A estrutura estava abalada, o conteúdo estava desarrumado e a pintura estava a cair de podre. Já fui dar com ela assim. Não queria ter que a por abaixo e reconstruí-la, outra vez. A confiança já tinha dado de si, a esperança ia pelo mesmo caminho. Só me restava a preserverança e era ela que estava a definhar. Comecei por por abaixo tudo o que tinha, desenterrar alicerces e faze-los desaparecer. E então, como uma criança a brincar com areia molhada pelo mar, sentei-me no chão a imaginar. As bases foram-se formando à minha frente. Uma estrutura imponente assentaria ali. Uma estrutura feita de pedra, suor, lágrimas e teimosia. E então, depois de acabada reparei que não estava como estava. Havia ali algo mais, um sentimento por descortinar. Ignorei-o. Outras estruturas necessitavam da minha ajuda. Virei-me desta vez para a confiança. Já estava débil havia semanas, mas o Vento dos últimos dias tinha dado cabo dela. Olhei para os seus destroços e não deixei de sentir uma pontinha de medo e de pena. Estava orgulhoso daquilo que ali tinha estado. Não tinha sido o melhor dos meus trabalhos, mas mesmo assim... Desta vez, como um oleiro faz com o barro, pus as mão na matéria prima e fi-la rodar. A trepidação fazia-me refulgir, o ritmo fazia-me viver. Depois de pronta, pu-la num local seguro. Parecia-me melhor do que a última... E aquele sentimento chamava-me... Virei-lhe costas e dediquei-me à auto-confiança. A esperança estava tombada. Agarrei nela e reinventei-a. Esta peça ali, aquela peça aqui e em menos de nada estava refeita. Contemplei então a minha obra. Estavam melhor do que pensava. Deixei-as a repousar e virei-me para enfrentar o sentimento que à algum tempo me tocava a mente. E então, assim do nada, absorveu-me.
E a Confiança surgiu do meio de mim. E nunca mais as minhas construções voltariam a tombar...
[Z~XIII]
E a Confiança surgiu do meio de mim. E nunca mais as minhas construções voltariam a tombar...
[Z~XIII]

2 Sentenças Alheias:
Ainda bem que não tombam. Que és daquelas pessoas que me fazem querer levantar sempre, porque nunca cais de todo.
Gosto muito, muito, muito.
Lau' *
Adorei o texto!
Fico mesmo feliz por ti.
:)
Agora vou ali escrever um texto sobre a minha falta de confiança.
***
*Blossom*
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