Is who you see in the mirror the same as who you show to the world?
Someday you'll know why. Now I have to sleep.
"I'll be Your Man" - The Black Keys
Need a new love - I'm ready
Want my time - I'm willin' yeah
Cus I'm the one who's gonna show when there's nobody
I'll be your man - Yeah I'll be your man
Times gets tough, oh they get tougher
Hold on to me - I got you darling
Cus I'm the one who's gonna show when there's nobody
I'll be your man x2
River is deep - Yeah I'm swimming
Mountain is high - I'm gonna climb, climb, climb
Yeah I'm the one who's gonna show when there's nobody
I'll be your man x4
Alright!
---
Há qualquer coisa na voz dele que me agrada bastante.
[Z]
Alright! Vaction! :)
Procurei-te ontem numa fotografia, numa lembrança mal vivida e não te encontrei. Vasculhei a memória do meu ser para encontrar apenas o vão vazio. Seria eu capaz de me esquecer? Seria a memória capaz de me atraiçoar?
Encontrei-te hoje numa pedra da calçada, enquanto descia a rua. Ouvi-te na gargalhada de alguém, o teu mover, o teu andar, senti-te no perfume da rua, o teu cheiro, o teu sentido. Segui em frente, impulsionado a encontrar-te. Surgiste de um momento para o outro, na melodia que resta depois de um concerto. Os teus olhos sorriram antes ainda de os teus lábios se moverem. Por um segundo estiveste lá. Desapareceste assim que a melodia se evaporou e apenas ecoava o silêncio.
E pergunto-me então, como poderia eu ver alguém que nunca existiu?
Encontrei-te hoje numa pedra da calçada, enquanto descia a rua. Ouvi-te na gargalhada de alguém, o teu mover, o teu andar, senti-te no perfume da rua, o teu cheiro, o teu sentido. Segui em frente, impulsionado a encontrar-te. Surgiste de um momento para o outro, na melodia que resta depois de um concerto. Os teus olhos sorriram antes ainda de os teus lábios se moverem. Por um segundo estiveste lá. Desapareceste assim que a melodia se evaporou e apenas ecoava o silêncio.
E pergunto-me então, como poderia eu ver alguém que nunca existiu?
"Rusted From The Rain" - Billy Talent
I stumble through the wreckage, rusted from the rain
There's nothing left to salvage, no-one left to blame
Among the broken mirrors, I don't look the same
I'm rusted from the rain, I'm rusted from the rain
Dissect me 'til my blood runs down into the drain
My bitter heart is pumping oil into my veins
I'm nothing but a tin man, I don't feel any pain
I don't feel any pain, I'm rusted from the rain
Go on...crush me like a flower, rusted from the rain
Go on...strip me of my powers, beat me with your chains
And if...I'm the King of cowards, you're the Queen of pain
I'm rusted from the rain, I'm rusted from the rain
You hung me like a picture, now I'm just a frame
I used to be a lap dog, now I'm just a stray
Shackled in a graveyard, left here to decay
Left here to decay, I'm rusted from the rain
Go on...crush me like a flower, rusted from the rain
Go on...strip me of my powers, beat me with your chains
And if...I'm the King of cowards, you're the Queen of pain
I'm rusted from the rain, I'm rusted from the rain
-------
And so ends the year...
I have a million lives and I live them all. I'm not a psycho with dissociative identity disorder, wait. I just have too much in my head. I live them through writing, through reading... I have a million lives and I hate them all. Especially the real one. From all the lives I live it's the most meaningless. The others have dragons, warriors, damsels in distress, shiny armours and magic swords. The real one has a pen and a paper. It's not like I don't like them, I love them. They allow me to live the other lives. Sadly that's all they do, no wondrous magic or fiery fights, no dragon slaying, no damsel saving. All I have is a pen. and a life in my head. My head, the little metropolis where witches and robots live are neighbours, where dragons and knights take a sip of tea together. Yes, My head is a world. A very lonesome world. That much emotion, that much citizens... but the only one living there is me. Me, my dreams and my nightmares. The wailing of lost souls and the shells of lost selves.
Yes, I have a million lives. But the only one I'm not living is mine.
Yes, I have a million lives. But the only one I'm not living is mine.
Acordas de manhã e o dia já te parece uma porcaria. Aliás, nunca deixou de parecer. Os eventos dos dias anteriores ainda ressoam na cabeça, sons e visões que preferias ignorar. Levantas-te a custo, envolto numa ténue névoa de sono, esfregas os olhos e passas a cara por água. Começou o dia. Mais um dia, mais um rol de lamúrias e dramas, frontes tristes e semblantes pesados. A medo, atreves-te a por os pés fora de casa. Não notas diferença nenhuma entre o que vês e uma foto a preto e branco, não há vida, apenas um anormal padrão nem sempre contrastante de pretos, brancos e cinzentos. "Mais um dia", dizes para ti próprio. Fechas a porta e segues o teu caminho, remexendo nos bolsos à procura de algum conforto. Encontraste-o. Pões os fones nos ouvidos e rezas para que o aparelho tenha bateria suficiente para o caminho. Carregas no play.
Apenas Silêncio. Desesperas. Preparas-te para tiras os fones dos ouvidos quando, para teu encanto e deleite, as primeiras notas começam a tocar. Nota a nota o mundo parece colorir-se, os problemas não existem, o céu é azul, os semblantes parecem mais leves, até os teus passos te parecem menos arrastados. Cada música traz um tom, um diferente colorido a cada coisa. Fechas-te do mundo que tão bem aprecias. Agora só interessas tu. Tu e claro, a música que ouves.
Apenas Silêncio. Desesperas. Preparas-te para tiras os fones dos ouvidos quando, para teu encanto e deleite, as primeiras notas começam a tocar. Nota a nota o mundo parece colorir-se, os problemas não existem, o céu é azul, os semblantes parecem mais leves, até os teus passos te parecem menos arrastados. Cada música traz um tom, um diferente colorido a cada coisa. Fechas-te do mundo que tão bem aprecias. Agora só interessas tu. Tu e claro, a música que ouves.
Estava a vaguear pela minha playlist quando o Winamp (amigo da velha guarda, sabedor empático do que tocar) me traz dois temas que me transportam para tempos bem passados na companhia de umas certas amigas. A saber, "Silent Void" por David Fonseca e "Tira a Teima" pelos Clã. As pessoas envolvidas talvez tenham mais hipóteses de se lembrar que momentos me refiro mas se ainda assim a memória vos falhar (ou se não vos tiver feito a mesma associação) eu lembro-vos. A Queima de 2008. As pessoas que lá estavam saberão quem são, isso agora não interessa. Dessas noites ficou-me entranhada na memória a música e associada a ela toda uma torrente de emoções e boas disposições.
Sou eu o único a ficar com resquícios de Vida associadas à música?
(Ok, eu prometo um dia mostrar neste blog toda uma lista das músicas que associo a cada um de vós :P )
Sou eu o único a ficar com resquícios de Vida associadas à música?
(Ok, eu prometo um dia mostrar neste blog toda uma lista das músicas que associo a cada um de vós :P )
(O presente texto é ficção, não tendo qualquer representação na vida real. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.)
Pedi-vos para virem aqui hoje por um motivo muito forte. Sei que não vos posso pedir o que vos vou pedir mas tentem não chorar e acima de tudo, tentem não ter pena. Sei que nalgum ponto vou começar a chorar, ignorem esse facto e não chorem, porque assim que o fizerem saberei que luto por uma causa perdida.
Sei que metade de vós me odeia, sei que a outra metade não vai bem com a minha cara. Existem, no entanto, entre vós alguns a sei que posso chamar Amigos e lamento por só vos dizer agora, quando digo também aos outros que não o são.
Sei que pensam que sou mal-educado, mal-criado, rude, inapropriado mas ouçam-me. Queria pedir desculpa por todo o mal que vos causei, por todas as palavras tortas que vos dirigi, por todos os olhares, gestos, ou tons mais agrestes que vos tenha dirigido. Peço-vos que me perdoem ou quanto muito os esqueçam. Imagino que se perguntem porque é que faço isto agora.
Existem vários motivos, acreditem. Calma, paz interior... Mas o maior motivo é este: no passado sábado foi-me diagnosticado um aneurisma numa zona do cérebro que é inacessível por cirurgia. Posso morrer a qualquer momento ou então viver até aos 100. Tudo depende da sorte que tenha.
Peço-vos que nãos se assustem, sou de facto uma pessoa de sorte (ou assim espero).
Lamento qualquer incómodo.
Questões?
---
Isto É Ficção.
[Z]
Pedi-vos para virem aqui hoje por um motivo muito forte. Sei que não vos posso pedir o que vos vou pedir mas tentem não chorar e acima de tudo, tentem não ter pena. Sei que nalgum ponto vou começar a chorar, ignorem esse facto e não chorem, porque assim que o fizerem saberei que luto por uma causa perdida.
Sei que metade de vós me odeia, sei que a outra metade não vai bem com a minha cara. Existem, no entanto, entre vós alguns a sei que posso chamar Amigos e lamento por só vos dizer agora, quando digo também aos outros que não o são.
Sei que pensam que sou mal-educado, mal-criado, rude, inapropriado mas ouçam-me. Queria pedir desculpa por todo o mal que vos causei, por todas as palavras tortas que vos dirigi, por todos os olhares, gestos, ou tons mais agrestes que vos tenha dirigido. Peço-vos que me perdoem ou quanto muito os esqueçam. Imagino que se perguntem porque é que faço isto agora.
Existem vários motivos, acreditem. Calma, paz interior... Mas o maior motivo é este: no passado sábado foi-me diagnosticado um aneurisma numa zona do cérebro que é inacessível por cirurgia. Posso morrer a qualquer momento ou então viver até aos 100. Tudo depende da sorte que tenha.
Peço-vos que nãos se assustem, sou de facto uma pessoa de sorte (ou assim espero).
Lamento qualquer incómodo.
Questões?
---
Isto É Ficção.
[Z]
Subscrever:
Mensagens (Atom)
