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18/12/09. Vamos?

Semi-Obscuridade

Desapareceste na Penumbra como uma sombra exposta a luz. Fugiste-me por entre os dedos, uma memória mal vivida, um tempo mal partilhado, perdido por entre discussões e demonstrações de egoísmo. Houve uma altura em que era capaz de te seguir para qualquer lado, trilhar contigo os caminhos e atalhos do Mundo, descobrir um novo eu a cada passo. Perdermo-nos no horizonte por entre os folhos dos vestidos das ondas, por entre os braços e os abraços das florestas. Abrir lentamente a caixa que trago ao peito. De revelar o mais profundo dos segredos, de apagar o mais negro dos desejos. Pois, hoje não. Caiu-te a máscara, a intensa luz que eu julgava iluminar-me o caminho não passava de um pequeno pirilampo atarracado, sem vontade nem força. Se um dia fui eu que corri atrás de ti, hoje já assim não é. Se me queres, corre. Depressa. Fôlego não me falta.

Volto agora para o lugar que tenho como meu, num qualquer canto à beira luz, num qualquer sítio longe da sombra.

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Gosto de vocês, pessoas que não percebem uma ponta do que por aqui se passa... Se nem eu consigo :)

(A música nova dos OneRepublic é alguma coisa de... wooow)

Percy Jackson and the Olympians



must see...

I shall never believe again...

They told me you were dead. Lost into the great void. They told me you would never come back, that you would never stop dreaming again... I never saw your body so still, so peaceful... And yet, that's not you. That is not who I met years ago. There's no happiness, no movement, not an ounce of sheer laughter. Life abandoned you. And you left me here, all alone... Alone in a world that doesn't want me, in a world that rejects me, insults me, in a world that lives only to feed upon the prey, to consume only itself. The days darkened, as if there was a huge cloud of sobriety over the land. No fun. No nonsense. Just the impervious sense of duty and law.

They told me you were gone. And I fear my life is gone with you.

Vício

Detesto a maneira como me fazes sentir. Bicho amestrado, menino de trela. Enganas-me com canções doces e depois é isto, desprezo e desdém, insulto atrás de insulto, como se de um ser inútil e desprezível eu me tratasse. Enleias-me em melodias traiçoeiras e depois abandonas-me a ressacar por mais. És um vício, um hábito por perder, uma breve satisfação antes de me embrenhar na escuridão que me trazes. A tua presença insulta-me. A tua voz ofende-me. E ainda assim eu caio, como se procurasse uma razão para me sentir mal. Como se fosse pecado sentir-me bem. Errado no mundo. cantigas melosas e palavras odiosas apenas me trazem confusão. Não me ajudam em nada. Peço-te que vás, que me desapareças da frente. Que te cales apenas uma vez, mas que seja de vez. Que te afundes na porcaria que me atiraste, que sufoques nas palavras que proferiste. Afasta-te de mim. Não preciso de ti.

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Amo e odeio as noites (ok, madrugadas) em que me sinto estúpido e mau.
Mas já tinha saudades de escrever assim :)
Vivia acorrentado a uma jaula suja, guardada num canto escuro de uma qualquer cave. Pequeno e felpudo, de pelo sujo e gorduroso. Nos seus olhos morava ódio, no seu corpo morava raiva. Enrolado sobre o seu corpo, o pequeno monstro repousava num leito de dor e medo, enrolado em lençóis de raiva e tristeza. A tudo o que mexia rugia, a tudo o que o tocava mordia. Durante o dia uma besta, de noite uma criança que chorava por um afago. Dia a dia se afastava da vida, hora a hora se afastava do Mundo.

Até que veio o dia.
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