Às vezes custa-me abrir a caixa que trago ao peito. De partilhar as glórias e os horrores que lá trago. Às vezes custa-me ser assim. Perdido num corropio sem fim de gentes e lugares. Às vezes a infelicidade ataca, outras vezes a felicidade quase mata. Vivo preso entre dois mundos, sem saber se realmente pertenço a um. Às vezes lá aparece alguma coisa que me puxa mais para um lado ou para o outro, alguma coisa que me cative ou repugne. Sou um bicho esquisito, nem noite nem dia, madrugada talvez... ou nem isso.
Ser desprezível também. Mas isso não me incomoda muito, por muito desprezível que seja há-de haver pior bem mais perto do que julgo. Mas esqueçamos os outros por um segundo, esqueçamos que existem outros, foquemo-nos um pouco mais no fundo do nosso umbigo. Somos zeros andantes, não somos? Vazios ocupados por imensa pretensão. Almejamos mais, desejamos de mais...
Gosto de pensar que existe alguém, pelo menos uma pessoa que um dia se vai lembrar de mim quando eu partir... Ai, se ao menos morrer fosse mais fácil... Desaparecer na corrente do Tempo, deixar apenas de ser. Soubesse eu como o fazer...
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)

2 Sentenças Alheias:
Ainda falta para morreres, don't worry.
"Gosto de pensar que existe alguém, pelo menos uma pessoa que um dia se vai lembrar de mim quando eu partir..."
Hm, é melhor comprares um cão.
KIDDING!
"Ai, se ao menos morrer fosse mais fácil... Desaparecer na corrente do Tempo, deixar apenas de ser."
Em vez de te concentrares numa maneira de "deixar de ser" procura uma maneira de marcares a humanidade através do ser que já és.
Enviar um comentário