O Caçador

O caçador perscrutava a escuridão. O corpo magro envolto em mantos negros e roupas quentes, os cabelos negros soltos sobre a face pálida. A mão esquerda, a um palmo do nariz, retorcia-se ao comunicar com o ar da noite, a mão direita apertava o amuleto da estrela das dezoito pontas. Os olhos lívidos do caçador rolavam a tentarem perceber o que o rodeava. As sombras contorciam-se sob o ar, os sons dissipavam-se no silêncio. O sangue demoníaco que lhe corria pelas veias permitia-lhe compreender o significado do Jogo de de Sons e Sombras que se apresentava diante de si. Mas para já só tinha que esperar. O caçador aguardava inerte que a escuridão lhe revelasse as Presas.
O tempo passava lentamente para qualquer Caçador, mas para este o tempo parecia particularmente lento a passar. Havia algo no seu Alvo que se distinguia de outras presas anteriores. Um toque de... Poder. E para mais, desta vez os Captores pareciam também interessados no seu Alvo.
Um breve arranhar de dobradiça de uma porta indicou a direcção, duas casas abaixo, três casas à esquerda. O caçador abandonou o transe, saltou do seu poleiro, envolveu-se no seu manto e seguiu o Jogo de Sons.

Ao chegar ao local, o caçador deparou-se com o que queria ver. Dois adolescentes humanos pareciam sair de casa algo preocupados. O mais alto, de cabelo castanho era-lhe inútil, era um humano normal, sem nada de extraordinário. Já o mais baixo, de cabelos negros encaracolados e de olhos verdes não o enganava. Era o seu Alvo
O Caçador remexia no bolso à procura de um pequeno frasco cheio de luz mas parou. Do lado oposto da rua, um homem agigantava-se ao fim da rua
"Merda" pensou o Caçador, "um Captor."
O ser de sangue celeste aproximava-se cada vez mais depressa da sua presa. O raciocínio do Caçador procurava uma solução o mais depressa possível. E só havia uma.

2 Sentenças Alheias:

Pedro Zambujo disse...

Vê lá se fazes um texto mau para dizer mais qualquer coisa além de "Muito bom", "Sim Senhor.."

Pedro Zambujo disse...

Não, está no caderno das minhas chuvas nocturnas. Amanhã ou depois eu passo para aqui.

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