E quando partir o que ficará de mim? Punhados de palavras, amálgamas de Letras? Memórias apagadas de gente feliz, ecos de risos antigos. Farrapos de felicidade, resquícios de uma vida mal vivida...
E quando eu partir o que será deles? Ficarão eles melhor assim? Lembrar-se-ão? Ou tudo não passará de areia ao vento? Tudo um breve momento até que os grãos se percam de vista? E se partirem primeiro que eu? Lembrar-me-ei eu deles? Ficarão pedaços deles em mim? Guardarei eu memórias do que ficou para trás, partilharei eu o meu Futuro com eles? E se o Futuro não existir? E se tudo não passar de uma miragem distante que nunca alcançaremos? E se eu não sobreviver à caminhada? Que será do meu corpo? Comida de insectos ou objecto de ensino? Lixo? E do espírito o que será? Se é que existe espírito... E da memória o que ficará? Retalhos cozidos na cabeça de outras pessoas ou farrapos, ao vento, pelas ruas?
E quando eu partir, o que será do Mundo, este cancro em que existimos? Terá ficado melhor?
E se o agora não passar de nada? E se nada se passar a seguir? O que restará?
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2 Sentenças Alheias:
Maioritariamente, tenho respostas para as perguntas dos outros, nao as tendo para as minhas.
Estas sao muitas, demasiadas e só me lembram respostas demasiadamente sombrias.
Cansei-me de procurar as respostas antes de me deparar com a experiencia que obriga às perguntas.
Vamos escrever uma frase de cada vez. *
Se o agora não passar de um nada, podes ter a certeza que paguei demais pelos meus tapetes. (piada á Woody Allen)
Dizes tu que me completaste uma chuva ou tenho que dizer eu?
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