e um Feliz 2010.


É ter-te.

É em ti que me perco, nos teus olhos cor de mel, é em ti que me desfaço, em relampejos cavalgantes de desejo, é no teu cheiro a floresta que me perco, por entre fragrâncias de ilusões de terras e sonhos que ninguém viu. Foi assim que ficámos, foi assim que nos deixaram, numa união infernal que impede a separação. Espiral doentia que mói, desgastando-nos pouco a pouco, gesto a gesto. Se apenas olhar bastasse, se tocar não fosse rei, se apenas saber-te me enchesse, mas não. A pele clama, o corpo pede, o desejo impera, apenas sentir-te nos acalmará e no entanto, é sentir que nos mata, que nos faz doer. A respiração ofega, o coração palpita, os poros abrem-se, o sorriso rasga-se, tudo por te poder ter nos braços, roçar a pele na tua cara e sentir pequenas pontadas de felicidade no coração. É ter-te aqui que me mata, é saber-te aqui que me salva. Espiral doentia que tanto mata como sara.

-
Desconexozinho, mas que importa?
Não, não me esqueci que tenho um blog. ;)

E agora, José?


A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José ?
e agora, você ?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama protesta,
e agora, José ?
 
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José ?
 
E agora, José ?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora ?
 
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora ?
 
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José !
 
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José !
José, pra onde ?

Carlos Drummond de Andrade
(a conselho de um outro.)

Flashmob...

Sou fã de flashmobs desde há muito tempo. Há qualquer coisa que me atrai no acto de uma multidão se juntar num sítio predefinido e pura e simplesmete começar a agir de maneira completamente aleatória... ou assim parece...

Há dos que dançam...




Dos que param...




Dos que se matam...




Enfim há toda uma variedade delas... E honestamente sempre quis ver ou fazer parte de uma. Mas por cá não há iniciativas destas. Ou pelo menos se as há não são muito divulgadas ou notadas... Enfim...

Estes são os meus favoritos, nomeadamente uma freeze flash mob e uma dancing flashmob...





Façam o que fizerem o resultado é sempre o mesmo: queixos caídos, palmas batidas, olhares esbugalhados... Adoro isto.

Vamos fazer uma? ;)

Drumming Song



o videoclip está AQUI

Florence + the Machine - "Drumming Song"

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Não me apetece escrever. Apetece-me estar ao sol numa esplanada a partilhar estórias e histórias, acompanhado por gelado e boa disposição.


(Sim, esta é a minha subtil maneira de dizer: Quero o Verão.)

So unprofessional


regras pouco claras

Pouco a pouco venho-me mudando, partes e peças desarranjadas em torno de coisas novas para mim. Coisas que gritavam por aparecer, coisas que tão bem tinha escondido por baixo dos enormes tapetes que usava como pele. Sou uma máquina orgânica, tudo trabalha muito bem, tudo cresce para onde deve... Excepto quando não o faz, aliás, como nunca o fez. É suposto sermos nós a ditar para onde crescemos, a delimitar o que queremos e quando o queremos. Quando uma grão de pó se acumula na mais perfeita das engrenagens duma parte do ser humano, ele deixa de evoluir, deixa de poder continuar a crescer essa parte, pelo menos até se resolver a questão do pó. Às vezes só é preciso uma sacudidela ou um empurrãozito para que o pó se solte e nos deixe seguir a vida, outras vezes é preciso mais que abanão ou um terremoto, há vezes em que é preciso todo um realinhamento estrutural. Como um puzzle mal feito mas onde, mesmo assim, as peças encaixam mas não formam a imagem da caixa. Se é trabalhoso com peças, imaginem com pessoas... Quando não é a imagem que está errada mas sim o eu que tão (estúpida) e orgulhosamente proclamamos. O Eu que ninguém vê para além de nós, o Eu pelo qual continuamos a agir quando pensamos, o Eu (estupidamente) racional, aparentemente tão certo e tão correcto... mas enfim, não podíamos estar mais enganados.

E as pessoas vão e vêm, vêem e vão. Certas pelo que vieram, do que viram e de como vão. Algumas lá vão ficando, geralmente as que não viram logo o Eu que adoptamos mas o Eu que somos, os que chamamos de "Amigos" e os que o são mesmo. No final todos ajudam a perceber o que e quem somos.

E esqueçam por momentos agora tudo o que são, passem a não ser nada, a ser Ninguém, sabem o que é que somos todos se o fizermos? Maioritariamente felizes. Não é por acaso que se diz que "Ninguém é feliz", não é uma constatação, é um jogo de palavras, toda a Vida o é mas mesmo sem regras definidas é preciso jogá-lo. Para avançar eu improviso... Há quem se sente e resigne (já o fiz!). São Histórias de Vidas. Mas quem disse que eu é que estava certo? Pois claro, Ninguém.

Gosto de jogos de palavras, o que é que querem? :)

Enfim, viriam agora muitos professores, doutores e sábios dizer que estou errado, que esta ou aquela teoria, que este ou aquele modelo psicológico dizem que não senhor e que como estudante de Psicologia devia ter vergonha por fazer constatações destas. Sabem que mais? Que se fodam os professores, doutores e sábios que mo digam, que se danem as teorias e os modelos. Quando nasceste ninguém apresentou um modelo do teu futuro aos teus pais, ninguém passou horas a contemplar Powerpoints sobre como andar para o aprender, nunca ninguém teve de sequer olhar para lado nenhum para saber como respirar!

Por muito bom que sejam os modelos e as teorias nunca vão poder descrever a riqueza do crescimento, a infinidade de opções e contradições, a complexidade crescente de um gesto ou de um olhar. Eu nem me atrevo a começar a tentar fazê-lo.

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Um tad bit mais comprido do que é costume...Não peço desculpa porque sei que não se importam. (E se se importam carreguem em Ctrl + W).

E desta vez, orgulhosamente assinado.

[Z]

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18/12/09. Vamos?

Semi-Obscuridade

Desapareceste na Penumbra como uma sombra exposta a luz. Fugiste-me por entre os dedos, uma memória mal vivida, um tempo mal partilhado, perdido por entre discussões e demonstrações de egoísmo. Houve uma altura em que era capaz de te seguir para qualquer lado, trilhar contigo os caminhos e atalhos do Mundo, descobrir um novo eu a cada passo. Perdermo-nos no horizonte por entre os folhos dos vestidos das ondas, por entre os braços e os abraços das florestas. Abrir lentamente a caixa que trago ao peito. De revelar o mais profundo dos segredos, de apagar o mais negro dos desejos. Pois, hoje não. Caiu-te a máscara, a intensa luz que eu julgava iluminar-me o caminho não passava de um pequeno pirilampo atarracado, sem vontade nem força. Se um dia fui eu que corri atrás de ti, hoje já assim não é. Se me queres, corre. Depressa. Fôlego não me falta.

Volto agora para o lugar que tenho como meu, num qualquer canto à beira luz, num qualquer sítio longe da sombra.

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Gosto de vocês, pessoas que não percebem uma ponta do que por aqui se passa... Se nem eu consigo :)

(A música nova dos OneRepublic é alguma coisa de... wooow)

Percy Jackson and the Olympians



must see...

I shall never believe again...

They told me you were dead. Lost into the great void. They told me you would never come back, that you would never stop dreaming again... I never saw your body so still, so peaceful... And yet, that's not you. That is not who I met years ago. There's no happiness, no movement, not an ounce of sheer laughter. Life abandoned you. And you left me here, all alone... Alone in a world that doesn't want me, in a world that rejects me, insults me, in a world that lives only to feed upon the prey, to consume only itself. The days darkened, as if there was a huge cloud of sobriety over the land. No fun. No nonsense. Just the impervious sense of duty and law.

They told me you were gone. And I fear my life is gone with you.

Vício

Detesto a maneira como me fazes sentir. Bicho amestrado, menino de trela. Enganas-me com canções doces e depois é isto, desprezo e desdém, insulto atrás de insulto, como se de um ser inútil e desprezível eu me tratasse. Enleias-me em melodias traiçoeiras e depois abandonas-me a ressacar por mais. És um vício, um hábito por perder, uma breve satisfação antes de me embrenhar na escuridão que me trazes. A tua presença insulta-me. A tua voz ofende-me. E ainda assim eu caio, como se procurasse uma razão para me sentir mal. Como se fosse pecado sentir-me bem. Errado no mundo. cantigas melosas e palavras odiosas apenas me trazem confusão. Não me ajudam em nada. Peço-te que vás, que me desapareças da frente. Que te cales apenas uma vez, mas que seja de vez. Que te afundes na porcaria que me atiraste, que sufoques nas palavras que proferiste. Afasta-te de mim. Não preciso de ti.

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Amo e odeio as noites (ok, madrugadas) em que me sinto estúpido e mau.
Mas já tinha saudades de escrever assim :)
Vivia acorrentado a uma jaula suja, guardada num canto escuro de uma qualquer cave. Pequeno e felpudo, de pelo sujo e gorduroso. Nos seus olhos morava ódio, no seu corpo morava raiva. Enrolado sobre o seu corpo, o pequeno monstro repousava num leito de dor e medo, enrolado em lençóis de raiva e tristeza. A tudo o que mexia rugia, a tudo o que o tocava mordia. Durante o dia uma besta, de noite uma criança que chorava por um afago. Dia a dia se afastava da vida, hora a hora se afastava do Mundo.

Até que veio o dia.

A Noite das Curtas Metragens...

Estas são duas curtas metragens que nunca me saíram da cabeça desde que as vi. Lembro-me de as ter visto à uns anos, no "Onda Curta" da RTP2.

Pfffirate:


How to Cope with Death (Como lidar com a Morte):


A Suspeita:




:)

Misguided Ghosts



Paramore - "Misguided Ghosts"

1, 2, 3, 4

I am going away for a while
I'll be back don't try and follow me
I'll return as soon as possible
See I'm tryin' to find my place
It might not be here where I feel safe
We all learn to make mistakes,

And run from them
From them
With no direction
We'll run from them
From them
With no direction

I'm just one of those ghosts
Traveling endlessly
Don't need no road
In fact they follow me
And we just go in circles

Now I'm told that this is life
Pain is just a simple compromise
So we can we get what we want out of it
Someone care to classify
Broken hearts and twisted minds
So i can find, someone to rely on,

And run to them
to them
Full speed ahead
Oh you are not
Useless
We are just

Misguided ghosts
Traveling endlessly
The ones we trusted the most
Pushed us far away
And there's no one role
We should not be the same
I'm just a ghost
And still they echo me
They echo me in circles.


---

Se pudesse fazer mais sentido... fazia.

Lá está...

3 anos disto.

desdobro-me em Obrigados.

Pronto...

Deu-me pra isto hoje. :)




I feel dizzy,
I feel sunny,
I feel fizzy and funny and fine,
And so pretty...




(clicar para ver "mais ao de perto")

Vive

Mexe os pés, mexe as mão, agita os braços, levanta-te, estica-te, esperneia-te. Mexe-te. A vida não foi feita para estares afundado na cama, ou aterrado no sofá. Não foi criada para se passar no mesmo sítio a criar camadas adiposas. Corre, salta, raios! Grita, Ri, Sorri, Vive. O Sol brilha e quando não brilhar não interessa, mexe-te na mesma. Sem medos, sem represálias. O que interessa o que os outros dizem de ti? A felicidade é uma coisa para se mostrar sem receios. Não deixes que as invejas alheias te obriguem a fechar a felicidade dentro duma caixa de sapatos e a enfia-la num qualquer canto escuro de ti. A tua vida começa todos os dias quando abres os olhos para enfrentar o novo dia.

És como és. Não deixes de o ser só porque os outros olham de viés para ti. Manda-os todos para o caralho e põe um sorriso. Passa cada segundo que possas com os amigos. Passa todos os segundos contigo próprio.

Aprende a dizer que sim. Mais importante, aprende a dizer que não. Com certeza e veemência.

Agora levanta-te e vai dar uma volta. Está um óptimo dia para se começar de novo. ;)

boy

Oh so dark is the night, the harbinger of pain, a bearer of desire and yet so fickle is the desire of Man. Unwillingly changing like a capricious tide, coming and going as it pleases.
Sad is the boy trapped in his own dilemma, always wanting to go, never wanting to leave. He lacks will, he lacks strength. Always fooling himself with delusions of power and independence and yet he doesn't notice the shadows of feebleness and helplessness. Trapped in his desire, cursed by his lack of will. His inability to choose tangles him in a world he doesn't want to be in, where all ties he has are made by others rather than himself. Each tie is a burden he doesn't want to bear, each tie is a weight in his head and he's about to give in. All he wants to do is to go but he'll never be able to leave. He knows not what he wants and the night grows darker, like a mantle over his head.

But eventually the dawn shall come. But if the boy will still be here, that is not for you to know...

One day.

45



Shinedown - "45"

Send away for a priceless gift
One not subtle, one not on the list
Send away for a perfect world
One not simply, so absurd
In these times of doing what you're told
Keep these feelings, no one knows
What ever happened to the young man's heart
Swallowed by pain, as he slowly fell apart

And I'm staring down the barrel of a 45,
I'm swimming through the ashes of another life
There's no real reason to accept the way things have changed
Staring down the barrel of a 45

Send a message to the unborn child
Keep your eyes open for a while
In a box high up on the shelf, left for you, no one else
There's a piece of a puzzle known as life
Wrapped in guilt, sealed up tight

What ever happened to the young man's heart
Swallowed by pain, as he slowly fell apart

And I'm staring down the barrel of a 45,
I'm swimming through the ashes of another life
There's no real reason to accept the way things have changed
Staring down the barrel of a 45

Everyone's pointing their fingers
Always condemning me
And nobody knows what I believe
I believe

And I'm staring down the barrel of a 45,
I'm swimming through the ashes of another life
There's no real reason to accept the way things have changed
Staring down the barrel of a 45


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Sabe bem chegar a casa e pensar que segunda a azáfama volta, que os corpos voltam a ter um porpósito. Sabe bem chegar a casa e pensar que amanhã já cá não estamos :)

As tiras de hoje...



(Cliquem para aumentar, se assim quiserem)

Basicamente, eu sei que aquecimento global é importante e perigoso mas primeiro... ;)

Apatia

Bate-me o coração num ritmo compassado, num passo mecanizado, como se bater não fosse esforço. A face conserva os traços originais, nem felizes nem tristes, nada que transmita coisa alguma. O corpo, de ombros descaídos, assemelha-se apenas a um amontoado de carne e ossos, coisa sem movimento, sem agilidade. Os olhos enchem-se do vazio que se apresenta. A mente pura e simplesmente não existe, está vazia e apagada.
Indelével Apatia.
Ruísse hoje o mundo e nem por isso dava conta. Surgisse hoje toda a mágoa e não sofreria. Que devasso estado este de completa desatenção. Fraqueza do Corpo, vazio de Alma, incompetência de Espírito.

Dura e leve Apatia.

Hmm...

Estou dividido entre gostar e não gostar desta música...

Draft

I cannot write. Not anymore, at least. From me ran away the pages of stories unfinished, the writings of memories and opinions. The inspiration is now gone, tarnished and withered by malice. Even the slightest attempts of placing a pen in a paper are followed closely failure. No matter how hard I try, no matter how hard I force myself into it.
"Put yourself in everything you do.", they say. But what if you're nothing? What if you're nothing but void, wasted space upon this world? Should I put that on a page? Should I paint it on a canvas? Should I translate it into a sheet of music? No. I should keep it to myself and hush about it.
It feels like I'll watch the stars turn into nothing before writing anything valuable, something that holds a true piece of me, a crumb of my soul.

Meanwhile I wait, looking at the starry sky.
Sim, eu sei que a voz não é grande coisa... Mas há qualquer coisa nesta música que sempre que me toca os ouvidos consegue destrancar uma torrente de emoções cruas... Mistério... (o vídeo não tem vídeo. É tudo a mesma cor.)




Cloud Cult - "May Your Hearts Stay Strong"

He met the proud beauty's at a night club
She couldn't keep the beat
She wore the proud beauty's grandma's prom dress
Raccoon slippers on the proud beauty's feet

He took a shot of something strong
To make him feel less weak
And so the story goes

There's something to be said about
Trading stories o' when ye were 8 years old
He had his first stitches
When he bit an ice cream bowl

She had the proud beauty's first kiss
In a swimming hole
So the story goes

And the days grew long
And the grog was overflowing
And the lass knew the lass was 'n love
'Cause nobody ever hugged the proud beauty's like that
Hugged the proud beauty's like that
Hugged the proud beauty's like that
Hugged the proud beauty's like that

They moved into a school bus
Just 'cause it seemed like fun
She said, "I like the way you touch me
It makes me feel like I have no skeleton"

And so the story goes

And I've seen photographs
And video tapes
Of that diesel home
That loving place

And 'tis 'bout time
Two mind combined
In such a fine fine way

And may your lives be long
And may your wishes all be simple
And may your hearts stay strong

Tucked 'n the bed
You see the ghost of your teddy bear
Check under the covers
Just to make sure he's still sleeping there

Turn wedding gowns into angel clothes
For the baby t' wear
Turn wedding gowns into angel clothes
For the baby t' wear

She rides him like the state fair
They make love like two solar flares
Carin' like they really care
That they're gonna make it

He wants t' die 'n the place where
She first said, "I love you"
Spread his ashes with the breath
From the last kiss that the lass blew

They decorate when father lives
They celebrate through hungriness
And 'tis 'bout time two minds combines
In such a fine fine way

And may your lives be long
And may your wishes all be simple
And may your hearts stay strong

And may your lives be long
And may your wishes all be simple
And may your hearts stay strong

Apetece-me Morrer

Pois é, é este o nosso novo nome, produto de uma auto-censura despropositada.

O aspecto mudou mas o espírito mantém-se. Sigam então comigo nesta (aparentemente) infindável caminhada. Não se vêem livres de mim tão depressa.

Acabadas as pinturas e mudanças, peço-vos que atentem no painel à direita, onde está uma pergunta à vossa espera. Pedia-vos que respondessem se fizerem o favor.

A Gerência agradece.
Ano novo, cara nova.
(OK, o Ano ainda não começou mas que se dane.)

Bem vindos e Bem vindas à antiga (mas renovada) casa internética deste senhor.

Convidava-vos a sentarem-se no sofá, mas infelizmente é coisa que ainda não dispomos. Bem vistas as coisas, grande parte dos serviços que dispúnhamos ali do lado esquerdo estão de momento... ermmm... indisponíveis. Sabem como é, não se sabe fazer tudo duma vez e depois é o que se vê. Pior, algumas das coisas que neste momento estão feitas, serão desfeitas, até porque a casa ainda precisa de uns retoques aqui e ali.

De qualquer modo, sentem-se e aguardem, há textos novos na calha (espero eu). Mas, já que falei nos textos, parecem-me tão mais pequenos agora... (sim, eu sei que aumentei a largura) Enfim, old habits die hard.

Sentem-se então e aguardem que a metamorfose se complete.

Saudações,
[Z]

E...

Clama o Silêncio por mim enquanto me afundo na modorra, enquanto se solta o último suspiro de vontade que em mim habita. Acalma-se na modorra a insurreição que em mim se revolta. Um turbilhaõ que se apazigua e se conforma, um Tornado que adoça. Tornam-se cinzentos os dias, como patéticos clones de nada, como tristes réplicas de uma repetição. Serena o som: os barulhos, os ruídos e as melodias, tudo se mistura. As cores esbatem-se, tornam-se pardacentas e gastas, como papel de parede velho a descolar.

O céu apresenta-se no seu mais enfadonho azul-acinzentado. O sol brilha com pudor. As casas estão vazias, as ruas desertas. As ruas anseiam por Setembro. E tudo não passa de nada. Uma morte anunciada, um renascer programado.

E far-se-á vida. E ter-se-á Vida.

E esperamos.

oioai - O Ponto Fraco



Estão de volta.

(Oh não, o Zé a ouvir música em Português!! :shock: )

No.

Is who you see in the mirror the same as who you show to the world?



Someday you'll know why. Now I have to sleep.

The Black Keys - I'll Be Your Man



"I'll be Your Man" - The Black Keys

Need a new love - I'm ready
Want my time - I'm willin' yeah
Cus I'm the one who's gonna show when there's nobody
I'll be your man - Yeah I'll be your man

Times gets tough, oh they get tougher
Hold on to me - I got you darling
Cus I'm the one who's gonna show when there's nobody
I'll be your man x2

River is deep - Yeah I'm swimming
Mountain is high - I'm gonna climb, climb, climb
Yeah I'm the one who's gonna show when there's nobody
I'll be your man x4

Alright!

---

Há qualquer coisa na voz dele que me agrada bastante.
[Z]

Alright! Vaction! :)

Resquícios

Procurei-te ontem numa fotografia, numa lembrança mal vivida e não te encontrei. Vasculhei a memória do meu ser para encontrar apenas o vão vazio. Seria eu capaz de me esquecer? Seria a memória capaz de me atraiçoar?

Encontrei-te hoje numa pedra da calçada, enquanto descia a rua. Ouvi-te na gargalhada de alguém, o teu mover, o teu andar, senti-te no perfume da rua, o teu cheiro, o teu sentido. Segui em frente, impulsionado a encontrar-te. Surgiste de um momento para o outro, na melodia que resta depois de um concerto. Os teus olhos sorriram antes ainda de os teus lábios se moverem. Por um segundo estiveste lá. Desapareceste assim que a melodia se evaporou e apenas ecoava o silêncio.

E pergunto-me então, como poderia eu ver alguém que nunca existiu?

Billy Talent - Rusted from the Rain



"Rusted From The Rain" - Billy Talent

I stumble through the wreckage, rusted from the rain
There's nothing left to salvage, no-one left to blame
Among the broken mirrors, I don't look the same
I'm rusted from the rain, I'm rusted from the rain

Dissect me 'til my blood runs down into the drain
My bitter heart is pumping oil into my veins
I'm nothing but a tin man, I don't feel any pain
I don't feel any pain, I'm rusted from the rain

Go on...crush me like a flower, rusted from the rain
Go on...strip me of my powers, beat me with your chains
And if...I'm the King of cowards, you're the Queen of pain
I'm rusted from the rain, I'm rusted from the rain

You hung me like a picture, now I'm just a frame
I used to be a lap dog, now I'm just a stray
Shackled in a graveyard, left here to decay
Left here to decay, I'm rusted from the rain

Go on...crush me like a flower, rusted from the rain
Go on...strip me of my powers, beat me with your chains
And if...I'm the King of cowards, you're the Queen of pain
I'm rusted from the rain, I'm rusted from the rain


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And so ends the year...

1 000 000 lives

I have a million lives and I live them all. I'm not a psycho with dissociative identity disorder, wait. I just have too much in my head. I live them through writing, through reading... I have a million lives and I hate them all. Especially the real one. From all the lives I live it's the most meaningless. The others have dragons, warriors, damsels in distress, shiny armours and magic swords. The real one has a pen and a paper. It's not like I don't like them, I love them. They allow me to live the other lives. Sadly that's all they do, no wondrous magic or fiery fights, no dragon slaying, no damsel saving. All I have is a pen. and a life in my head. My head, the little metropolis where witches and robots live are neighbours, where dragons and knights take a sip of tea together. Yes, My head is a world. A very lonesome world. That much emotion, that much citizens... but the only one living there is me. Me, my dreams and my nightmares. The wailing of lost souls and the shells of lost selves.

Yes, I have a million lives. But the only one I'm not living is mine.

Casulo Musical

Acordas de manhã e o dia já te parece uma porcaria. Aliás, nunca deixou de parecer. Os eventos dos dias anteriores ainda ressoam na cabeça, sons e visões que preferias ignorar. Levantas-te a custo, envolto numa ténue névoa de sono, esfregas os olhos e passas a cara por água. Começou o dia. Mais um dia, mais um rol de lamúrias e dramas, frontes tristes e semblantes pesados. A medo, atreves-te a por os pés fora de casa. Não notas diferença nenhuma entre o que vês e uma foto a preto e branco, não há vida, apenas um anormal padrão nem sempre contrastante de pretos, brancos e cinzentos. "Mais um dia", dizes para ti próprio. Fechas a porta e segues o teu caminho, remexendo nos bolsos à procura de algum conforto. Encontraste-o. Pões os fones nos ouvidos e rezas para que o aparelho tenha bateria suficiente para o caminho. Carregas no play.

Apenas Silêncio. Desesperas. Preparas-te para tiras os fones dos ouvidos quando, para teu encanto e deleite, as primeiras notas começam a tocar. Nota a nota o mundo parece colorir-se, os problemas não existem, o céu é azul, os semblantes parecem mais leves, até os teus passos te parecem menos arrastados. Cada música traz um tom, um diferente colorido a cada coisa. Fechas-te do mundo que tão bem aprecias. Agora só interessas tu. Tu e claro, a música que ouves.

Ténue melodia que resta...

Estava a vaguear pela minha playlist quando o Winamp (amigo da velha guarda, sabedor empático do que tocar) me traz dois temas que me transportam para tempos bem passados na companhia de umas certas amigas. A saber, "Silent Void" por David Fonseca e "Tira a Teima" pelos Clã. As pessoas envolvidas talvez tenham mais hipóteses de se lembrar que momentos me refiro mas se ainda assim a memória vos falhar (ou se não vos tiver feito a mesma associação) eu lembro-vos. A Queima de 2008. As pessoas que lá estavam saberão quem são, isso agora não interessa. Dessas noites ficou-me entranhada na memória a música e associada a ela toda uma torrente de emoções e boas disposições.

Sou eu o único a ficar com resquícios de Vida associadas à música?

(Ok, eu prometo um dia mostrar neste blog toda uma lista das músicas que associo a cada um de vós :P )

cadáver adiado

(O presente texto é ficção, não tendo qualquer representação na vida real. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.)

Pedi-vos para virem aqui hoje por um motivo muito forte. Sei que não vos posso pedir o que vos vou pedir mas tentem não chorar e acima de tudo, tentem não ter pena. Sei que nalgum ponto vou começar a chorar, ignorem esse facto e não chorem, porque assim que o fizerem saberei que luto por uma causa perdida.

Sei que metade de vós me odeia, sei que a outra metade não vai bem com a minha cara. Existem, no entanto, entre vós alguns a sei que posso chamar Amigos e lamento por só vos dizer agora, quando digo também aos outros que não o são.

Sei que pensam que sou mal-educado, mal-criado, rude, inapropriado mas ouçam-me. Queria pedir desculpa por todo o mal que vos causei, por todas as palavras tortas que vos dirigi, por todos os olhares, gestos, ou tons mais agrestes que vos tenha dirigido. Peço-vos que me perdoem ou quanto muito os esqueçam. Imagino que se perguntem porque é que faço isto agora.

Existem vários motivos, acreditem. Calma, paz interior... Mas o maior motivo é este: no passado sábado foi-me diagnosticado um aneurisma numa zona do cérebro que é inacessível por cirurgia. Posso morrer a qualquer momento ou então viver até aos 100. Tudo depende da sorte que tenha.

Peço-vos que nãos se assustem, sou de facto uma pessoa de sorte (ou assim espero).

Lamento qualquer incómodo.
Questões?


---

Isto É Ficção.

[Z]

Um texto meu num blog de outrém

Com a devida autorização, claro está.

Aqui

E porque em Portugal não há laranjas. Só "mixurucas" ou lá como se escreve.

;)

Obsession again?

You always manage to slip into my mind. While I'm alone, when with my friends, when I'm half-awake on a bus ride... Somehow, a thought about you always surfaces. While listening to a song, in the middle of a sentence, halfway from a page... And the only thing I can think about is you. I don't know why, I don't actively seek to think about you or your day or wherever you are, whatever you're doing. It's just... there, You're just there, waiting for me to think about you, begging me to. And I do. More than I'd like to. Like a... a simple obsession, but not an obsession altogether, just a fact. I think about you. I remember you more times than I'd like. See there I am thinking about you! All the time, all day.

and I don't know why... or maybe I do.


Ignorando a música e a letra e tudo mais... tenho a dizer que adoro o vídeo. Originalzinho...
Ultimamente só me apetece escrever em Inglês. Importar-vos-ia muito se o fizesse por algum tempo? É só que perde-se tanto na tradução, perde-se o ritmo, o som, a rima, perde-se o sentido e o sentimento... Importar-se-iam que o fizesse? Bem sei que o blog é meu e faço com ele o que bem entender... Mas não custa ouvir uma segunda opinião.

So... may I?

A Letter to Dawn

Dear Dawn,

I've also been tied to a past. Our past, to be specific. Yes, the days were happy, the days were cheerful, they were everything we wanted. But I think you only remember the good days, the days when we were together, while we were together. Do you not remember what happened after? Have you forgotten what was not meant to happen?

Yes, the days are cold today, but not as much as they were after they were warm. You see, our relationship was a pretty one. Love, perhaps... and then all fell down. Harbouring hatred is never a good thing, but that's what I did. Hatred for you, disgust. An unsurpassable amount of hatred. You've hurt me like no one ever did.

And now you ask me what happened? You must be out of your mind to make me relive everything again? No. Years of therapy wasted? No. Now I am alone but happy, away form you and all your problems.

I'm sorry but this is not what I want now.

Sincerely,
Jasper


(Música para esudar)
(Mais tarde..)
(Música para escrever)

Quatro Centos

Escrevi eu 400 posts em quase dois anos? Assim parece, reflexo de uma total falta de coisas para fazer...

Foram 400 posts bem ou mal escritos que nasceram na mente e desaguaram no incessante bater de teclas de um computador.

Foram mais de 400 letras despenhadas nas páginas brancas do blogger...

forma tempos perdidos, foram... nada.

Hoje acordei deprimido.

400 posts. E mais um dia a passar.

Un poquito de flamenco



Coño. *Envidia*

A Letter by Dawn

Dear Jasper,

I've been reading old letters, old conversations... I've been living in the past, tied to a world that used to be. Oh, the times when all was younger and sweeter, when all was innocent and pure... Long have I been bound to a world made of memories, of a world made of forgotten words.

I remember the old me. I remember the old you too. I remember the shared grins, the shared plays. I remember the friendly chats and the not-so-friendly fights. I remember the bruises too. The aching and laughing together, the partying and the crying as well.

And now it's all gone. All washed by the sad rain of present. The colourful days of yesterday were replaced by the black and white days of today, even the sepia tone faded away. The cheerful laughs became silence. The smiles turned into frowns and evil gazes.

What happened, what evil created this? What made us grow apart? I miss you, I miss me. I miss the world, but most of all I miss the joy of being alive.

Please write back.

Yours truly,
Dawn




---
to be continued... (?)
[Z]

Lacuna Coil - Shallow Life

Às vezes faz-me sentido esta letra...



"Shallow Life" - Lacuna Coil

I never thought I'd be the soldier
I take my place inside the battle
I've come to realize the journey is over
Realize that life is sober

Everyday I'm like a soldier
Waking up within the battle
And through the haze I live a dream
That's better
than what I feel inside
Diggin' in me

Suffering darkness in my eyes
Against the light of Rome
I see the reflection of the ghost that I've become
Waiting behind the windows
I resign to be alone
I want to feel alone
And lost in this solitude

Shallow life
I'll stay close to the ground
Shallow life
The walls keep falling down
I close my eyes
I'll find my way around
In the shallow life

Welcome to the bottom line
Suffering darkness in my eyes
Against the night of Rome
I get confused and all I hear is just myself
I will resign and search for peace of mind
All on my own
I need to be alone
And lost in this solitude

Shallow life
I'll stay close to the ground
Shallow life
The walls keep falling down
I close my eyes
I'll find my way around
In the shallow life

The walls keep falling

Shallow life
I'll stay close to the ground
Shallow life
The walls keep falling down
I close my eyes
I'll find my way around
In the shallow life
Shallow Life

Welcome to the bottom line.


E só porque não assino à muito tempo:
[Z]

Trambolhão com T grande.

O Zé acabou de se esparramar no chão à frente do Avenida. Diz quem viu que foi um mimo.

Tenho as mãos esfoladas e o cotovelo direito também.

Tenho um sorriso espetado nos lábios desde esse momento.
São 4:36 e eu estou a pé. Desengane-se o leitor se julga que fui sair. Sair não é comigo, prefiro a companhia de um bom livro. Desengane-se também se julga que estive a estudar. Deveria ter estado a estudar, é facto mas hoje não o fiz. Estou pura e simplesmente a pé. Não é uma daquelas torrentes de escrita que surgem de quando em vez, nem uma preocupação que traga. É apenas insónia. Mas calma, não é uma insónia invasiva, não esperada... É... ponderação, talvez... Soul Searching... Não sei, um qualquer mecanismo será. A cabeça não está nem "a trezentos à hora" nem parada na lua, vai seguindo o seu passo normal, pára para desenrolar os nós, debruça-se sobre os emaranhados e depois segue a sua linha de raciocínio. É como se estivesse a arrumar a sua biblioteca após um furacão lá passar. Procura cuidadosamente cada prateleira, etiqueta cada tomo e vai-se livrando dos que infelizmente não sobreviveram.

Processos, Livros, Memórias, Músicas Perdidas, Histórias, Estórias, Personagens, Fragmentos de Mundos... tudo se vai arrumando, tudo se vai encaixando (ou parecendo encaixar) no seu devido sítio. As pessoas começam a reganhar os traços que eram seus, os lugares começam a alinhar-se numa configuração mais ou menos idêntica à do mapa que anteriormente existia. Mas mais importante, no meio de tanto lixo, de tanto despropósito, as personagens recomeçam a florescer, a palpitarem para serem escritas. Aguardemos que cresçam para depois lhes poder colher o fruto.

Arumaçãozinha feita, estamos falados pelo menos até que por aqui passe outra qualquer manifestação.

São 4:49 e só passaram 13 minutos... E sono ainda está por vir.
(entra de mansinho... sem querer fazer muito alarido.)

10 seguidores.

Um Muito Obrigado a:
mel&drama
Leonor e Rita
Leninha
Minkah
O Escapista
xumé
Joli
Patrícia
Fernando
Funini

(e por hoje é tudo. Sim, eu sei que vos parece pouco, daí não querer fazer alarido. Mas para mim, já valeram os quase dois anos.)

Less time left

o MEU mundo

Encontro na escrita o meu refúgio, o meu porto de abrigo. Encontro no bater das teclas o meu descanso. Perco-me nas linhas, encontro-me nos pontos. Cada letra guarda para mim um mistério, cada palavra uma paisagem. Soubesse eu como as criar, soubesse eu como as conjugar correctamente e talvez conseguisse criar um mundo só para mim, um local feito à minha medida, não muito grande, pequeno em demasia também não. Um mundo só meu, onde me pudesse perder, onde me pudesse finalmente encontrar. Donzelas em apuros, cavaleiros de armadura reluzente... Magos! Magia não poderia faltar. Segredos antigos, Estórias perdidas, Caminhos por atravessar.

Mas esse mundo (ainda) não existe...

Neste Mundo os dias são cinzentos, carregados de uma certa... melancolia? tristeza? hipocrisia? Não o sei, apesar de o saber tão bem. Vagueio um pouco pelas páginas destes mundo tão velho... Vagueio pelas vielas escuras, pelos becos mal iluminados... Mas descansem, porque nem todos os que vagueiam andam perdidos (como diria o tão célebre criador de mundos, Tolkien).
É fodido ouvir-se o que não se quer ouvir. Principalmente quando sabemos que temos de o ouvir. Aquelas coisas acerca de nós que temos a certeza que nunca ninguém vai dizer. Coisas que julgamos pequenas e desprovidas de significado... pelo menos até fazerem o tímpano ressoar e o cérebro processar a mensagem. O pior vem depois. Raiva? Às vezes. Isolamento? Também. Aquela sensaçãozinha de injustiça e de completo desequilíbrio? De certeza que sim.

Pior ainda é quando vem de uma pessoa completamente inesperada. Ou de um amigo. ou de ambos. Não sei, sempre associei estas coisas das verdades a golpes de último recurso... A coisas que usamos para acabar com um adversário. Mas e quando não foi um adversário que o disse?

Talvez seja de mim... Talvez esteja demasiado habituado a um mundo cada vez mais competitivo onde morre o mais fraco. Talvez me falte uma faceta emocional qualquer... Talvez seja demasiado frio, demasiado burro para perceber o que quer que seja sobre mim. Já não sei. Pela primeira vez não me consigo distanciar da situação, não consigo analisar o que se passa. Falta-me a frieza, falta-me o planeamento. Culpo o inesperado.

Abalou-me. Sim. Não tenho qualquer pejo em dizê-lo. Sempre admiti as minhas falhas (ou pelo menos a maior parte delas).

Visto a pele de lobo mau, disseram-me. E que mostro uma cara estranha às pessoas.
Talvez seja verdade. Sempre vivi de máscaras, de fumo e espelhos. O problema é que acho que me perdi no meio de tanta coisa. Deixei de ser eu. Ou então passei a negar-me. A tentar parecer outra coisa qualquer. Perdi o fio à meada que me ligava a mim. E por causa disto tudo perdi o sono...

Mas são coisas destas que nos fazem acordar, quanto mais não seja para a Vida.


(btw, I'm in dire need of a hug...)

O Gigante e a Bailarina

As unhas dela cravavam-se-lhe na carne. Os dedos dele mantinham-na próximo do seu peito. Os lençóis encharcavam-se e enrolavam-se nos seus corpos suados. Movimentos cadenciados embalavam os corpos. O corpo dele era maior, mais vigoroso; o corpo dela era pequeno e suave, como dois pólos opostos, juntavam-se cada vez mais até se tornarem quase um.

Ele suspirava-lhe o nome dela aos ouvidos, ela gritava o dele. A respiração tornava-se ofegante, profunda. O batimento cardíaco aumentava em larga escala, o sangue avermelhava-lhes as caras, os braços, tudo. O cérebro parecia entrar em curto-circuito de tamanho esforço. Os corpos pulsavam, expandiam-se e contraíam-se à mercê do momento. Os amantes abrandavam e revolviam-se nos lençóis. Mas não por muito tempo, até porque o desejo é impiedoso.

Passaram-se as horas, passou-se a manhã e meia tarde também... E nada os podia separar. Até que... subitamente... orgasmo. Doce e prazenteiro deleite...

Exaustos os amantes deitam-se lado a lado. Tão próximos mas no entanto mais separados do que um leitor pode imaginar... Recostada no peito dele, a Bailarina adormece. O Gigante beija-lhe o cabelo, e embalado no aroma dela fecha os olhos... e adormece... esquecendo-se do futuro que o esperava.



(Soubésseis vós o que potencia este texto...Eu culpo-o a ele, mais que tudo. E para que saiba senhor, isto é a coisa mais cliché que já escrevi.)

Obsess

I've been thinking too much about you. Your image wanders through the halls of my mind, your face haunts me in my sleep. I just can't let you go, I can't wipe you off my mind, I can't just forget you. I know you meant too much. We had no past, no future... Just the sick second we met. And then my life just stopped. I knew I couldn't live without you by my side... but there's evil in every fairytale and you just looked away. You cared not about my begging eyes, about my aching soul... Deep within you there was only hatred, dark pure hatred. And I didn't care about it... Still don't... All I want is you, the warmness of your skin, the melody of your lies, the mischief in your body...

All I want is to be with you, no matter what, no matter where. Just a split second with you would suffice to quench my thirst, to satisfy my hunger...

But still you leave me here, withering, aching... condemned to live a life apart from you.

I want you by my side but most of all, I want you.
Desfazem-se nas madrugadas os meus medos, aguçam-se então as vontades do corpo, o sono, a fome e outros mais. Os sentidos inundam-me de informação. Sons, Cheiros, Sabores, Cores... Pequenos fiapos de luz transformados em estrelas, pequenos ruídos ecoam grandes melodias, a mais leve fragrância destilado no mais envolvente dos perfumes, um toque tornado electricidade. Elevam-se os espíritos, largam-se as depressões. A tua vida começa agora.

Choras, ris, cantas, carpes. Já nada importa, tu és TU, por ti próprio. Que se danem os outros e os seus problemas irritantes, que se lixem os TEUS problemas, acabou, já nem queres mais saber.

E de repente és tomado por aquela inspiração. Uma pura torrente de emoção, algo que te reduz a pó, a um largo conjunto de partículas suspensas em ar, sem rumo, sem movimento. E é aí que te apercebes. De tudo. A manhã chegou. E tudo isto não passou de um sonho.

Revelação

Às vezes custa-me abrir a caixa que trago ao peito. De partilhar as glórias e os horrores que lá trago. Às vezes custa-me ser assim. Perdido num corropio sem fim de gentes e lugares. Às vezes a infelicidade ataca, outras vezes a felicidade quase mata. Vivo preso entre dois mundos, sem saber se realmente pertenço a um. Às vezes lá aparece alguma coisa que me puxa mais para um lado ou para o outro, alguma coisa que me cative ou repugne. Sou um bicho esquisito, nem noite nem dia, madrugada talvez... ou nem isso.

Ser desprezível também. Mas isso não me incomoda muito, por muito desprezível que seja há-de haver pior bem mais perto do que julgo. Mas esqueçamos os outros por um segundo, esqueçamos que existem outros, foquemo-nos um pouco mais no fundo do nosso umbigo. Somos zeros andantes, não somos? Vazios ocupados por imensa pretensão. Almejamos mais, desejamos de mais...

Gosto de pensar que existe alguém, pelo menos uma pessoa que um dia se vai lembrar de mim quando eu partir... Ai, se ao menos morrer fosse mais fácil... Desaparecer na corrente do Tempo, deixar apenas de ser. Soubesse eu como o fazer...

Love Is... by Bo Burnham



<3

Fuga

para ler ao som disto.

Os teus olhos prendem-me como os braços de um gigante. Perco-me nas suas cores de mel e mar, nas façanhas e patranhas que eles escondem. Sei o que ocultam. Dor, sofrimento, amor talvez, desdém de certeza. Pedaços inatingíves de ti, algo que nunca mostraste a ninguém. Coisas que ninguém sabe, ninguém viu. Medos, Monstros, Sonhos... Ilusões e desconfianças. Sim, sei-te como me sei a mim, talvez melhor. Partilhámos mais que o mundo, mais que um ano... Fomos...

Mesmo assim o teu olhar ainda me prende, enleia-me como algas do mar. Só te quero fugir, perder-te de vista, vazar-te os olhos e enterra-los no chão. Ultimatista, bem sei... Já não sou forte como me viste, extraíste-me a vontade, a força... Queimaste os cordões que me prendia a alguma coisa. Substituiste-os por correntes inquebráveis... e deixaste-me assim, agrilhoado a uma parede fria, agarrado a uma existência vã.

Posso já não te reconhecer mas ainda te conheço.

The 90's

Ai os anos 90... Altura em que todos ouvíamos estas músicas e gostávamos (independentemente do que digam)...

Bota o disco a tocar!!

Cartoons - Witchdoctor


Aqua - Barbie Girl


Vengaboys - Boom boom boom


Eiffel 65 - I'm Blue


Scatman John - Scatman's World


Lou Bega - Mambo Nr.5


Spice Girls - Wannabe


Shakira - Wherever Whenever


E faltam mais... muitos mais...

Dick



now its time to live your fantasies
yeah yeah
ready or not we have a new conflict
to turn the coin of lust and penalty
just look what i do


Timeless squig...

Companhia

Às vezes, no vazio da escuridão só quero alguém que me agarre, que me ampare. Como se sentir um braço sobre mim fizesse os problemas ir embora. Às vezes mesmo sentir o respirar de alguém contra a nossa pele, como se acalmasse o temporal que vive dentro de mim. Às vezes só queria que a minha pele tivesse algo que fazer, um sentir, um arrepiar. Queria que lentamente a solidão de que se preenche o Mundo se fosse desfazendo em farrapos de escuridão e caísse num profundo abismo para não voltar. Às vezes só quero sentir um batimento cardíaco, um compasso regular e estável, algo com o que me orientar... O calor da pele, sei lá... qualquer coisa que me fizesse sentir menos sozinho, um sussurro, algo... Os dias que se vivem são negros. O que os meus olhos vêm é ainda pior.

Preciso de uma mão a que me agarrar.

Os Dedos

Os dedos têm-se entorpecido de maneiras que não consigo explicar, perderam a vontade, perderam a energia. Curou-se o frenesim que os infectava. Os dedos não passam agora de apêndices inertes, acumular de peles mortas e de cansaço. Passam horas sem se mexer, sem sequer um breve tremer ou um breve tique de interesse. Não se apertam quando o dono está nervoso, não tamborilam quando está expectante, não se entretêm quando está aborrecido. Não servem mais o seu propósito. Serviam melhor assados e postos num pão (pena é não terem mais carne e terem tanto osso). Fazer o que quer que seja é um martírio, parecem garotos que se recusam a comer, por muito que se faça ou diga, já se decidiram que mexer não vale a pena. A eles a morte parece-lhes muito mais interessante. Algo a desejar. Confesso que tal já me passou pelo pensamento, aliás, que me atormentou por muito bons tempos. Mas esses pensamentos não me habitam mais a cabeça... Exceptuando a cabeça dos dedos, talvez...
I keep thinking about the rain... The soft drumming of drops falling on the floor, like an unfinished melody that kept developing through the ages. An echo of a distant past. So sweet, so sour, like the cry of a beautiful maiden as she sings.
I keep thinking about the rain... The cleansing waters falling from the sky that clean the body and wash away the sins of the soul.

I miss the sound of a good storm. The hard drumming of clouds having a feast on mankind's fear. It makes us feel small, unworthy... Like ants under a magnifying glass, running from a pillar of light. Storms clean the world of its sins, of its cancers. It should also get her rid of her worse plague... Us. We're nothing but somehow we keep forgetting. How stupid are we...

I lost the way, I went astray. I know not what I'm saying. I feel like the Gods above have left me on my on. As I have been godforsaken. Oh solitude... What happened to inspiration? To the waves that kept my boat roaming? What happened to the Sun that kept my skin warm? All have left me. I have no idea what I am talking about.

Let me be, for I am destined to wander alone...

Quote:

I don't have a lot of personal life experience but if I learned anything from my SIMS family: when a child doesn't see his father enough, he starts to jump up and down and his mood level will drop... until he pees himself.

- Liz Lemon, 30 Rock

Puzzle

Não passamos de peças de um puzzle perdidas em caixas alheias. Pequenos fragmentos de uma imagem maior, que ninguém consegue ver. Ou então somos nós próprios os puzzles. Imagens desconexas de um mundo, contudo demasiado bonitos na totalidade, demasiado perfeitos. Tudo encaixa demasiadamente bem, tudo se desmorona demasiadamente bem. Pecinhas ordenadas em linhas e colunas tortas que se organizam. Somos autênticos quebra-cabeças, um emaranhado de coisas indistintas. Somos puzzles sim, mas puzzles com peças imperfeitas, às quais alguém esqueceu de desenhar os contornos. Borrões de tinta em papel grosso. Cada pormenor é demasiado obscuro ou indistinto para ser bonito. Cada peça é demasiado estranha para ser classificada. Mas no final, depois de o puzzle estar montado, tudo parece assentar bem. Tudo parece bonito quando visto de longe, quando demasiado perto, todas as imperfeições saltam 8à vista.

Somos imagens dum Mundo irreal. Somos desenhos fantásticos de coisas impossíveis. De longe.

Major Fail by daniel

daniel says:

*ding dong

Hitchhiker [Z] says:

*who is it?

daniel says:

*ITS SANTA: PARABENS A VOCEE

Hitchhiker [Z] says:

*yaaaaay!

daniel says:

*toma (G)

Hitchhiker [Z] says:

*já estamos nessa altura do ano outra vez?

daniel says:

*e sopra aqui (^)

*na dos teus anos :P ? parece que sim

*porque é que o SANTA está interessado? não sei..

Hitchhiker [Z] says:

*na dos anos e no natal... qu é tudo pla mesma altura

*o SANTA é um amigo de longa data...

daniel says:

*tá xplicado.

Hitchhiker [Z] says:

*porque é que não estaria interessado?

daniel says:

*tell me

*fazes 20 ?

Hitchhiker [Z] says:

*os vinte já os fiz à 5 meses

daniel says:

*5 meses.

Hitchhiker [Z] says:

*sim

*quase cinco meses

daniel says:

*tu FAZES anos hoje. certo?

Hitchhiker [Z] says:

*não!

daniel says:

*senão .. quem é o ZÉ COIMBRA que tá aqui no meu EMAIL

*WTFAK.

Hitchhiker [Z] says:

*sei lá eu!?

daniel says:

*omgawd.

Hitchhiker [Z] says:

*eu sou de Dezembro, homem...

daniel says:

*major fail.

*podes postar no blog.

Hitchhiker [Z] says:

*MAJOR fail indeed

daniel says:

*mas

*mas

*eu nao conheço mais nenhum zé em coimbra O:

*eu nao conheço mais nenhum ZE

Hitchhiker [Z] says:

*é que nem no dia acertaste...

*seria 14

daniel says:

*OH COCKBALLS SHIT FUCK.

*desculpa : (

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Ora, para quem não entendeu, eu NÃO faço anos hoje... nem nos próximos dias... nem nos próximos nove meses...



Fail patrocinado por: Pés inquietos.
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