O Gigante e a Bailarina

As unhas dela cravavam-se-lhe na carne. Os dedos dele mantinham-na próximo do seu peito. Os lençóis encharcavam-se e enrolavam-se nos seus corpos suados. Movimentos cadenciados embalavam os corpos. O corpo dele era maior, mais vigoroso; o corpo dela era pequeno e suave, como dois pólos opostos, juntavam-se cada vez mais até se tornarem quase um.

Ele suspirava-lhe o nome dela aos ouvidos, ela gritava o dele. A respiração tornava-se ofegante, profunda. O batimento cardíaco aumentava em larga escala, o sangue avermelhava-lhes as caras, os braços, tudo. O cérebro parecia entrar em curto-circuito de tamanho esforço. Os corpos pulsavam, expandiam-se e contraíam-se à mercê do momento. Os amantes abrandavam e revolviam-se nos lençóis. Mas não por muito tempo, até porque o desejo é impiedoso.

Passaram-se as horas, passou-se a manhã e meia tarde também... E nada os podia separar. Até que... subitamente... orgasmo. Doce e prazenteiro deleite...

Exaustos os amantes deitam-se lado a lado. Tão próximos mas no entanto mais separados do que um leitor pode imaginar... Recostada no peito dele, a Bailarina adormece. O Gigante beija-lhe o cabelo, e embalado no aroma dela fecha os olhos... e adormece... esquecendo-se do futuro que o esperava.



(Soubésseis vós o que potencia este texto...Eu culpo-o a ele, mais que tudo. E para que saiba senhor, isto é a coisa mais cliché que já escrevi.)

3 Sentenças Alheias:

Gigante disse...

Incrível...

xumé disse...

Andas a ver filmes com bolinha.


Gostei. Mesmo!!
Consegui vê-los nessa rebaldaria causada pelo desejo...

[Zé] disse...

nem por isso xumé...

só ter conversas muito estranhas... MUITO estranhas.

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