E o que será do Futuro de quem não quer morrer? O que será da Vida do que se recusa a crescer? Bom, é fácil perceber que a Vida não finda aqui, que o responsável por estes devaneios não findou... Apenas quer começar a viver, em vez de querer não morrer. Apenas uma questão de semântica. Está farto de ter um compromisso em contar em vez de escrever, farto de ter alguém quem espere por um Texto em vez de um relato ou de um suspiro. Está farto de se sentir na obrigação de sentir assim.
Quer apenas sentir a leveza, a breve leveza do descompasso.
Por uma definitiva e última vez,
José Carvalho.
Não se ralem com as teias de aranha, podem deixar de aqui vir por uns tempos. Não vos quero dizer que abandonei este canto porque não é verdade, mas para já vai ficar assim, abandonado até que obras novas sejam necessárias. Como não acontecia há muito, não me apetece escrever, não me apetece ler, não me apetece contar. E, inédito, não me apetece morrer. Portanto deixo-te aqui, cantinho. Para que um dia possas voltar a servir um porpósito.
Por enquanto me despeço,
Zé.
Por enquanto me despeço,
Zé.
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