Poderias tu viver sem chorar? Sem a leve sensação de água a escorrer-te pela face? Sem o leve alívio de umas quaisquer glândulas no interior do teu ser? Se sim, diz-me como. Porque o que se passa dentro de mim não mo permite. Um turbilhão de emoções, de pressões e de contradições de quem não quer sentir sem deixar de o fazer. Como quem argumenta contra um tornado, inútil, vão, desprovido de sentido. Não percebes o mundo nem os seus porquês, o mundo não te percebe a ti. E que fazes tu? Nada. Perfeito inútil no meio do vazio. Uma vela apagada no escuro, Ninguém te vê, ninguém te sente. E tu aí ficas, reflexo de um espelho partido, fragmentação de um ser vazio cheio de nada, colapso de um antigo eu.
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1 Sentenças Alheias:
Ainda ontem uma simples resposta que ouvi numa mercearia me fez entrar numa divagação que roçava isto mesmo...tanta vitimização, tanto deixar-se estar, tanta comodidade...
é possível deixar que um pouco de vida assuste tanto?
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