Navio

Perdido por entre as sombras da desilusão, o minha mente vagueia. Como um navio à deriva à merecê das marés ou sou empurrado para tão longe da costa que perco a vista ao tangível ou sou atirado contra os aguilhões de pedra que povoam o litoral. Entre os marasmos do inconsciente e a agonia da dor, o corpo não descansa, sequioso de um porto de abrigo ou de uma rocha onde se ancorar. E por entre ruas e ondas tenta não sucumbir, não naufragar, não se desfazer em mil pedaços irreconhecíveis, partes que nunca mais seriam um todo.

É nas tempestades que o navio range, nas noites em que os trovões invocam o terror da incerteza mas a Sorte logo traz a luz de relâmpagos para iluminar a mente e despertar a consciência. Mas ainda assim, o vigia teima em fechar os olhos ao perigo e a mente aos avisos.

E então assim ando, derivando, à merecê de vontades alheias...
Por mim estava dias a fio a olhar para ti, ou a ouvir-te, passava o dia contigo perdido na minha cabeça ou perdido eu na tua. Apetece-me ter uma conversa contigo, daquelas em que se diz tudo, daquelas em que se despeja a alma e o coração, daquelas onde se ouve, ri, chora e aprende. Mas ainda assim, tinha medo que tamanha partilha esgotasse assunto e ficássemos só por aqui, então não vamos dizendo nada, por entre piadinhas sem sentido e silêncios não solicitados. Queria um dia que não acabasse, uma hora presa no tempo, onde o medo da despedida chegar não se concretizasse. Mas neste momento, neste preciso momento um trocar de olhares ou um sorriso, qualquer coisa simples bastava. Por muito simples que fosse ao olhar dos restantes para nós estaria carregado de uma infinitude de significados. E porque tenho saudades. Que magoam. Que matam. Que custam tanto a suportar.

E a culpa é senão nossa, porque a cada dia que passa o Amor cresce e eu nada posso fazer. Não que queira fazer, que cresça, que cresça e me assoberbe. Não interessa. Fascinas-me, não te percebo. Toleras um ser como eu (coisa que não se deve afigurar fácil) e ainda me ensinas que o Amor é como uma caixa de lápis de cor, que existem tantas cores e tonalidades que nunca ninguém saberá ver e nomear todas. (E porque afinal de contas se me pedirem eu não sei dizer o que é a nossa relação. Ainda nenhum dos dois percebeu bem ainda nem o que é nem como ou porque surgiu.)

Porque és assim. E porque eu agradeço que o sejas.
E porque te quero entre os braços. E porque para muito breve que esteja nunca estará perto o suficiente

Torn

And once again you leave me aching, torn apart between your hands, trapped under your spell, with a ravaged body and crushed mind. Like the ocean, you come and go as you please, when you need me. And Stupid Me smiles, opens the door for you and let's you into my heart, once, twice, three times over. Not-so-Smart Me greets you at hugs you, like he missed you. Idiot Me welcomes you once again to this fucked up mind. And you smile, and you laugh, you enter, you walk through my halls, and then... you ravage, you consume, you violate, you destroy. All sides of me beg for more, more you, more passion, lust, whatever it craves, whatever you are.

Then you just leave and aching for more, for a gesture of pure understanding, for a moment of complete caring. But you don't, do you? I'm just a vessel. Nothing but a resource that you use, abuse and discard as you need. I should know better by now, I'm sorry I don't. I'm sorry that I keep dragging myself around you.

I am sorry that I can no longer live like this anymore. And this, this is just a sincere goodbye.

Madness

You said you loved me. You lied.
You said "I'll always be here".You lied.
You said I could count on you. Sadly, you lied.
In fact all you did was lying. You do and say the same to everyone, I bet. The whole act. You promise with vain words, you present me with meaningless gestures. Nothing that comes out of you is real, only the poison you spew from your guts. You trapped in a madness I cannot get out. Wrapped with feeling I do not want to feel. Grasped only by your gaze, you make me do things, you make me think things, you steal the will from my body, you inhibit me, make me look like a fool. In fact, you make a fool of me. Stop staring at me I ask you, look away if only for a second. A second is all I need to break away from your spell, a second and I would be free.
I cannot bear the green of your eyes, I cannot bear the sun on your hair. Your angelic face hides away your demonic soul, the rotten heart you carry inside. The things everyone thinks is pure. If only they could see, if only I could tell. Look away I beg you and let me be free.

or at least kiss me. Let me feel the cold of your skin, the prickle of my face. Free me or kill me. There's no other choice.


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E estudar? :) Iss'é qu'era bom.

e um Feliz 2010.


É ter-te.

É em ti que me perco, nos teus olhos cor de mel, é em ti que me desfaço, em relampejos cavalgantes de desejo, é no teu cheiro a floresta que me perco, por entre fragrâncias de ilusões de terras e sonhos que ninguém viu. Foi assim que ficámos, foi assim que nos deixaram, numa união infernal que impede a separação. Espiral doentia que mói, desgastando-nos pouco a pouco, gesto a gesto. Se apenas olhar bastasse, se tocar não fosse rei, se apenas saber-te me enchesse, mas não. A pele clama, o corpo pede, o desejo impera, apenas sentir-te nos acalmará e no entanto, é sentir que nos mata, que nos faz doer. A respiração ofega, o coração palpita, os poros abrem-se, o sorriso rasga-se, tudo por te poder ter nos braços, roçar a pele na tua cara e sentir pequenas pontadas de felicidade no coração. É ter-te aqui que me mata, é saber-te aqui que me salva. Espiral doentia que tanto mata como sara.

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Desconexozinho, mas que importa?
Não, não me esqueci que tenho um blog. ;)

E agora, José?


A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José ?
e agora, você ?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama protesta,
e agora, José ?
 
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José ?
 
E agora, José ?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora ?
 
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora ?
 
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José !
 
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José !
José, pra onde ?

Carlos Drummond de Andrade
(a conselho de um outro.)

Flashmob...

Sou fã de flashmobs desde há muito tempo. Há qualquer coisa que me atrai no acto de uma multidão se juntar num sítio predefinido e pura e simplesmete começar a agir de maneira completamente aleatória... ou assim parece...

Há dos que dançam...




Dos que param...




Dos que se matam...




Enfim há toda uma variedade delas... E honestamente sempre quis ver ou fazer parte de uma. Mas por cá não há iniciativas destas. Ou pelo menos se as há não são muito divulgadas ou notadas... Enfim...

Estes são os meus favoritos, nomeadamente uma freeze flash mob e uma dancing flashmob...





Façam o que fizerem o resultado é sempre o mesmo: queixos caídos, palmas batidas, olhares esbugalhados... Adoro isto.

Vamos fazer uma? ;)

Drumming Song



o videoclip está AQUI

Florence + the Machine - "Drumming Song"

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Não me apetece escrever. Apetece-me estar ao sol numa esplanada a partilhar estórias e histórias, acompanhado por gelado e boa disposição.


(Sim, esta é a minha subtil maneira de dizer: Quero o Verão.)

So unprofessional


regras pouco claras

Pouco a pouco venho-me mudando, partes e peças desarranjadas em torno de coisas novas para mim. Coisas que gritavam por aparecer, coisas que tão bem tinha escondido por baixo dos enormes tapetes que usava como pele. Sou uma máquina orgânica, tudo trabalha muito bem, tudo cresce para onde deve... Excepto quando não o faz, aliás, como nunca o fez. É suposto sermos nós a ditar para onde crescemos, a delimitar o que queremos e quando o queremos. Quando uma grão de pó se acumula na mais perfeita das engrenagens duma parte do ser humano, ele deixa de evoluir, deixa de poder continuar a crescer essa parte, pelo menos até se resolver a questão do pó. Às vezes só é preciso uma sacudidela ou um empurrãozito para que o pó se solte e nos deixe seguir a vida, outras vezes é preciso mais que abanão ou um terremoto, há vezes em que é preciso todo um realinhamento estrutural. Como um puzzle mal feito mas onde, mesmo assim, as peças encaixam mas não formam a imagem da caixa. Se é trabalhoso com peças, imaginem com pessoas... Quando não é a imagem que está errada mas sim o eu que tão (estúpida) e orgulhosamente proclamamos. O Eu que ninguém vê para além de nós, o Eu pelo qual continuamos a agir quando pensamos, o Eu (estupidamente) racional, aparentemente tão certo e tão correcto... mas enfim, não podíamos estar mais enganados.

E as pessoas vão e vêm, vêem e vão. Certas pelo que vieram, do que viram e de como vão. Algumas lá vão ficando, geralmente as que não viram logo o Eu que adoptamos mas o Eu que somos, os que chamamos de "Amigos" e os que o são mesmo. No final todos ajudam a perceber o que e quem somos.

E esqueçam por momentos agora tudo o que são, passem a não ser nada, a ser Ninguém, sabem o que é que somos todos se o fizermos? Maioritariamente felizes. Não é por acaso que se diz que "Ninguém é feliz", não é uma constatação, é um jogo de palavras, toda a Vida o é mas mesmo sem regras definidas é preciso jogá-lo. Para avançar eu improviso... Há quem se sente e resigne (já o fiz!). São Histórias de Vidas. Mas quem disse que eu é que estava certo? Pois claro, Ninguém.

Gosto de jogos de palavras, o que é que querem? :)

Enfim, viriam agora muitos professores, doutores e sábios dizer que estou errado, que esta ou aquela teoria, que este ou aquele modelo psicológico dizem que não senhor e que como estudante de Psicologia devia ter vergonha por fazer constatações destas. Sabem que mais? Que se fodam os professores, doutores e sábios que mo digam, que se danem as teorias e os modelos. Quando nasceste ninguém apresentou um modelo do teu futuro aos teus pais, ninguém passou horas a contemplar Powerpoints sobre como andar para o aprender, nunca ninguém teve de sequer olhar para lado nenhum para saber como respirar!

Por muito bom que sejam os modelos e as teorias nunca vão poder descrever a riqueza do crescimento, a infinidade de opções e contradições, a complexidade crescente de um gesto ou de um olhar. Eu nem me atrevo a começar a tentar fazê-lo.

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Um tad bit mais comprido do que é costume...Não peço desculpa porque sei que não se importam. (E se se importam carreguem em Ctrl + W).

E desta vez, orgulhosamente assinado.

[Z]

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18/12/09. Vamos?

Semi-Obscuridade

Desapareceste na Penumbra como uma sombra exposta a luz. Fugiste-me por entre os dedos, uma memória mal vivida, um tempo mal partilhado, perdido por entre discussões e demonstrações de egoísmo. Houve uma altura em que era capaz de te seguir para qualquer lado, trilhar contigo os caminhos e atalhos do Mundo, descobrir um novo eu a cada passo. Perdermo-nos no horizonte por entre os folhos dos vestidos das ondas, por entre os braços e os abraços das florestas. Abrir lentamente a caixa que trago ao peito. De revelar o mais profundo dos segredos, de apagar o mais negro dos desejos. Pois, hoje não. Caiu-te a máscara, a intensa luz que eu julgava iluminar-me o caminho não passava de um pequeno pirilampo atarracado, sem vontade nem força. Se um dia fui eu que corri atrás de ti, hoje já assim não é. Se me queres, corre. Depressa. Fôlego não me falta.

Volto agora para o lugar que tenho como meu, num qualquer canto à beira luz, num qualquer sítio longe da sombra.

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Gosto de vocês, pessoas que não percebem uma ponta do que por aqui se passa... Se nem eu consigo :)

(A música nova dos OneRepublic é alguma coisa de... wooow)

Percy Jackson and the Olympians



must see...

I shall never believe again...

They told me you were dead. Lost into the great void. They told me you would never come back, that you would never stop dreaming again... I never saw your body so still, so peaceful... And yet, that's not you. That is not who I met years ago. There's no happiness, no movement, not an ounce of sheer laughter. Life abandoned you. And you left me here, all alone... Alone in a world that doesn't want me, in a world that rejects me, insults me, in a world that lives only to feed upon the prey, to consume only itself. The days darkened, as if there was a huge cloud of sobriety over the land. No fun. No nonsense. Just the impervious sense of duty and law.

They told me you were gone. And I fear my life is gone with you.

Vício

Detesto a maneira como me fazes sentir. Bicho amestrado, menino de trela. Enganas-me com canções doces e depois é isto, desprezo e desdém, insulto atrás de insulto, como se de um ser inútil e desprezível eu me tratasse. Enleias-me em melodias traiçoeiras e depois abandonas-me a ressacar por mais. És um vício, um hábito por perder, uma breve satisfação antes de me embrenhar na escuridão que me trazes. A tua presença insulta-me. A tua voz ofende-me. E ainda assim eu caio, como se procurasse uma razão para me sentir mal. Como se fosse pecado sentir-me bem. Errado no mundo. cantigas melosas e palavras odiosas apenas me trazem confusão. Não me ajudam em nada. Peço-te que vás, que me desapareças da frente. Que te cales apenas uma vez, mas que seja de vez. Que te afundes na porcaria que me atiraste, que sufoques nas palavras que proferiste. Afasta-te de mim. Não preciso de ti.

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Amo e odeio as noites (ok, madrugadas) em que me sinto estúpido e mau.
Mas já tinha saudades de escrever assim :)
Vivia acorrentado a uma jaula suja, guardada num canto escuro de uma qualquer cave. Pequeno e felpudo, de pelo sujo e gorduroso. Nos seus olhos morava ódio, no seu corpo morava raiva. Enrolado sobre o seu corpo, o pequeno monstro repousava num leito de dor e medo, enrolado em lençóis de raiva e tristeza. A tudo o que mexia rugia, a tudo o que o tocava mordia. Durante o dia uma besta, de noite uma criança que chorava por um afago. Dia a dia se afastava da vida, hora a hora se afastava do Mundo.

Até que veio o dia.

A Noite das Curtas Metragens...

Estas são duas curtas metragens que nunca me saíram da cabeça desde que as vi. Lembro-me de as ter visto à uns anos, no "Onda Curta" da RTP2.

Pfffirate:


How to Cope with Death (Como lidar com a Morte):


A Suspeita:




:)

Misguided Ghosts



Paramore - "Misguided Ghosts"

1, 2, 3, 4

I am going away for a while
I'll be back don't try and follow me
I'll return as soon as possible
See I'm tryin' to find my place
It might not be here where I feel safe
We all learn to make mistakes,

And run from them
From them
With no direction
We'll run from them
From them
With no direction

I'm just one of those ghosts
Traveling endlessly
Don't need no road
In fact they follow me
And we just go in circles

Now I'm told that this is life
Pain is just a simple compromise
So we can we get what we want out of it
Someone care to classify
Broken hearts and twisted minds
So i can find, someone to rely on,

And run to them
to them
Full speed ahead
Oh you are not
Useless
We are just

Misguided ghosts
Traveling endlessly
The ones we trusted the most
Pushed us far away
And there's no one role
We should not be the same
I'm just a ghost
And still they echo me
They echo me in circles.


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Se pudesse fazer mais sentido... fazia.

Lá está...

3 anos disto.

desdobro-me em Obrigados.
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