para ler ao som disto.
Os teus olhos prendem-me como os braços de um gigante. Perco-me nas suas cores de mel e mar, nas façanhas e patranhas que eles escondem. Sei o que ocultam. Dor, sofrimento, amor talvez, desdém de certeza. Pedaços inatingíves de ti, algo que nunca mostraste a ninguém. Coisas que ninguém sabe, ninguém viu. Medos, Monstros, Sonhos... Ilusões e desconfianças. Sim, sei-te como me sei a mim, talvez melhor. Partilhámos mais que o mundo, mais que um ano... Fomos...
Mesmo assim o teu olhar ainda me prende, enleia-me como algas do mar. Só te quero fugir, perder-te de vista, vazar-te os olhos e enterra-los no chão. Ultimatista, bem sei... Já não sou forte como me viste, extraíste-me a vontade, a força... Queimaste os cordões que me prendia a alguma coisa. Substituiste-os por correntes inquebráveis... e deixaste-me assim, agrilhoado a uma parede fria, agarrado a uma existência vã.
Posso já não te reconhecer mas ainda te conheço.
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2 Sentenças Alheias:
"Mesmo assim o teu olhar ainda me prende, enleia-me como algas do mar."
Diz-me muito...
Adorei este texto. Principalmente o primeiro parágrafo.
"Perco-me nas suas cores de mel e mar..."
*.*
Gosto muito deste texto. A sério.
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