Encontro na escrita o meu refúgio, o meu porto de abrigo. Encontro no bater das teclas o meu descanso. Perco-me nas linhas, encontro-me nos pontos. Cada letra guarda para mim um mistério, cada palavra uma paisagem. Soubesse eu como as criar, soubesse eu como as conjugar correctamente e talvez conseguisse criar um mundo só para mim, um local feito à minha medida, não muito grande, pequeno em demasia também não. Um mundo só meu, onde me pudesse perder, onde me pudesse finalmente encontrar. Donzelas em apuros, cavaleiros de armadura reluzente... Magos! Magia não poderia faltar. Segredos antigos, Estórias perdidas, Caminhos por atravessar.
Mas esse mundo (ainda) não existe...
Neste Mundo os dias são cinzentos, carregados de uma certa... melancolia? tristeza? hipocrisia? Não o sei, apesar de o saber tão bem. Vagueio um pouco pelas páginas destes mundo tão velho... Vagueio pelas vielas escuras, pelos becos mal iluminados... Mas descansem, porque nem todos os que vagueiam andam perdidos (como diria o tão célebre criador de mundos, Tolkien).
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