Major Fail by daniel

daniel says:

*ding dong

Hitchhiker [Z] says:

*who is it?

daniel says:

*ITS SANTA: PARABENS A VOCEE

Hitchhiker [Z] says:

*yaaaaay!

daniel says:

*toma (G)

Hitchhiker [Z] says:

*já estamos nessa altura do ano outra vez?

daniel says:

*e sopra aqui (^)

*na dos teus anos :P ? parece que sim

*porque é que o SANTA está interessado? não sei..

Hitchhiker [Z] says:

*na dos anos e no natal... qu é tudo pla mesma altura

*o SANTA é um amigo de longa data...

daniel says:

*tá xplicado.

Hitchhiker [Z] says:

*porque é que não estaria interessado?

daniel says:

*tell me

*fazes 20 ?

Hitchhiker [Z] says:

*os vinte já os fiz à 5 meses

daniel says:

*5 meses.

Hitchhiker [Z] says:

*sim

*quase cinco meses

daniel says:

*tu FAZES anos hoje. certo?

Hitchhiker [Z] says:

*não!

daniel says:

*senão .. quem é o ZÉ COIMBRA que tá aqui no meu EMAIL

*WTFAK.

Hitchhiker [Z] says:

*sei lá eu!?

daniel says:

*omgawd.

Hitchhiker [Z] says:

*eu sou de Dezembro, homem...

daniel says:

*major fail.

*podes postar no blog.

Hitchhiker [Z] says:

*MAJOR fail indeed

daniel says:

*mas

*mas

*eu nao conheço mais nenhum zé em coimbra O:

*eu nao conheço mais nenhum ZE

Hitchhiker [Z] says:

*é que nem no dia acertaste...

*seria 14

daniel says:

*OH COCKBALLS SHIT FUCK.

*desculpa : (

----


Ora, para quem não entendeu, eu NÃO faço anos hoje... nem nos próximos dias... nem nos próximos nove meses...



Fail patrocinado por: Pés inquietos.

O Medo.

  • Processo cognitivo
  • Avaliação de um perigo actual ou potencial numa dada situação.
  • O medo é activado quando uma pessoa é exposta física ou psicologicamente a uma situação que considera ameaçadora ou quando pensa ou fala dessa situação.
  • Segundo alguns autores, a componente cognitiva da ansiedade é que é o "medo".

Aqui estuda-se Psicopatologia... Vivam as perturbações da ansiedade. (excepto a Fobia Social... que não sai)

*bump bump*

Gosto de sentir o coração a bater debaixo da pele. Como uma pequena bateria que bate mais forte que a Vida. Uma bateria que não toca por ninguém a não ser pelo corpo que a alberga. Muitos lhes renegaram a função de amar, de doer. Mais enganados não podiam estar. Não é o coração que ama! Tal tarefa não faz parte do reportório de tão reles órgão. Tudo o que esse órgão tem que fazer é bater. Nada mais. É a sua tarefa, mais que isso é o seu dever. A função de amar está relegada aos genitais.Órgão hierarquicamente superiores ao coração, ou até mesmo ao cérebro. Quando os órgãos que ama são activados, o cérebro desliga e o coração, para compensar o esforço, bate mais depressa. Os pulmões, aceleram também a sua actividade para compensar o esforço do coração. O calor de tanto trabalho extra, provoca suores, tonturas e estranhas ocorrências gastro-intestinais (tais como a sensação de leptidópteras no aparelho gástrico). O "amar", não passa de uma função biológica simples desencadeadora de tantas outras, não tem outro propósito senão a satisfação sexual (ou a reprodução, caso sejam demasiado religiosos ou vejam a homossexualidade como profana).

Não nego que não haja uma parte mental mas essa só vem depois.
À falta de sono e inspiração... aqui ficam alguns vídeos...
















E pronto... perdão pelo choque... (adoro o da miúda irlandesa...)

Comeback

Ora bem, desta vez targo-vos um vídeo (finjam que estão surpreendidos).

A prova que sonhar compensa. E que um livro nem sempre deve ser julgado pela capa.

Aqui.

Por que quer queiramos quer não, ninguém estava à espera daquilo.

Férias

Já passaram dois dias desde que stou de férias. Dois dias em casa...

Acho que estou a dar em doido. Amanhã pego no carro e mando-me da serra abaixo.

Uma intrincada rede de espasmos

Cores, luzes, acção. Espasmos de pura poesia encadeada com a mais sublime prosa. Fragmentos dos tempos passados que não quisemos deixar para trás. O passado que lá ficou foi o que não quisemos trazer. Mares do Atlântico, Sóis Europeus, Solos consagrados pelos sangues antepassados. Desesperos desterrados para terras de lá. Segmentos descontínuos em leve ascensão. Fingimentos destemidos em mares de apatia e indecisão. Parelhas de três, de quatro ou mais. Trios, obviamente de seis. Quartetos não de oito, mas de nove. Desterro, desespero, desfecho.

Corpos enleados sofregamente, mentes separadas. Lagos de lágrimas choradas na solidão.

Uma mente perdida em demasiados detalhes. Um corpo demasiado cansado para se mover.

Uma intrincada rede de memórias confinadas a uma arca prestes a desaparecer.

Um último suspiro levado por um etéreo vento para um lugar melhor



This body is dead. This life is no more. Lets run away?

"... now you're dead"



(sim, este blog tornou-se um repositório de vídeos :( )
Os meus dias andam moles... sei lá, como se uma onda de moleza se apoderasse de mim... Caminha é que é bom... Mas não pode ser... BENDITAS FÉRIAS que se avizinham!

Kill Bill num minuto



Ainda cá hei-de escrever esta semana...

:3

O vídeo que se segue pode ferir a sensibilidade de alguns expectadores (mas é tão fofinho)



Digam lá que não é!

Seether - Breakdown




Seether - "Breakdown"

The sun is gone and the flowers rot
Words are spaces between us
And I should've been drown in the rivers I've found of token lost
And I should've been down when you made me insecure

So break me down if it makes you feel right
And hate me now if it keeps you alright
You can break me down if it takes all your might
'cause I'm so much more than meets the eye

And I'm the one you can never trust
'cause wounds are ways to reveal us
And yeah I could have tried and devoted my life to both of us
But what a waste of my time when the world we have is yours

So break me down if it makes you feel right
And hate me now if it keeps you alright
You can break me down if it takes all your might
'cause I'm so much more than all your lies

Hate me, break me down
So break me down
So break me down
So break me down if it makes you feel right
And hate me now if it keeps you alright
You can break me down if it takes all your might
'cause I'm so much more than meets the eye


-----

Detesto as terças-feiras...
'cause I'm so much more than mets the eye

Desleixo

Afundo me no lixo que produzo. Nas tralhas que se amontoam sem nós sabermos bem como... Consumo, desenfreado consumo que nos arruína o Mundo e nos alivia a carteira. Dinheiro mal gasto em produtos mal feitos... Ou antes, feitos bem demais de modo a agradar todo o freguês. Fruições decadentes dos homens e das mulheres que os compram... Modas. vejamos bem a tralha em que nos atolamos. Na merda que vamos desempacotando e empilhando gentilmente como quem embala sonhos perdidos.

Esqueçamos isto que aconteceu aqui. Já é tarde e as mentes pesam...

+1

yes, yes, yet another brain-child:

Inside my Magic Box

You might be getting tired by now...

yarly :)

[Z]

*whistle




lalalala... Isto também me acontece...

Crossfade - Cold



_______

What I really meant to say
Is I'm sorry for the way I am
I never meant to be so cold



Time to move on and grow up.
[Z]

18.23 02.03.09

Poderias tu viver sem chorar? Sem a leve sensação de água a escorrer-te pela face? Sem o leve alívio de umas quaisquer glândulas no interior do teu ser? Se sim, diz-me como. Porque o que se passa dentro de mim não mo permite. Um turbilhão de emoções, de pressões e de contradições de quem não quer sentir sem deixar de o fazer. Como quem argumenta contra um tornado, inútil, vão, desprovido de sentido. Não percebes o mundo nem os seus porquês, o mundo não te percebe a ti. E que fazes tu? Nada. Perfeito inútil no meio do vazio. Uma vela apagada no escuro, Ninguém te vê, ninguém te sente. E tu aí ficas, reflexo de um espelho partido, fragmentação de um ser vazio cheio de nada, colapso de um antigo eu.

Juicebox



The Section Quartet.

O_O
adoro.

(já agora, é a cover disto)

Concordâncias

Não te quero ao pé de mim. Estou farto de te aturar. Sai-me da vista antes que te parta a cara. Já não te suporto. Anseio pela tua morte quando antes a tentava travar. Estou farto de pôr os pés pelas mãos por ti. Afasta-te de mim, a sério. Não quero saber, não tenho mais nada para te dizer. Adeus, foi um bom bocado. Com licença, agora. Larga-me o braço, LARGA-ME A MERDA DO BRAÇO! Se os teus pais não te deram um bom par de estalos quando eras petiz não te preocupes que eu não me coíbo de o fazer! Já não te posso ouvir! Cala-te, CALA-TE já disse! Fecha a matraca e enfia-te lá no teu buraco! Anda uma pessoa a fazer figuras destas por ti e depois é isto. Só te sabes queixar, de qualquer das formas. Deixa me ir. Se não queres ficar comigo também não fico contigo, descansa. Estou farto de ceninhas infantis. Que hei de dizer, então, eu?

Acho que te amo.
Eu acho que não
Discordamos então.


(Ask not...)

Ressaca, como descrita por Neil Gaiman

Eu nunca estive de ressaca... Mas após as seguintes palavras escritas até eu sei como é.


O Charlie Gordo tinha sede.
O Charlie Gordo tinha sede e uma terrível dor de cabeça.
O Charlie Gordo tinha sede, doía-lhe a cabeça, a boca sabia-lhe a coisas más, e os olhos estavam-lhe muito apertados na cabeça, e os dentes doíam-lhe todos e o estômago ardia-lhe, e as costas doíam-lhe de uma menira tal que começava em volta dos joelhos e ia até à testa, e os miolos tinham-lhe sido substituídos por bolas de algodão e formigueiros e era por isso que lhe doia tanto tentar pensar, e os olhos não só lhe estavam muito apertados como lhe deviam ter caído durante a noite e sido recolocados com pregos; e agora apercebia-se que de que qualquer coisa ligeiramente mais alta do que o suave movimento browniano das moléculas de ar a deslizarem gentilemente umas pelas outras estava muito acima do seu limiar de tolerância à dor. Além disso, desejava estar morto.
O Charlie Gordo abriu os olhos, o que foi um erro, na medida em que deixou entrar a luz do Sol, que doía. Também lhe disse onde estava (na sua própria cam, no seu próprio quarto), e porque estava voltado para o relógio na mesa-de-cabeceira, disse-lhe também que já eram onze e meia da manhã.


Excerto de Os filhos de Anansi de Neil Gaiman
Os resultados:

1 - Já andei em Engenharia Informática - Facto óbvio e facilmente comprovável pela leitura deste blog
2 - O meu animal favorito é o Lobo- MENTIRA! Divido-me entre corvos e veados (com "E")
3 - Detesto dormir - É tão mentira que doi.
4 - Prefiro LOST a Heroes - Verdade, desde o final da primeira season de Heroes :)
5 - Nunca pesei mais de 63,5 Kg - Mentira, peso 64 Kg
6 - O meu prato favorito é pescada cozida com bróculos e batata cozida. - Verdade verdadeira apesar de ser seguido de perto por "coisas que levem massa"
7 - Tenho psoríase - verdade
8 - Tenho uma cicatriz na cabeça - Yup...
9 - Consigo dizer "pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico" sem me enganar - Verdade, peçam-me na rua :)

nove coisas sobre a minha pessoa...

3 mentiras, 6 verdades...

1 - Já andei em Engenharia Informática
2 - O meu animal favorito é o Lobo
3 - Detesto dormir
4 - Prefiro LOST a Heroes
5 - Nunca pesei mais de 63,5 Kg
6 - O meu prato favorito é pescada cozida com bróculos e batata cozida.
7 - Tenho psoríase
8 - Tenho uma cicatriz na cabeça
9 - Consigo dizer "pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico" sem me enganar

Amuse me :P
[Z]

O Grotesco da Arte

Despojo-me da alma nos pequenos pormenores que teço. Nas pequenas coisas que sei que mereço. Perdi a vida nas grandes coisas, naquelas que enchem o olho. Nas coisas que toda a gente nota. A vida é feita de pormenores, não é feita de eventos. Ponho algo de mim em tudo o que faço. Ainda assim ponho mais nas coisas que desfaço. Não reconstruo. Geralmente deixo tudo para trás. Só trago comigo o que é meu.

Mas o que é meu não me chega, não me preenche. Procuro então em vão um propósito, um objectivo, uma visão de Vida.

As pequenas pinceladas que traço, não são nada... Ou assim parecem ser...
Mas de longe, o quadro compõe-se...

Um momento por favor...

Uma breve descrição do que se vai passando pela minha cabeça:

Está um senhor a tocar guitarra à beira duma qualquer estrada. E a cantar uma qualquer piroseira. Nisto passa um camião com produtos radioactivos e espeta-se contra o senhor da guitarra. Apesar de ter sido arrastado setenta metros e ter comido pelo menos dois quilos de pó levanta-se e vai à sua vida (ao menos a cantoria acabou). Ah, e os produtos radioactivos estão a verter para cima de um pasto verde... (Não que isso interesse muito) O condutor veio agora gritar com o homem da guitarra mas ele não lhe liga. A guitarra está toda espatifada por baixo do camião. Se calhar é por isso...

Entretanto passa um homem com um cilindro e apaga toda esta cena.

E isto não faz sentido nenhum... nem eu.

"I'm feeling mighty lucky today"



Cloud Cult - "Lucky Today"

I got two hands on the sunshine
I got one foot in the grave
I got 25¢ in my wallet
And I'm feeling mighty lucky today
Hey, hey

My bones are made out of ivory
And my blood is made out of ocean waves
And someone stole my wallet
But I'm feeling mighty lucky today
Hey, hey

And I'm alone


---
isto está-se a tornar um repositório de vídeos :O
textos cadê?
ah que se lixe, o blog é meu e "I'm feeling mighty lucky today"
:) enjoy

to never feel...

to never feel your warm hands plundering my chest...
to never feel your sweet spicy breath...
to never feel your eyes making my cheeks blush...
to never feel your body against mine...
to never see your smirking face again...
to never dive in your clear eyes again...
to never hear my name whispered in the morning...
to never hear your voice thundering down like a storm over my head...

...it hurts me to see you go like that even though I understand you have to leave. Goodbyes are always hard, and always bittersweet for there's always a small hope that our eyes cross again, that our hands inadvertently touch again... But not today, not this time. The closer we got, the more distance fate brought upon us.

and now, the rain is cold again... like it has never been before.

E agora?

Encontrei isto gatafunhado numa página dum caderno velho:

A surdez dos passos dela não deixavam perscrutar o seu medo. Pé ante pé, a pobre vítima calcorreava o seu martírio. O sangue seco havia colado o vestido ao seu corpo. As suas formas sinuosas vistas a contraluz revelavam a elegância da vítima.


E agora não sei o que lhe fazer... Continuo?
Acho que estava para ali escondido à procura de um dia bom para ser encontrado... Deve remontar ao meu 11º ou 12º anos...

Decidam vocês...

Desenhos animados...

Aqui ficam alguns genéricos dos meus desenhos animados favoritos (em inglês):


Pinky and the Brain:


Dexter's Laboratory:


Cow and Chicken:


the Angry Beavers (só a música):


Powerpuff girls:


Animaniacs:





Aiii velhice...

I'm done with this.

I'm sick of all your games. Sick of your puppet plays. Grow a heart and while you're at it grow a brain as well, you never know when you're going to need it... If only you could feel what you say you feel, if only your heart was working properly... Your fire ravages through my skin and bones, it consumes my essence bit by bit like an ice cube melting on a refrigerator. So go away. I don't need you. I don't need your petty excuses and empty actions.

Go away from my life because every step you take on my side makes me trip, makes me fall down on my face. And you know what? It hurts. And I know you know it hurts because inside you laugh of me. Your tears are fake, your smile is fake, all in you is fake.

And I tire. Every second I'm with you I tire. So I guess I'm done with this, with all this rambling about love and all that crap you feed me... This is the end. Feel free to cry, I know you won't.

Sobrancelhas



Alegadamente, todos o movimento sobrancelhesco é real, apenas foram aceleradas as imagens.

Adoro o som do balãozinho...

Rei

Detesto essa tua pose de pretenso Rei. Dessa ilusão de honra que criaste para ti próprio. Detesto a maneira como olhas o redor como se fosses superior. Parares de fingir seria parares de existir. Tu és nada, fruto de uma imaginação estéril que teima em tentar. Vestes-te de ouro metafórico e pleno de saber para disfarçar a podridão da tua pele, banhas-te em perfume para ocultar o teu cheiro. A ti nem as moscas te querem.
Nunca te defendes, não sabes como o fazer. "A melhor defesa é um bom ataque" já diziam os sábios mas se só sabes atacar de um lado, que serão dos outros? Indefeso é o que és. Escondido por trás de uma máscara infantil de soberania sempre te esquivaste das preocupações adultas, dos deveres, dos favores. Só sabes pedir, não sabes o que é retribuir. Um coração bateu dentro de ti em tempos, um tamborilar ligeiro de emoções. Eras novo e a primeira coisa que fizeste foi dilacerar o peito e mandá-los às urtigas.

Detesto ter que te dizer que te detesto. Mas não passas de luz reflectida numa superfície polida.

Colectivamente falando:

Eles Chegaram

Juntem-se a eles.
<a href="http://amandapalmer.bandcamp.mu/track/runs-in-the-family-2">Runs In The Family by Amanda Palmer</a>

Amanda Palmer - Runs in the Family

my friend has problems with winter and autumn
they give him prescriptions, they shine bright lights on him
they say it’s genetic, they say he can’t help it
they say you can catch it - but sometimes you’re born with it

my friend has blight he gets shakes in the night
and they say there is no way that they could have caught it in
time takes its toll on him, it is traditional
it is inherited predisposition

all day i’ve been wondering what is inside of me, who can i blame for it

i say:

it runs in the family, this famine that carries me
to such great lengths to open my legs
up to anyone who’ll have me
it runs in the family, i come by it honestly
do what you want ‘cause who knows it might fill me up

my friend’s depressed, she’s a wreck, she’s a mess
they’ve done all sorts of tests and they guess it has something to do with her grandmother’s
grandfather’s grandmother civil war soldiers who
badly infected her
my friend has maladies, rickets, and allergies that she dates back to the 17th century
somehow she manages - in her misery - strips in the city
and shares all her best tricks with

me? well, i’m well. well, i mean i’m in hell. well, i still have my health
(at least that’s what they tell me)
if wellness is this, what in hell’s name is sickness?
but business is business!

and business
runs in the family, we tend to bruise easily
bad in the blood i’m telling you ‘cause
i just want you to know me
know me and my family
we’re wonderful folks but
don’t get too close to me ‘cause you might knock me up

mary have mercy now look what i’ve done
but don’t blame me because i can’t tell where i come from
and running is something that we’ve always done
well and mostly i can’t even tell what i’m running from

i run from their pity
from responsibility
run from the country
and run from the city

i can run from the law
i can run from myself
i can run for my life
i can run into debt

i can run from it all
i can run till i’m gone
i can run for the office
and run from the ‘cause

i can run using every last ounce of energy
i cannot
i cannot
i cannot
run from my family
they’re hiding inside me
corpses on ice
come in if you’d like
but just don’t tell my family
they’d never forgive me
they’ll say that i’m crazy
but they would say anything if it would
shut me up.....


--
Tão diferente do que me é normal... Gosto.

A Noite

Ela sentia-o encostado contra o seu corpo. O respirar dele contra seu pescoço. Um leve ritmo acelerado a bater contra as suas costas. Sentia cada momento esvair-se lentamente por entre os dedos. Sentia o sexo dele duro encostado a si. Sentia a respiração dele descompassar-se rapidamente. O calor da exaustão, o calor da ânsia. Sentia o braço dele de volta do seu peito, agarrando-a firme à noite escura. Sentia o medo bombeado pelas coração, sentia o frio da lâmina a passear-se pelo seu pescoço, o quente do sangue a escorre-lhe pelo peito.

Escarlate

A cama está no mesmo sítio. As almofadas foram deixadas como estavam. Os livros entretinham-se desde à muito a apanhar pó. Apenas o chão estava lavado, na esperança que fosse sujo uma vez mais. A televisão foi deixada ligada, tal como Ele a deixou. O comando pousado sobre as cobertas desfeitas. Tudo estava igual. Igual àquele dia fatídico que os vitimaria aos dois.
"Era um desequilibrado", diziam uns. "Era um doido sem consciência", diziam os outros. As opiniões não divergiam muito disto. Ele tinha uma arma, o outro tinha uma também. "Eram amigos", diziam uns. "Eram amantes", diziam os outros. E disto não passava.

Mas no final não eram nem uma coisa nem outra, nem Ele era doido ou desequilibrado. Apenas tinham decidido deixar de viver. E aquele parecia um bom dia para o fazer. O Sol estava no céu, o vento não soprava e sentia-se aquela alegriazinha no Ar, como o Mar a anunciar o Verão. Sim, era sem dúvida um bom dia para morrer. E foi com este pensamento que se levantou da cama. Ligou a televisão no botão e viu o que estava a passar nos noticiários... Nada de Guerras, nada de desastres, como se o Mundo tivesse parado todas as tragédias por um segundo para poder respirar. Sim, era um bom dia para morrer. Limpou o quarto enquanto ouvia a música que passava na rádio. Pegou numa faca e entreteve-se a cortar uma maçã, fruto do desejo, fruto do ensejo. Foi quando o telefone tocou. O seu amigo viria daí a pouco. Usufruiu então da sua última refeição. Tocou a campainha. Levantou-se lentamente, como quem sabe que o fim está próximo e flutuou até à porta. Abriu-a parcimoniosamente, como se o ranger das dobradiças lhe desse prazer. Deixou o seu amigo entrar e dirigiram-se ao quarto. A sala não era um sítio muito agradável para se morrer. Demasiados móveis e coisas, demasiada desarrumação passível de ser causada. Assim que entraram no quarto era certo o que aconteceria... Ou seria?

A faca estava na cama, o rapaz estava de costas para ela, Ele estava a olhar para a virilha do rapaz. Tal volume não era normal e ele sabia-o. Esboçou um gesto lascivo em direcção ao membro viril do companheiro. O rapaz, respondente, colocou a mão na cintura das calças e num instante sacou um revólver para fora e deu um tiro no pescoço d'Ele. Entre o momento do embate com o seu pescoço e a saída do projéctil pelo outro lado passaram exactamente 48 milisegundos.

O Sol brilhava na rua. Os pássaros cantavam e um estrondo dentro de uma casa fazia-se ouvir. Escarlate preenchia as paredes e o chão, era escarlate também o que lhe corria para as mãos. Era um dia bonito, o dia perfeito... mas agora Ele já não sabia se queria morrer. Olhou com os olhos da Morte para o rapaz. A sua inexpressão denunciou o acto seguinte. O revólver rapidamente se voltava para o seu próprio pescoço.

Desta vez, a bala não saiu. Mas o líquido escarlate corria na mesma.


Boss AC + Mariza - Mantém-te firme.

Dia de Reis


Resumido, concluído. O Natal acabou.

[Z]

Raindrops on rose fields

We are all like raindrops in a rose. Blissfully unaware of the thorns bellow us. We live, we stay, we don't care. At least most of us doesn't. Others, the most unlucky of us, are more aware of danger than they should be. They hang in despair and give up, ending their lives by throwing themselves over the edge. And then there are the others, the protected ones. They fell inside the rose, shielded by petals, never threatened by thorns or by winds. They are even more unaware of danger than us, if that's even possible. They never knew wind or cold, just the warm touch of petals. They are the happiest ones and yet, I wouldn't trade my awareness of danger by any petals' touch.

Ignorance is a bliss. Cherish it.

Espuma empacotada em forma de bicho

A pequena criança rebola-se na cama. Não consegue dormir. As janelas estão fechadas, as cortinas estão corridas, o candeeiro está desligado mas as luzes de presença estão ligadas. Uma trovoada ecoa ao fundo do corredor, a chuva cai na casa de banho. Móveis que se arrastam, duches que se tomam. A água que cai do chuveiro não é a mesma que corre na cozinha. O mundo envolve-se, revolve-se e desenvolve-se, e tudo isto passa pela mente da criança. Isto e os monstros debaixo da cama. Até o mais breve farrapo de pensamento sobre esse assunto o faz contorcer-se por baixo dos lençóis. Aperta então contra si o peluche laranja e preto. Um bocado de espuma empacotada em forma de bicho que o faz sentir seguro.

Agarre-se então a criança ao bicho, ignore os perigos que o procuram, deixe-se devorar pelo sono que a manhã será longa. Amanhã será devorado por uma qualquer outra coisa.
Este blog está (por ora) abandonado. Façam o favor de voltar para trás ou de seguir um dos links ali de lado.

Se insistir em ficar, ouça uma musiquinha daquelas ali de lado para não se aborrecer.

Cuidado com os pés. O chão foi lavado.
A Gerência.

Big Buck Bunny



Uma curta metragem de autores independentes...

Coelho vs. Esquilo Gerbo e Raposa(suponho eu)

...

O tempo não passa como antes. Em vez disso, parece arrastar-se por entre os mortais, espalhando entre eles o sue tédio. O tempo fartou-se de passar alegremente como nos dias que passaram. Em vez disso sente-se se arrastado pelo chão do Cosmos. A não ser que tenha companhia. Aí salta que nem doido, passa a voar.

Tempo, seu cabrão de merda... Em vez de abrandar quando deve, passa sempre a correr.

Clã - Carrossel dos Esquisitos

sou mais um no carrossel
dos esquisitos
gente feia a girar
não é bonito?
juntos vamos celebrar
esta nossa palidez
que não da p’ra disfarçar

como abutres no céu
são quase lindos
dois feiosos a rodar
gritando e rindo
são aberrações no ar
oh meu querido
fecha os olhos p’ra me beijar
que o mundo vai-se acabar

menos p’ra ti e p’ra mim
enquanto eu não te olhar
de tão perto assim
p’ra não me assustar

se uma bomba nuclear
tem a sua beleza
gente feia tem também
nem mesmo mata ninguém
que não merecia sim
morrer por ser ruim
por fazer sofrer
quem me quer assim

sobramos só nós dois
ninguém p’ra comparar
o nosso bolo de arroz
com champanhe e caviar

-----

gosto desta letra. aplica-se ;)
Vamos todos, então, embarcar no carrossel dos esquisitos.

[Z]

20 (eek!)

[Z]

Um blá blá blá...

Lembro-me de querer escrever qualquer coisa a propósito de qualquer coisa... Se ao menos me lembrasse...

Sei que tinha qualquer coisa que ver com memórias de dias passados e anseios de dias futuros... De qualquer maneira... Aproveito para despejar o que aqui vai por dentro... Como quando vã ao ecoponto atirar papéis velhos, vê-se sempre um pouco do lixo que por aí tínhamos...

Então despejemos.

(2003)
Estou farto. Farto de pensar, farto de me atirar seeempre contra as mesmas paredes... Farto das mesmas caras, farto das mesmas piadas, preciso de gente nova.
--
Este é velhinho, foi algures no final do meu 9º ano... Memórias rancorosas... Sempre boas de saborear...

(2003)
Não quero que isto acabe. Não quero ir embora. Vou sentir falta disto...
--
Fim do 9º ano. Definitivamente.


(2003 - 2005)
Detesto a minha vida. Detesto as pessoas. Apetece-me morrer.
--
The dark old days...


(2005)
O som da caneta a passar no papel acalma-me. As palavras que por lá vão não fazem sentido... Mas que importa? O sol brilha, a vida continua.
--
Primeiros passos na "escrita"


(2006)
Não quero que isto acabe. Não quero ir embora. Vou sentir falta disto... Mas... o que é que me espera lá fora? Sozinho, ao frio e ao relento... Só...
--
Fim do secundário. Most definitely.


(2006)
Não gosto disto, quero-me ir embora. Detesto a minha vida. Detesto as pessoas. Apetece-me morrer... Ficaram todos para trás. Tenho medo que não voltem...
--
Primeira semana de faculdade. Tenho vergonha destes tempos, hoje em dia.


(2007)
Livin' the good life. Tempo de mudar, de corrigir os antigos erros. Hoje o Sol brilha. Hoje Eu sou EU. E os outros que se cuidem.
--
Segundo semestre. Sem sombra de dúvidas


(2007)
Dias que vêm, desconhecidos de novo. Desta vez acompanhado. Desta vez FELIZ.
--
Segundo ano. Primeiro ano de Psicologia.


(2008)
Se o coração pudesse saltar, se o coração pudesse gritar.
--
Mais do mesmo...


(2008)
E mais um se junta hoje, e mais outro amanhã, os segundos assomam-se e cada um que passa parece insuficente. Ansiedade, excitação... Fernesim que se apodera
--
Fim do Verão deste ano


(Hoje)
Se hoje morresse tinha dívidas enormes para saldar. Dívidas que nunca vou poder saldar. Dívidas que ficam como pequenos post-its colados ao coração. Para não esquecer. Para não deixar de lembrar.


E já sei o que queria dizer: Obrigado. A ti, a ti, e a ti também, a ti que me aturas todos os dias. A ti que lês por o fazeres, a ti que me criticas por me fazeres querer calar-te. A ti que olhas com desdém. A ti que me julgas. A todos vós por aqui estardes. Por bem, por mal, porque sim. Aos que se consideram amigos, aos que o são... aos que deixaram de o ser. aos que passaram a ser. Aos donos dos lugares que ali estão ao lado. Aos donos de si. A todos. A alguns. E a alguém. E a mim. por fazerem de mim o que sou.

:)

Nada Surf - Popular




Nada Surf - "Popular"
Three important rules for breaking up
Don't put off breaking up when you know you want to
Prolonging the situation only makes it worse
Tell him honestly, simply, kindly, but firmly
Don't make a big production
Don't make up an elaborate story
This will help you avoid a big tear jerking scene
If you wanna date other people say so
Be prepared for the boy to feel hurt and rejected
Even if you've gone together for only a short time,
And haven't been too serious,
There's still a feeling of rejection
When someone says she prefers the company of others
To your exclusive company,
But if you're honest, and direct,
And avoid making a flowery emotional speech when you brake the news,
The boy will respect you for your frankness,
And honestly he'll appreciate the kind of straight forward manner
In which you told him your decision
Unless he's a real jerk or a cry baby you will remain friends

I'm head of the class
'm popular
I'm a quarter back
I'm popular
My mom says I'm a catch
I'm popular
I'm never last picked
I got a cheerleader chick

Being attractive is the most important thing there is
If you wanna catch the biggest fish in your pond
You have to be as attractive as possible
Make sure to keep your hair spotless and clean
Wash it at least every two weeks
Once every two weeks
And if you see Johnny football hero in the hall
Tell him he played a great game
Tell him you like his article in the newspaper

I'm the party star
I'm popular
I've got my own car
I'm popular
I'll never get caught
I'm popular
I make football bets
I'm a teachers pet.

I purpose we support a one month limit on going steady
I think It will keep people more able to deal with weird situation
And get to know more people
I think if you're ready to go out with Johnny
Now's the time to tell him about your one month limit
He wont mind he'll appreciate your fresh look on dating
And once you've dated someone else you can date him again
I'm sure he'll like it
Everyone will appreciate it
You so novel what a good idea
You can keep you time to your self
You don't need date insurance
You can go out with whoever you want to
Every boy, every boy, in the whole world could be yours
If you'll just listen to my plan
THE TEENAGE GUIDE TO POPULARITY



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Ainda retrata a sociedade... música de 1996.

Güstaf, o tocador de mundos

As cordas do violino ressoavam harmonicamente. O pequeno rapaz fazia força nos braços num esforço vão de tentar parar de tocar o violino. Sabia que não conseguia, pelo menos enquanto a canção não estivesse terminada. Era mais forte que ele, era algo maior que ele. O violino impelia-o a tocar, a criar. A cada acorde uma centelha de vida soltava-se da voluta do violino. Pairava em direcção ao chão, até ao pé das outras centelhas multicoloridas que repousavam no tapete. As notas da partitura mudavam de sítio consoante a música, trocavam de lugar umas com as outras numa dança quase hipnótica. Quando a música acabasse, as pequenas centelhas no chão transformar-se-iam em algo. Gatos, cães, pássaros, sapos... já lhe tinha aparecido de tudo... O pequeno Güstaf tudo fazia para ocultar as criaturinhas dos seus pais. Levava-os para a mata para depois os soltar. Sempre se sentira um bcado mal por o fazer, sentia que parte de si ia com o animal, que parte de si morria com a despedida.

O braço arquejava de dor, o arco bracejava pelo ar. As cordas do violino tocavam até à exaustão. O pequeno Güstaf ofegava de cansaço. Não sabia porque continuava a pegar naquele maldito instrumento, não sabia qual a maldita atracção pelo odioso objecto mas ainda assim tocava todos os dias. Não por obrigação, não por gosto... por... nem ele sabia.
As mãos da jovem moviam-se como o vento do deserto: rápidas, subtis, fatais. As curvas bem delineadas ondeavam ritmicamente ao som da música. A pele morena do Sol refulgia em contraste com o ouro que lhe pendia do pescoço. As sedas das vestes tapavam-lhe a cara e destacavam-lhe os olhos verdes. A dança intrincada que fazia era de pôr qualquer homem louco de desejo, de fazer qualquer mulher ácida de inveja. Dançara para sultões, dançara para os homens poderosos do Império. E não fizera só isso por eles.
Voava por entre os povos do deserto o rumor que Halakari, a deusa da destruição tinha encarnado no corpo de uma fêmea humana. Mas se os Deuses existiam ou se encarnavam pessoas isso era coisa que ninguém sabia ao certo, mas a jovem continuava a dançar.
O povo que a via dançar rapidamente se atirava aos seus pés ou se lançava ao mar. Diziam que incutia o terror nos olhos dos infiéis, que propagava a destruição no corpo dos pecadores ou então que os seus pés traziam a bonança a terras de crentes. Muitas eram as lendas que se criavam em redor da jovem. E ela continuava a dançar.
A sua fama rapidamente se espalhou ao continente da nova fé, a fé da divindade una, traiçoeira e misericordiosa. Muitos foram os sacerdotes que a quiseram exorcizar, muitos eram os que a queriam sangrar. A jovem não parou de dançar.

Um dia, o líder dos sacerdotes chamou a mulher à sua presença. A jovem dançou para ele. O velho homem olhou para ela durante todo o tempo. O desejo ardia fortemente, a loucura pulsava dentro dele. A jovem não parava de dançar. Um movimento subtil da velha mão do homem deu a ordem fatal. milhares de setas era disparadas na direcção da jovem. E a jovem continuou a dançar. Continuou a dançar até a primeira seta lhe tocar, então o seu corpo tornou-se areia enleada no vento do deserto e tudo o que restou foi a seda e o ouro... E uma porção de areia que se plantou aos pés do sacerdote. Quando este se levantou para a pisar e lhe cuspir em cima, um fogo místico ergeu-se da seda e engoliu o homem. E tudo o que restou foram pequenos grãos de areia e leves flocos de cinza... E a nova fé não existiu mais.

DP

(Deprimência)
(sim, deprimência, tal como está escrito)

A palavra deprimente, não raras vezes, remete para a palavra Depressão. Até aqui tudo bem. Mas de vez em quando há a necessidade de usar a palavra noutro contexto.

"Figurinhas deprimentes" por exemplo... Neste caso, "deprimente" remete para "Ridículo". Ora é nestes casos que se usa a palavra "Deprimência", um misto entre "Demência" e "Depressão", o carácter ridículo e generalizado de certos e determinados comportamentos e situações.

A deprimência, de acordo comigo ( o que é dizer MUITO) existe de duas formas:

- a deprimência negativa (DP-), inerente a figuras e comportamentos inesperados para o contexto (que de resto é uma das características do comportamento psicopatológico, mas deixemos isso de parte) e;

- a deprimência positiva (DP+), uma característica de quem é meu amigo, de quem não teme falar alto e gritar onde não se espera, do facto de se lembrar do passado e ficar a relembrar o dia em qe se falarm todos os asuntos menos os que realmente importavam.

E é isto. (acho eu)

vem e vai...

A inspiração abandonou-me. A letras andam de roda perto de mim, as palavras formam-se e eu não as consigo ler. São fases... Restam-me então a Música e os Vídeos estranhos... Ou os dois em conjugação:




She and Him - "Why do you Let me Stay Here?"

Why do let me stay here?
All by myself
Why don't you come and play here?
I'm just sitting on the shelf

Why don't you sit right down and stay awhile?
We like the same things and I like your style
Its not a secret; why do you keep it?
I'm just sitting on the shelf

I got to get your presence
Let's make it known
I think you're just so pleasant
I would like you for my own

Why don't you sit right down and make me smile? (uh huh)
You make me feel like I am just a child
Why do you end it?
Just give me credit
I'm just sitting on the shelf


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*la la la la*

( ah, e sim Rita, é a senhora d' "O Acontecimento" )

...hmmm

Depois da vitória de Barack Obama na corrida à presidência aos Estados Unidos, o mundo (ou pelo menos a parte inteligente deste) suspiraram de alívio. A humanidade não estava perdida.

Pois bem, venho agora anunciar o motivo pelo qual perdia totalmente a esperança nesta velha raça de idiotas:


Morangos com Açúcar - O Filme

Com estreia marcada para Setembro de 2009, o filme promete trazer de volta algumas caras que ficaram conhecidas através do "Mundo Morangos". Os actores escalados para o elenco são: Benedita Pereira, João Catarré, Jessica Athaide, Tiago Castro, Helena Costa, Tiago Carreira, Margarida Martinho, Mariana Martinho, Sara Barradas e Sisley Dias (estes dois ultimos confirmados).

daqui


E agora, já sentem o desespero a apossar-se das vossas almas?

Uff...

Agora que o peso se desfez, com que vais ocupar os teus restantes dias? O que te vai encher de nervos e frustração? O que te vai fazer mascar pastilha até te doerem os dentes e os maxilares? O que te vai deixar passar as noites em branco a pensar?

Ah espera... há a faculdade.

Ataque de Coração

Cardíacos tenham atenção:




Adoro este anúncio. Mesmo.

(Bem sei que tem sido uma semana cheia de vídeos, imagens e outras traquitanas... Já cá venho escrever... um dia destes...)

Apelo...

Antes de mais, venho por este meio pedir-vos que se juntem a mim e àquela cujo nome não deve ser mencionado no culto a um vídeo no mínimo especial:





Portanto, para quem não percebeu, ela tinha um cavalo que ... satisfez oralmente e vaginalmente à frente do actual marido, durante o seu primeiro encontro. Mais tarde eles casaram e ela continuou a satisfazer o cavalo vaginal e oralmente. Ora como marido empenhado, o senhor passou a satisfazer cavalo... analmente...

Ora, conclusões a tirar deste vídeo:
- A senhora satisfaz o cavalo em frente a um gajo que não conhece...
- O senhor fica todo contente e acha aquilo muito giro...
- Eles casaram. (estão mesmo bem um para o outro)
- O senhor passou também ele a satisfazer o cavalo...
- O cavalo fala com eles (não, nem são nada doidos)
- O cavalo, para além de os penetrar ainda os morde todos nas costas...

No fim disto tudo, o que eu venho encarecidamente pedir é que me ergam uma estátua a este casalinho que tanta devoção mostra pelo animal.

Agradecido,
[Z]

Love each other...


Até já tinha saudades de postar uma tira de Pérolas...
Se começarem a ouvir uma música a tocar quando se ligarem a este blog, vão desligá-la lá abaixo, se assim quiserem.

Ali em baixo à direita.

(Músicas de João Picoito)

The Whole Blah Damn Thing

Life is just blah, blah, blah. You hope for blah. And sometimes you find it. But mostly it is blah. And waiting for blah. And hoping you are right about the blah's you made and then just when you think you have the whole blah damned thing figured out and you are surrounded by the ones you blah death shows up. And blah blah blah.

- Andy Botwin, Weeds (Season 4, Episode 3)


... Brilhante.

[Z]

Super Mario



Fuck. Agora quero aprender a tocar baixo (mas não de 11 cordas, 4 chega bem) :(

E tu quem és?

Escondes-te atrás de um nick manhoso, camuflas-te com umas tantas palavras e estás pronto. Tens um blogue dizes tu. Um, Três, Sete... Sabes lá, tendem para o infinito e mais além... Já lhes perdeste a conta, grande parte deles têm tanto pó como o mobiliário de uma casa de um morto. Cheiram a mofo, tresandam a falsa genialidade. Pensas que escreves qualquer coisa de bom, qualquer cosia de interessante. Não podias estar mais enganado. Visitas? Só as dos amigos e conhecidos. Os pobres a quem impinges os mal enjorcados endereços. Isto quando não têm um relampejo de inteligência e deixam de os visitar. Ficas então recluso da solidão. E começas a apagar os textos, a apagar os blogues, a apagar a falsa imagem que criaste para os outros. Os textos deixam de ser fogo de vista. Os textos deixam de ser coisas que ninguém percebe de tão caro o palvreado. A complexidade reduz-se. A racionalização cessa. Deixaste lugar para uma parte de emoção. E agora quem sabe se eles voltam?
If you know... Please tell me.

Spiralling - Keane



Depois não digas que não partilho ;)

Steps

Steps in solitude can be harsh but rewarding. You can walk for miles without even thinking of hope. It drives you mad. You shiver, you quiver, you shake. Then you watch the past unfold in front of your eyes. Those wrong steps being played over and over again. You stop trusting yourself. You begin to crumble. Shards of trust, shards of life, they fall from your soul. It empties you. Then you wander and wonder. You think of nothing, not even of yourself. You take a wrong step once, twice, three times. You fall. Conscience is not a problem anymore, it leaves you to the vultures. But not for long. From afar you hear singing. The sound of water refreshing your mind.

Then you sit up and look back. Shiny pebbles mark your steps. You look at the odd trail. You see what you've lost. You see the difference between your Life and the thing you used to call "life", those days you became an automaton. The days when you followed orders without questioning them.

You step up. You take over your life. And then you step down and welcome the next steps.

The steps that you take make you grow, each step you take gets you closer to death.
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Written a while ago... Still fits today.
Estou sem escrever há umas semanas. Não sei o que aconteceu àquela droga que me impelia a escrevinhar cada simples linha de pensamento. Talvez seja o retorno do passo médio-rápido, talvez seja só fase. Ou permanente. Seja o que for. Não tenho escrito e faz-me falta. Falta-me o aguçar da mente em torno de uma coisinha mínima sem significado nenhum, de me deixar enlear numa trama só minha, numa teia que construo a cada palavra escrita. Faz-me falta a ficção quase real que vive aqui dentro da cabeça. As personagens meteram baixa, os cenários foram marcados para demolição, os guiões levou-os a Inquisição. Os guiões e não só, levaram tudo, as câmeras, as luzes e a acção foram também, mas essas seguiram de boa vontade, as putas. Saltaram da nau assim que lhe viram hipótese. Elas e toda a gente, esperemos que atinjam salvação. Agora só uma alminha se agarra ao lemo para tentar levar a nau a bom porto. O capitão deste barquito sem remos, a minha representação. Com o Sol a bater-lhe nos olhos, o vento a dar-lhe na cara, com o chapéu a voar para trás e ele a correr pelo convés feito estúpido atrás dele, um objecto insignificante. Mas não, é um chapéu de capitão... Manias... É um chapéu de três bicos que se não tivesse três bicos era dele na mesma. Olhem, lá o apanhou. Apressou-se a pô-lo a na descomunal cabeça... Alguma coisa não está bem, parece demasiado apertado... Oh... Está ao contrário. Patético marinheiro de água doce. Mas bom, deixê-mo-lo voltar ao leme... Nem lá ele está bem mas ali pelo menos sempre parece mais decente. Deixemos a nau, o mar, os cenários e a Inquisição... Deixemo-los descansar, deixemo-los afundar ou queimar à vontade deles... E da minha.

Agradecido por lerem. ;)

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Está estranhinho... mas soube-me pela Vida.

.. .. ..

Passam os dias, passsam as noites, passam-se as horas e eu aqui. Comigo ficam as memórias, comigo ficam os momentos enquanto tudo passa. Afundo-me na pilha de postais, de cartas, de envelopes. Afogo-me nas lembranças de um dia que já foi. Tento alcançá-los mas o tempo delas já passou. Ouço apenas a ténue melodia delas que me ficou na cabeça.

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// what?

Sick Sick Sick

Tenho pensamentos presos entre as rochas da opressão. Tenho pensamentos a voar longe das minhas mãos. Tenho pensamentos e não os consigo destilar nalguma coisa útil e legível.

E para mais, estou doente. Que felicidade...

Max Ricther - On the Nature of Daylight



De volta. :)

Eu.

Eu completei uma chuva!
Sim, fui eu que escrevi a parte final, sim, Zé como em [Zé], tipo eu. E a culpa não é minha. Só faço o que me pedem (sim, sou bem mandado)
Comei e calai, ou vice-versa.

Aqui.

Agora ide e comentai.
"You see, I thrive on the attention of others."

Espólios...

E quando partir o que ficará de mim? Punhados de palavras, amálgamas de Letras? Memórias apagadas de gente feliz, ecos de risos antigos. Farrapos de felicidade, resquícios de uma vida mal vivida...

E quando eu partir o que será deles? Ficarão eles melhor assim? Lembrar-se-ão? Ou tudo não passará de areia ao vento? Tudo um breve momento até que os grãos se percam de vista? E se partirem primeiro que eu? Lembrar-me-ei eu deles? Ficarão pedaços deles em mim? Guardarei eu memórias do que ficou para trás, partilharei eu o meu Futuro com eles? E se o Futuro não existir? E se tudo não passar de uma miragem distante que nunca alcançaremos? E se eu não sobreviver à caminhada? Que será do meu corpo? Comida de insectos ou objecto de ensino? Lixo? E do espírito o que será? Se é que existe espírito... E da memória o que ficará? Retalhos cozidos na cabeça de outras pessoas ou farrapos, ao vento, pelas ruas?

E quando eu partir, o que será do Mundo, este cancro em que existimos? Terá ficado melhor?

E se o agora não passar de nada? E se nada se passar a seguir? O que restará?

O Rio

Sentas-te a contemplar o rio. Admiras a maneira como corre, sempre em frente, sempre com um destino em mente. O destino, não o sabe a água que o compõe, mas o corpo de que é parte sabe-o perfeitamente.
É como tu. As tuas emoções não te levam a lado nenhum, mas o corpo que as carrega sabe para onde as leva. De que te serve a angústia se não sabes como a usar? De que te serve o ódio se não o sabes para onde dirigir? O teu corpo serve-se das emoções, usa-as para esculpir um leito até chegares à Foz. Levantas-te contente, percebes que te sentes assim porque tem de ser, porque o teu corpo tem de traçar um caminho para onde quer que seja, ele apenas escolhe a emoção que mais lhe convém.
Traças o teu caminho normal e dás por ti a pensar... Serás tu como o Rio? Será que sem as tuas águas serias alguma coisa? Um rio sem água não é um Rio. Não passa de um caminho escavado na Terra. Serias tu sem as emoções apenas uma vala por percorrer? Será que é mesmo o teu corpo que se serve das emoções para trilhar o caminho ou será que são as emoções que se servem do teu corpo para viver?

Afinal quem vive? O corpo, ou as emoções?

No teu caso não sei. No meu, sou eu que vivo.

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Não perguntem... até eu estou confuso...
[Z]

Slow - dEUS




"Slow" - dEUS

Slow
Would be the tempo of the restless soul
You have seen what a listless life can bring
Wait, and then you wait until he's waiting for
The latency of everything

Slow
Will be the rhythm of the hummingbird
The quick speed in the shutter of his eye
On flowers you will pose and you will spread the word
on how the world is slowly passing by

Slow
Entireness of your control
Of the moment that is nearly standing still
And wait for a minute and not a second more
Unphased like a forbidden thrill

Gently behind the beat
We shuffle on ancient streets
The reverb of time
Is our vantage point
We slept for a million years
Lived through a million fears
We are not nervous
We will not ask for more

If you can slow up I'm gonna slow up too

Slow
Like the kissing of a lazy cheek
Like the limit and the deadline of the rush
And words, words waiting for you to speak
of getting lost in your eternal crush

Slow
Would be the tempo of the restless mind
You've seen what a listless life can bring
And wait and then he waits until he's waiting for
For the latency of everything

Gently behind the beat
We shuffle on ancient streets
The reverb of time
Is our vantage point
We slept for a million years
Lived through a million fears
We are not nervous
We will not ask for more
Pawns of the troubled times
And kings of our petty crimes
The minds will function
With a small delay
See what the past has planned
The future's a beggar's hand
The more we understand
The slower our days

If you can slow up I'm gonna slow up too
---------


[Z]

Buraco

Retraças-me o peito, arranhas-me a alma, destróis o meu coração. Espetas os dedos na carne, fazes de mim o que queres mordes-me o rosto, desfiguras-me o corpo. Tudo sem sequer me tocares. Deixas-me pendente deste desejo, atiras-me para um buraco sem fundo. E caio, sinto-me cair, desespero e angustio. As pálpebras recusam-se a abrir para ver o caminho. Não que valesse de muito já que os olhos não querem conhecer.

E caio. E afundo-me na mágoa do mar.

O Caçador (2)

O caçador ponderava no que deveria fazer. Sabia que a única opção que tinha era a decisão que não queria tomar. O captor aproximava-se cada vez mais da presa. Os grãos de areia escoavam na ampulheta do Tempo. Os dois jovens entravam no carro estacionado do outro lado da estrada, completamente alheios ao jogo de forças que se disputava. O gigante celeste corria em direcção ao mesmo carro, o subtil demónio começou a correr também. Não tinha perdido horas da sua semana para nada, não tinha posto em jogo a sua patente por um fracasso. O manto, que só atrapalhava o caçador, foi despido, atirado para o chão e rapidamente se desfez na sombra. O pequeno amuleto das dezoito pontas repousava agora na mão do caçador, segurava-o com tanta força que pequenos fios de sangue se soltavam do sítio onde a estrela tinha tocado a pele.
O captor apercebia-se agora da concorrência que se aproximava e retirou ele o seu próprio amuleto: um símbolo das mãos de Deus feito em ouro e cravada de rubis. As mãos do gigante celeste apertavam o amuleto com tanta força quanto as mãos do pequeno caçador se agarravam ao seu amuleto.
O alvo apercebeu-se de uma discrepância no ambiente e começou a observar o seu redor. Havia algo nos dois homens que se dirigiam a si que ele não estava a gostar. Pôs a chave na ignição e tentou por o carro a trabalhar.
O caçador e o captor trocaram um olhar. Ambos sabiam que um deles iria desaparecer hoje. O caçador pensava na chatice que era ressuscitar. O captor pensava no aborrecimento que era reencarnar. Mas um deles tinha mesmo que desaparecer hoje, não podiam ficar os dois com a mesma presa. O caçador, entre passos largos e trocas de olhares com o captor, alcançava um pequeno frasco no bolso de trás das calças. O captor interpretou isto como um gesto de ameaça e iniciou o ritual de deslocação. Os objectos deixavam de se mover, a luz e a sombra desfaziam-se em farrapos e soltavam-se do Mundo.
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(Mãos de Deus)

O Caçador

O caçador perscrutava a escuridão. O corpo magro envolto em mantos negros e roupas quentes, os cabelos negros soltos sobre a face pálida. A mão esquerda, a um palmo do nariz, retorcia-se ao comunicar com o ar da noite, a mão direita apertava o amuleto da estrela das dezoito pontas. Os olhos lívidos do caçador rolavam a tentarem perceber o que o rodeava. As sombras contorciam-se sob o ar, os sons dissipavam-se no silêncio. O sangue demoníaco que lhe corria pelas veias permitia-lhe compreender o significado do Jogo de de Sons e Sombras que se apresentava diante de si. Mas para já só tinha que esperar. O caçador aguardava inerte que a escuridão lhe revelasse as Presas.
O tempo passava lentamente para qualquer Caçador, mas para este o tempo parecia particularmente lento a passar. Havia algo no seu Alvo que se distinguia de outras presas anteriores. Um toque de... Poder. E para mais, desta vez os Captores pareciam também interessados no seu Alvo.
Um breve arranhar de dobradiça de uma porta indicou a direcção, duas casas abaixo, três casas à esquerda. O caçador abandonou o transe, saltou do seu poleiro, envolveu-se no seu manto e seguiu o Jogo de Sons.

Ao chegar ao local, o caçador deparou-se com o que queria ver. Dois adolescentes humanos pareciam sair de casa algo preocupados. O mais alto, de cabelo castanho era-lhe inútil, era um humano normal, sem nada de extraordinário. Já o mais baixo, de cabelos negros encaracolados e de olhos verdes não o enganava. Era o seu Alvo
O Caçador remexia no bolso à procura de um pequeno frasco cheio de luz mas parou. Do lado oposto da rua, um homem agigantava-se ao fim da rua
"Merda" pensou o Caçador, "um Captor."
O ser de sangue celeste aproximava-se cada vez mais depressa da sua presa. O raciocínio do Caçador procurava uma solução o mais depressa possível. E só havia uma.

A pequena marioneta

A pequena marioneta estava sentada no fundo do armário. Inerte, sem vida, desprovida de sentido. O seu corpo de madeira antes envernizado todos os anos, não era agora mais do que um hotel de caruncho, um ninho de ácaros. Os fios que antes a moviam já lá não estavam, as mãos que a faziam viver já não viviam.
A marioneta vivia com um sorriso estampado na cara, um sorriso pintado já à muito tempo, mesmo antes de se poder mexer. O sorriso de quem o pintou, já não existia. E o sorriso da marioneta era falso, tão falso que parecia descascar-se de dia para dia.
Os grandes e abertos olhos da marioneta só viam as portas do armário. Ninguém diria que já tinham visto mais de meio mundo, ninguém diria que já tinha vivido mais do que meio mundo. Os olhos daqueles que tinham visto o mundo com ela já não viam mais.
Tinha passado de mão em mãos para ser apreciada, tinha passado de pai para filho para ser controlada. E um dia deixou de o ser.

Um petiz não a quis.

Luxúria(?) / Lust(?)

Eu tocava-te se pudesse. Deixaria os meus dedos passearem-se pela tua pele nua, provaria o sabor do teu corpo, envolver-me-ia no teu odor. Se ao menos não fosse tão proibido. Unir-nos-íamos, criaríamos, seriamos um. As minhas mãos no teu corpo, as tuas mãos nas minhas.

Mas não podemos. Se ao menos te pudesse tocar saberia que poderia voltar a ser uno uma vez mais. Os teus lábios vermelhos convidam um beijo, o teu corpo implora invasão. Os meus lábios querem, o meu corpo deseja.

Luxúria ou Amor?

Os nossos corpos estão separados, as mentes não.

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ou, em inglês, como escrevi originalmente:
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I'd touch you if I could. I'd let my fingers wander through your bare skin, I'd taste your body, I'd get your scent. If only it wasn't so forbidden. We would unite, we would create, we would be one. My hands in your body, your hands in mine.

But we can't. If only I could touch you, I'd know I could be whole once more. Your red lips invite a kiss, your body beseeches invasion. My lips crave, my body desires.

Lust or Love?

Our bodies are apart, our minds are not.

Ai a infância... (1)

Era uma vez um cuco


Lembro de cantar isto no autocaro das férias na praia (quando era mais petiz). E de a cantar no autocarro, já mais grandinho, com umas colegas, algumas delas também elas blogueiras, e de o senhor do autocarro começar a por o volume do rádio mais alto... (Não digo o nome das pessoas para não ferir susceptibilidades)


Eu gosto de Sopa


Digam lá que isto não tem ganda batida! Isto sim, é O ROCK, qual xutos qual quê!?


Ginasticar


Eu adorava esta música... :(


Sinto-me tão idoso, agora...

Madrugada...

Madrugada. O Sol não quer nascer, o corpo não quer dormir, a mente não descansa. Revolvem-se os lençóis, viram-se as almofadas. Perdem-se segundos inúteis a ajeitar a cabeça. "Hoje já não dormes mais", pensas em vão. Resolves levantar-te. Calças os chinelos e segues até à casa de banho. Chegas à sanita, fazes o que tens a fazer e voltas-te para lavar as mãos. Ainda meio ensonado abres a torneira da água fria. O fresco da água a bater nas mão ainda quentes da cama é uma das coisas que mais detestas. Fazes uma concha com as mãos e levas a água à cara. Sentes a barba a despontar, sentes os dias a passar. Olhas em frente, os teus piores inimigos estão lá: o espelho e o teu reflexo. Notas as pequenas rugas a assomar-se no canto dos olhos, vês as entradas no cabelo a crescer. Olhas-te nos olhos. Não vês ninguém. Nem tu, nem ela, nem eles. Não sentes os olhos brilhar, não sentes o mundo girar. "O que foi que te aconteceu?" Perdeste-te nas malhas da vida. Viste o teu destino esmorecer, viste o teu fulgor perecer. A rotina instalou-se.

Desvias o olhar, não suportas a maneira como te olhas de volta. O barulho dos chinelos nos tapetes do corredor irrita-te. A madrugada irrita-te. Vendo bem, tudo te irrita. A vida irrita-te. Passas pela cozinha. Abres a porta do frigorífico. O frio é mais que bem vindo nesta noite quente. A pequenita luz do frigorífico tenta timidamente iluminar a divisão. Abres o congelador e tiras uma embalagem qualquer. Gelado. Olhas para o rótulo: "Menta". Devolve-lo ao seu lugar e tentas outra vez: "Sorvete de Limão". Bingo. Sentas-te no balcão de mármore e alcanças uma colher de sobremesa no escorredor da louça. Deixas a porta do frigorífico aberta. Abres a embalagem e delicias-te. Olhas para o que te rodeia a uma nova luz, a pequena luzita. O frigorífico quase parece um portal para uma nova dimensão, como naqueles livros que lias quando eras puto. "Podias pintar este momento" Pintar? À quanto tempo é que não pegas num pincel mesmo? Último ano da faculdade, talvez... Olhas para o sorvete. Comeste quase tudo sem dar por isso. Ris-te. Um riso e sincero que brota de ti. Saltas da bancada como um puto, arrumas o sorvete no congelador e despedes-te da pequena luz. "Se calhar é melhor voltar para a cama."

Chegas ao quarto e vês dois volmes debaixo dos lençóis. "Estranho..." Abeiras-te da cama e puxas as cobertas do teu lado. Dás contigo, de olhos abertos, lívidos. Estás morto.

Acordas de repente e levantas-te. "Foi só um sonho... foi só um sonho..." Segues para a casa de banho o mais depressa possível. Ali está o espelho e o teu reflexo nele. O cabelo despenteado, o brilho nos olhos, a barba a despontar, o rosto de um adolescente, está lá tudo... "Foi só um sonho" pensas uma última vez...

"Será que há sorvete de limão no frigorífico?"

Lista de Compras

Um apartamento vazio. Prateleiras e armários vazios a cheirar a novo. Um ser patético sozinho a tentar recomeçar. A mobília viria mais tarde. Deixou as malas no que seria um quarto, e dirigiu-se à mesa que já lá morava. Pegou no bloquinho de notas que sempre trazia no bolso da camisa e começou a escrever. Pequenas letras bem desenhadas saltavam da ponta do lápis.

Cinco latas de atum.
Um pacote de esparguete
Uma dúzia de pêssegos meio comidos
Uma dúzia de pêssegos meio por comer
Um pacote de memórias à beira mar
Um conjunto de momentos felizes
Um doce com sabor a Inverno à lareira
Ambientador com cheiro a ti

Um novo eu
Um novo tu
Um novo lugar
Outro tempo

Uma lista de compras, uma lista de desejos impossíveis. Uma lista de coisas. Um pedaço de nada.


(a 1 dos 300)

Bitch... humm perdão, Beach

Hoje fui à praia. (Vejo caras de choque e de admiração no meio de vós)

Passo a explicar: tratam-se de "obrigações familiares". Sabem, aquelas coisas que são contra a nossa a natureza mas que temos de fazer para... ok ok, o motivo pelo o qual temos de o fazer ficou perdido pelo meio das brumas da história. Mas (infelizmente) isso não ivalida o fact de TERMOS de o fazer.

Como devem (ou deviam) saber, eu detesto o conceito de "ir fazer praia" e relacionados. O que não invalida que goste de "praia". Eu gosto de praia, é um local apropriado para se estar a "torrar" (ou a fazer criação de melanomas) ao Sol durante horas e horas a fio, de tomar banhos de Mar de fazer eriçar o pelo, de expor corpos entre o belo e o grotesco.

Só que isso não faz propriamente parte das minhas prioridades actuais. Há coisas bem mais produtivas para fazr no Verão do que o que foi mencionado acima. Como... *deixem passar uns minutos...* expandir o nosso horizonte cultural.

pois.

"Puta que o pariu"

O parco silêncio ocupava as paredes pardacentas. Partira dali à pouco uma prostituta que ninguém parecia conhecer. Parava por lá frequentemente. Todo o prédio sabia quem ela era, mas ninguém mostrava saber. "É uma puta" diriam as más línguas. O principal patriarca do prédio até já tinha escrito uma carta de protesto à associação de protestantes que protestam sobre as prostitutas. Mas faltou-lhe a coragem na perna partida para se mover até ao posto do correio. Pensara pedir a uma empregada do lar de acolhemento, mas não lhe parecia apropriado. Não sabia bem porquê. "Qualquer dia vem dar comigo todo podre a esta casa" pensava o homem senil enquanto se escondia atrás das portadas da varanda.

E então, no dia seguinte, as portas abriram-se de par em par para ver a prostituta passar. Tinha deixado o pequeno fiat punto no parque de estacionamento em frente à pastelaria do prédio. Tudo o que era gente olhava pelo pequeno buraco privado que dava para o pomposo corredor só para ver a prostituta passear as suas longas e poderosas pernas pelos tapetes do corredor. Passo a passo lá avançava pelos andares. Quando chegou ao primeiro frente parou. Olhou por cima do ombro, preparou o corpete e segui marcha.
Na pequena varanda do primeiro frente, o pobre patriarca parecia um pisco excitado, não parava quieto. Agitava-se dum lado para o o outro sem que nem para que. E então, a perna partida durante a partida de ping-pong do bairro, cedeu e o homem caiu.

PAM!

A prostiuta ouviu o estampido quando ia a subir os degraus do primeiro para o segundo andar. Despachou-se a descer, não fosse a polícia aparecer. Parecia um cavalo preparado a preparar-se para saltar. Chegou ao rés do chão e já as pessoas se tinham aglomerado à porta do prédio. Pensava-se que alguém se tinha atirado do primeiro andar.

A prostituta chegou ao pé do seu carro e a primeira coisa que viu foi o pequeno patriarca todo enfiado no pára-brisas do seu fiat punto

"Puta que pariu o velho" pensou a prostituta.


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