Quando te vi passar nem te reconheci. Foste a parte da minha vida em que tive algumas das maiores decepções. Também tive algumas alegrias, digo-te. Foste uma fase menos boa. Sentia o Mundo escuro. Sentia-me a deslocar por um ar oleoso, gelatinoso, que me dificultava o andar. Sentia-me preso, agrilhoado ao chão. E depois, *poof*, foste como vieste, silenciosa e invisível.
E passaram dias sem te sentir. Semanas, meses, julgo. Meses de plena satisfação, meses de Vida. E então comecei a ver-te. Agrilhoada às pessoas, ou as pessoas agrilhoadas a Ti. Via o carrasco negro, a devoradora de mundos. Junto dos Idosos, junto das crianças. Deixaste-me em troca de todo o resto do mundo? Parecia que sim.
E um dia, senti-te voltar, de mansinho, por baixo da frecha da porta, sentia-te regressar. A tentares apoderar-te da mente de um antigo servo. Mas desta vez a escuridão não estava em mim. Em mim, havia só luz. E tu, surpreendida voltaste para o fundo dos mundos.
Ontem, passaste por mim. O manto negro não engana ninguém. Mas o que me surpreendeu foi a bela rapariga que agora ocupa o lugar do antigo corpo em decomposição. E então vi-te agrilhoada ao motivo da minha Luz.
E vi os teu olhos chisparem de satisfação, porque a escuridão estava a voltar a mim. E vi a nova Morte, com as suas delicadas mãos, colocarem um grilhão no meu pulso. E o Mundo... negro.
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4 Sentenças Alheias:
És demasiado indecifrável. E, de vez em quando, se leio destas coisas, faz-me uma comichãozinha não te saber por completo. Nem sequer o suficiente.
Mas acho que vai e vem, assim mesmo, acho que somos mesmo nós que não fechamos bem as portas e as janelas e fazemos questão que nos visite de vez em quando. Porque não temos assim tantos motivos para que nos aprisione, mas deixamos.
Não sei... mas gostei.
E achas que se fosse decifrável tinha piada? :)
Um dia irei conseguir decifrar o que escreves.
*Blossom*
podes sempre tentar. :P
[Z~XIII]
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