e um Feliz 2010.


É ter-te.

É em ti que me perco, nos teus olhos cor de mel, é em ti que me desfaço, em relampejos cavalgantes de desejo, é no teu cheiro a floresta que me perco, por entre fragrâncias de ilusões de terras e sonhos que ninguém viu. Foi assim que ficámos, foi assim que nos deixaram, numa união infernal que impede a separação. Espiral doentia que mói, desgastando-nos pouco a pouco, gesto a gesto. Se apenas olhar bastasse, se tocar não fosse rei, se apenas saber-te me enchesse, mas não. A pele clama, o corpo pede, o desejo impera, apenas sentir-te nos acalmará e no entanto, é sentir que nos mata, que nos faz doer. A respiração ofega, o coração palpita, os poros abrem-se, o sorriso rasga-se, tudo por te poder ter nos braços, roçar a pele na tua cara e sentir pequenas pontadas de felicidade no coração. É ter-te aqui que me mata, é saber-te aqui que me salva. Espiral doentia que tanto mata como sara.

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Desconexozinho, mas que importa?
Não, não me esqueci que tenho um blog. ;)

E agora, José?


A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José ?
e agora, você ?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama protesta,
e agora, José ?
 
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José ?
 
E agora, José ?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora ?
 
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora ?
 
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José !
 
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José !
José, pra onde ?

Carlos Drummond de Andrade
(a conselho de um outro.)

Flashmob...

Sou fã de flashmobs desde há muito tempo. Há qualquer coisa que me atrai no acto de uma multidão se juntar num sítio predefinido e pura e simplesmete começar a agir de maneira completamente aleatória... ou assim parece...

Há dos que dançam...




Dos que param...




Dos que se matam...




Enfim há toda uma variedade delas... E honestamente sempre quis ver ou fazer parte de uma. Mas por cá não há iniciativas destas. Ou pelo menos se as há não são muito divulgadas ou notadas... Enfim...

Estes são os meus favoritos, nomeadamente uma freeze flash mob e uma dancing flashmob...





Façam o que fizerem o resultado é sempre o mesmo: queixos caídos, palmas batidas, olhares esbugalhados... Adoro isto.

Vamos fazer uma? ;)
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