque... Se é que sentia o toque... Ser uma consciência era muito confuso, havia toda uma série de problemas derivados da ausência de uma forma corpórea... Como não conseguir reter o conhecimento... Isso era o que o chateava mais... Uma palmeira destacava-se no horizonte. Dirigia-se para lá inconscientemente. Quando estava a poucos metros de distância algo o deteve. Algo o tocava (ou qualquer coisa semelhante). E o calor da brisa preencheu-o, e a vida que vivera passava-lhe pela mente.

[Z~XIII]

A Décima Terceira Consciência.

A consciência olhava para o corpo que tinha sido seu. Ele jazia morto sobre uma campa de flores murchas. Tinha sido um bom corpo, mas era tempo de procurar um novo. O Vento transportava o fedor para Norte. O Frio chegava à Terra. A consciência deixou-se vaguear momentaneamente pelas planícies desertas. Eventualmente teria de encontrar um novo corpo e o antigo corpo desapareceria. A consciência vagueava para Norte. O Frio corrompia-a. E então viu algo que nunca pensaria ver. Outra consciência. Que quereria isso dizer? As consciências tinham sido feitas para vaguearem sozinhas pelo mundo, sem conhecerem outras consciências. A outra consciência aproximava-se. Era dela que vinha o frio, era dela que vinha o vento. A consciência fugia, mas o vento empurrava-a para a outra consciência. O impacto era iminente. E então o toque ultrapassou tudo o que já tinha sentido. E então em vez de duas consciências havia apenas uma. Mas nessa consciência haviam muitas mais. Treze consciências viviam numa só. E então a Consciência voltou ao velho corpo. Pegou-lhe na mão. E as flores já não estavam murchas nem o corpo estava morto.

[Z~XIII]
top