The Black Keys - I'll Be Your Man



"I'll be Your Man" - The Black Keys

Need a new love - I'm ready
Want my time - I'm willin' yeah
Cus I'm the one who's gonna show when there's nobody
I'll be your man - Yeah I'll be your man

Times gets tough, oh they get tougher
Hold on to me - I got you darling
Cus I'm the one who's gonna show when there's nobody
I'll be your man x2

River is deep - Yeah I'm swimming
Mountain is high - I'm gonna climb, climb, climb
Yeah I'm the one who's gonna show when there's nobody
I'll be your man x4

Alright!

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Há qualquer coisa na voz dele que me agrada bastante.
[Z]

Alright! Vaction! :)

Resquícios

Procurei-te ontem numa fotografia, numa lembrança mal vivida e não te encontrei. Vasculhei a memória do meu ser para encontrar apenas o vão vazio. Seria eu capaz de me esquecer? Seria a memória capaz de me atraiçoar?

Encontrei-te hoje numa pedra da calçada, enquanto descia a rua. Ouvi-te na gargalhada de alguém, o teu mover, o teu andar, senti-te no perfume da rua, o teu cheiro, o teu sentido. Segui em frente, impulsionado a encontrar-te. Surgiste de um momento para o outro, na melodia que resta depois de um concerto. Os teus olhos sorriram antes ainda de os teus lábios se moverem. Por um segundo estiveste lá. Desapareceste assim que a melodia se evaporou e apenas ecoava o silêncio.

E pergunto-me então, como poderia eu ver alguém que nunca existiu?

Billy Talent - Rusted from the Rain



"Rusted From The Rain" - Billy Talent

I stumble through the wreckage, rusted from the rain
There's nothing left to salvage, no-one left to blame
Among the broken mirrors, I don't look the same
I'm rusted from the rain, I'm rusted from the rain

Dissect me 'til my blood runs down into the drain
My bitter heart is pumping oil into my veins
I'm nothing but a tin man, I don't feel any pain
I don't feel any pain, I'm rusted from the rain

Go on...crush me like a flower, rusted from the rain
Go on...strip me of my powers, beat me with your chains
And if...I'm the King of cowards, you're the Queen of pain
I'm rusted from the rain, I'm rusted from the rain

You hung me like a picture, now I'm just a frame
I used to be a lap dog, now I'm just a stray
Shackled in a graveyard, left here to decay
Left here to decay, I'm rusted from the rain

Go on...crush me like a flower, rusted from the rain
Go on...strip me of my powers, beat me with your chains
And if...I'm the King of cowards, you're the Queen of pain
I'm rusted from the rain, I'm rusted from the rain


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And so ends the year...

1 000 000 lives

I have a million lives and I live them all. I'm not a psycho with dissociative identity disorder, wait. I just have too much in my head. I live them through writing, through reading... I have a million lives and I hate them all. Especially the real one. From all the lives I live it's the most meaningless. The others have dragons, warriors, damsels in distress, shiny armours and magic swords. The real one has a pen and a paper. It's not like I don't like them, I love them. They allow me to live the other lives. Sadly that's all they do, no wondrous magic or fiery fights, no dragon slaying, no damsel saving. All I have is a pen. and a life in my head. My head, the little metropolis where witches and robots live are neighbours, where dragons and knights take a sip of tea together. Yes, My head is a world. A very lonesome world. That much emotion, that much citizens... but the only one living there is me. Me, my dreams and my nightmares. The wailing of lost souls and the shells of lost selves.

Yes, I have a million lives. But the only one I'm not living is mine.

Casulo Musical

Acordas de manhã e o dia já te parece uma porcaria. Aliás, nunca deixou de parecer. Os eventos dos dias anteriores ainda ressoam na cabeça, sons e visões que preferias ignorar. Levantas-te a custo, envolto numa ténue névoa de sono, esfregas os olhos e passas a cara por água. Começou o dia. Mais um dia, mais um rol de lamúrias e dramas, frontes tristes e semblantes pesados. A medo, atreves-te a por os pés fora de casa. Não notas diferença nenhuma entre o que vês e uma foto a preto e branco, não há vida, apenas um anormal padrão nem sempre contrastante de pretos, brancos e cinzentos. "Mais um dia", dizes para ti próprio. Fechas a porta e segues o teu caminho, remexendo nos bolsos à procura de algum conforto. Encontraste-o. Pões os fones nos ouvidos e rezas para que o aparelho tenha bateria suficiente para o caminho. Carregas no play.

Apenas Silêncio. Desesperas. Preparas-te para tiras os fones dos ouvidos quando, para teu encanto e deleite, as primeiras notas começam a tocar. Nota a nota o mundo parece colorir-se, os problemas não existem, o céu é azul, os semblantes parecem mais leves, até os teus passos te parecem menos arrastados. Cada música traz um tom, um diferente colorido a cada coisa. Fechas-te do mundo que tão bem aprecias. Agora só interessas tu. Tu e claro, a música que ouves.

Ténue melodia que resta...

Estava a vaguear pela minha playlist quando o Winamp (amigo da velha guarda, sabedor empático do que tocar) me traz dois temas que me transportam para tempos bem passados na companhia de umas certas amigas. A saber, "Silent Void" por David Fonseca e "Tira a Teima" pelos Clã. As pessoas envolvidas talvez tenham mais hipóteses de se lembrar que momentos me refiro mas se ainda assim a memória vos falhar (ou se não vos tiver feito a mesma associação) eu lembro-vos. A Queima de 2008. As pessoas que lá estavam saberão quem são, isso agora não interessa. Dessas noites ficou-me entranhada na memória a música e associada a ela toda uma torrente de emoções e boas disposições.

Sou eu o único a ficar com resquícios de Vida associadas à música?

(Ok, eu prometo um dia mostrar neste blog toda uma lista das músicas que associo a cada um de vós :P )

cadáver adiado

(O presente texto é ficção, não tendo qualquer representação na vida real. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.)

Pedi-vos para virem aqui hoje por um motivo muito forte. Sei que não vos posso pedir o que vos vou pedir mas tentem não chorar e acima de tudo, tentem não ter pena. Sei que nalgum ponto vou começar a chorar, ignorem esse facto e não chorem, porque assim que o fizerem saberei que luto por uma causa perdida.

Sei que metade de vós me odeia, sei que a outra metade não vai bem com a minha cara. Existem, no entanto, entre vós alguns a sei que posso chamar Amigos e lamento por só vos dizer agora, quando digo também aos outros que não o são.

Sei que pensam que sou mal-educado, mal-criado, rude, inapropriado mas ouçam-me. Queria pedir desculpa por todo o mal que vos causei, por todas as palavras tortas que vos dirigi, por todos os olhares, gestos, ou tons mais agrestes que vos tenha dirigido. Peço-vos que me perdoem ou quanto muito os esqueçam. Imagino que se perguntem porque é que faço isto agora.

Existem vários motivos, acreditem. Calma, paz interior... Mas o maior motivo é este: no passado sábado foi-me diagnosticado um aneurisma numa zona do cérebro que é inacessível por cirurgia. Posso morrer a qualquer momento ou então viver até aos 100. Tudo depende da sorte que tenha.

Peço-vos que nãos se assustem, sou de facto uma pessoa de sorte (ou assim espero).

Lamento qualquer incómodo.
Questões?


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Isto É Ficção.

[Z]

Um texto meu num blog de outrém

Com a devida autorização, claro está.

Aqui

E porque em Portugal não há laranjas. Só "mixurucas" ou lá como se escreve.

;)

Obsession again?

You always manage to slip into my mind. While I'm alone, when with my friends, when I'm half-awake on a bus ride... Somehow, a thought about you always surfaces. While listening to a song, in the middle of a sentence, halfway from a page... And the only thing I can think about is you. I don't know why, I don't actively seek to think about you or your day or wherever you are, whatever you're doing. It's just... there, You're just there, waiting for me to think about you, begging me to. And I do. More than I'd like to. Like a... a simple obsession, but not an obsession altogether, just a fact. I think about you. I remember you more times than I'd like. See there I am thinking about you! All the time, all day.

and I don't know why... or maybe I do.


Ignorando a música e a letra e tudo mais... tenho a dizer que adoro o vídeo. Originalzinho...
Ultimamente só me apetece escrever em Inglês. Importar-vos-ia muito se o fizesse por algum tempo? É só que perde-se tanto na tradução, perde-se o ritmo, o som, a rima, perde-se o sentido e o sentimento... Importar-se-iam que o fizesse? Bem sei que o blog é meu e faço com ele o que bem entender... Mas não custa ouvir uma segunda opinião.

So... may I?

A Letter to Dawn

Dear Dawn,

I've also been tied to a past. Our past, to be specific. Yes, the days were happy, the days were cheerful, they were everything we wanted. But I think you only remember the good days, the days when we were together, while we were together. Do you not remember what happened after? Have you forgotten what was not meant to happen?

Yes, the days are cold today, but not as much as they were after they were warm. You see, our relationship was a pretty one. Love, perhaps... and then all fell down. Harbouring hatred is never a good thing, but that's what I did. Hatred for you, disgust. An unsurpassable amount of hatred. You've hurt me like no one ever did.

And now you ask me what happened? You must be out of your mind to make me relive everything again? No. Years of therapy wasted? No. Now I am alone but happy, away form you and all your problems.

I'm sorry but this is not what I want now.

Sincerely,
Jasper


(Música para esudar)
(Mais tarde..)
(Música para escrever)

Quatro Centos

Escrevi eu 400 posts em quase dois anos? Assim parece, reflexo de uma total falta de coisas para fazer...

Foram 400 posts bem ou mal escritos que nasceram na mente e desaguaram no incessante bater de teclas de um computador.

Foram mais de 400 letras despenhadas nas páginas brancas do blogger...

forma tempos perdidos, foram... nada.

Hoje acordei deprimido.

400 posts. E mais um dia a passar.

Un poquito de flamenco



Coño. *Envidia*

A Letter by Dawn

Dear Jasper,

I've been reading old letters, old conversations... I've been living in the past, tied to a world that used to be. Oh, the times when all was younger and sweeter, when all was innocent and pure... Long have I been bound to a world made of memories, of a world made of forgotten words.

I remember the old me. I remember the old you too. I remember the shared grins, the shared plays. I remember the friendly chats and the not-so-friendly fights. I remember the bruises too. The aching and laughing together, the partying and the crying as well.

And now it's all gone. All washed by the sad rain of present. The colourful days of yesterday were replaced by the black and white days of today, even the sepia tone faded away. The cheerful laughs became silence. The smiles turned into frowns and evil gazes.

What happened, what evil created this? What made us grow apart? I miss you, I miss me. I miss the world, but most of all I miss the joy of being alive.

Please write back.

Yours truly,
Dawn




---
to be continued... (?)
[Z]

Lacuna Coil - Shallow Life

Às vezes faz-me sentido esta letra...



"Shallow Life" - Lacuna Coil

I never thought I'd be the soldier
I take my place inside the battle
I've come to realize the journey is over
Realize that life is sober

Everyday I'm like a soldier
Waking up within the battle
And through the haze I live a dream
That's better
than what I feel inside
Diggin' in me

Suffering darkness in my eyes
Against the light of Rome
I see the reflection of the ghost that I've become
Waiting behind the windows
I resign to be alone
I want to feel alone
And lost in this solitude

Shallow life
I'll stay close to the ground
Shallow life
The walls keep falling down
I close my eyes
I'll find my way around
In the shallow life

Welcome to the bottom line
Suffering darkness in my eyes
Against the night of Rome
I get confused and all I hear is just myself
I will resign and search for peace of mind
All on my own
I need to be alone
And lost in this solitude

Shallow life
I'll stay close to the ground
Shallow life
The walls keep falling down
I close my eyes
I'll find my way around
In the shallow life

The walls keep falling

Shallow life
I'll stay close to the ground
Shallow life
The walls keep falling down
I close my eyes
I'll find my way around
In the shallow life
Shallow Life

Welcome to the bottom line.


E só porque não assino à muito tempo:
[Z]

Trambolhão com T grande.

O Zé acabou de se esparramar no chão à frente do Avenida. Diz quem viu que foi um mimo.

Tenho as mãos esfoladas e o cotovelo direito também.

Tenho um sorriso espetado nos lábios desde esse momento.
São 4:36 e eu estou a pé. Desengane-se o leitor se julga que fui sair. Sair não é comigo, prefiro a companhia de um bom livro. Desengane-se também se julga que estive a estudar. Deveria ter estado a estudar, é facto mas hoje não o fiz. Estou pura e simplesmente a pé. Não é uma daquelas torrentes de escrita que surgem de quando em vez, nem uma preocupação que traga. É apenas insónia. Mas calma, não é uma insónia invasiva, não esperada... É... ponderação, talvez... Soul Searching... Não sei, um qualquer mecanismo será. A cabeça não está nem "a trezentos à hora" nem parada na lua, vai seguindo o seu passo normal, pára para desenrolar os nós, debruça-se sobre os emaranhados e depois segue a sua linha de raciocínio. É como se estivesse a arrumar a sua biblioteca após um furacão lá passar. Procura cuidadosamente cada prateleira, etiqueta cada tomo e vai-se livrando dos que infelizmente não sobreviveram.

Processos, Livros, Memórias, Músicas Perdidas, Histórias, Estórias, Personagens, Fragmentos de Mundos... tudo se vai arrumando, tudo se vai encaixando (ou parecendo encaixar) no seu devido sítio. As pessoas começam a reganhar os traços que eram seus, os lugares começam a alinhar-se numa configuração mais ou menos idêntica à do mapa que anteriormente existia. Mas mais importante, no meio de tanto lixo, de tanto despropósito, as personagens recomeçam a florescer, a palpitarem para serem escritas. Aguardemos que cresçam para depois lhes poder colher o fruto.

Arumaçãozinha feita, estamos falados pelo menos até que por aqui passe outra qualquer manifestação.

São 4:49 e só passaram 13 minutos... E sono ainda está por vir.
(entra de mansinho... sem querer fazer muito alarido.)

10 seguidores.

Um Muito Obrigado a:
mel&drama
Leonor e Rita
Leninha
Minkah
O Escapista
xumé
Joli
Patrícia
Fernando
Funini

(e por hoje é tudo. Sim, eu sei que vos parece pouco, daí não querer fazer alarido. Mas para mim, já valeram os quase dois anos.)

Less time left

o MEU mundo

Encontro na escrita o meu refúgio, o meu porto de abrigo. Encontro no bater das teclas o meu descanso. Perco-me nas linhas, encontro-me nos pontos. Cada letra guarda para mim um mistério, cada palavra uma paisagem. Soubesse eu como as criar, soubesse eu como as conjugar correctamente e talvez conseguisse criar um mundo só para mim, um local feito à minha medida, não muito grande, pequeno em demasia também não. Um mundo só meu, onde me pudesse perder, onde me pudesse finalmente encontrar. Donzelas em apuros, cavaleiros de armadura reluzente... Magos! Magia não poderia faltar. Segredos antigos, Estórias perdidas, Caminhos por atravessar.

Mas esse mundo (ainda) não existe...

Neste Mundo os dias são cinzentos, carregados de uma certa... melancolia? tristeza? hipocrisia? Não o sei, apesar de o saber tão bem. Vagueio um pouco pelas páginas destes mundo tão velho... Vagueio pelas vielas escuras, pelos becos mal iluminados... Mas descansem, porque nem todos os que vagueiam andam perdidos (como diria o tão célebre criador de mundos, Tolkien).
É fodido ouvir-se o que não se quer ouvir. Principalmente quando sabemos que temos de o ouvir. Aquelas coisas acerca de nós que temos a certeza que nunca ninguém vai dizer. Coisas que julgamos pequenas e desprovidas de significado... pelo menos até fazerem o tímpano ressoar e o cérebro processar a mensagem. O pior vem depois. Raiva? Às vezes. Isolamento? Também. Aquela sensaçãozinha de injustiça e de completo desequilíbrio? De certeza que sim.

Pior ainda é quando vem de uma pessoa completamente inesperada. Ou de um amigo. ou de ambos. Não sei, sempre associei estas coisas das verdades a golpes de último recurso... A coisas que usamos para acabar com um adversário. Mas e quando não foi um adversário que o disse?

Talvez seja de mim... Talvez esteja demasiado habituado a um mundo cada vez mais competitivo onde morre o mais fraco. Talvez me falte uma faceta emocional qualquer... Talvez seja demasiado frio, demasiado burro para perceber o que quer que seja sobre mim. Já não sei. Pela primeira vez não me consigo distanciar da situação, não consigo analisar o que se passa. Falta-me a frieza, falta-me o planeamento. Culpo o inesperado.

Abalou-me. Sim. Não tenho qualquer pejo em dizê-lo. Sempre admiti as minhas falhas (ou pelo menos a maior parte delas).

Visto a pele de lobo mau, disseram-me. E que mostro uma cara estranha às pessoas.
Talvez seja verdade. Sempre vivi de máscaras, de fumo e espelhos. O problema é que acho que me perdi no meio de tanta coisa. Deixei de ser eu. Ou então passei a negar-me. A tentar parecer outra coisa qualquer. Perdi o fio à meada que me ligava a mim. E por causa disto tudo perdi o sono...

Mas são coisas destas que nos fazem acordar, quanto mais não seja para a Vida.


(btw, I'm in dire need of a hug...)

O Gigante e a Bailarina

As unhas dela cravavam-se-lhe na carne. Os dedos dele mantinham-na próximo do seu peito. Os lençóis encharcavam-se e enrolavam-se nos seus corpos suados. Movimentos cadenciados embalavam os corpos. O corpo dele era maior, mais vigoroso; o corpo dela era pequeno e suave, como dois pólos opostos, juntavam-se cada vez mais até se tornarem quase um.

Ele suspirava-lhe o nome dela aos ouvidos, ela gritava o dele. A respiração tornava-se ofegante, profunda. O batimento cardíaco aumentava em larga escala, o sangue avermelhava-lhes as caras, os braços, tudo. O cérebro parecia entrar em curto-circuito de tamanho esforço. Os corpos pulsavam, expandiam-se e contraíam-se à mercê do momento. Os amantes abrandavam e revolviam-se nos lençóis. Mas não por muito tempo, até porque o desejo é impiedoso.

Passaram-se as horas, passou-se a manhã e meia tarde também... E nada os podia separar. Até que... subitamente... orgasmo. Doce e prazenteiro deleite...

Exaustos os amantes deitam-se lado a lado. Tão próximos mas no entanto mais separados do que um leitor pode imaginar... Recostada no peito dele, a Bailarina adormece. O Gigante beija-lhe o cabelo, e embalado no aroma dela fecha os olhos... e adormece... esquecendo-se do futuro que o esperava.



(Soubésseis vós o que potencia este texto...Eu culpo-o a ele, mais que tudo. E para que saiba senhor, isto é a coisa mais cliché que já escrevi.)

Obsess

I've been thinking too much about you. Your image wanders through the halls of my mind, your face haunts me in my sleep. I just can't let you go, I can't wipe you off my mind, I can't just forget you. I know you meant too much. We had no past, no future... Just the sick second we met. And then my life just stopped. I knew I couldn't live without you by my side... but there's evil in every fairytale and you just looked away. You cared not about my begging eyes, about my aching soul... Deep within you there was only hatred, dark pure hatred. And I didn't care about it... Still don't... All I want is you, the warmness of your skin, the melody of your lies, the mischief in your body...

All I want is to be with you, no matter what, no matter where. Just a split second with you would suffice to quench my thirst, to satisfy my hunger...

But still you leave me here, withering, aching... condemned to live a life apart from you.

I want you by my side but most of all, I want you.
Desfazem-se nas madrugadas os meus medos, aguçam-se então as vontades do corpo, o sono, a fome e outros mais. Os sentidos inundam-me de informação. Sons, Cheiros, Sabores, Cores... Pequenos fiapos de luz transformados em estrelas, pequenos ruídos ecoam grandes melodias, a mais leve fragrância destilado no mais envolvente dos perfumes, um toque tornado electricidade. Elevam-se os espíritos, largam-se as depressões. A tua vida começa agora.

Choras, ris, cantas, carpes. Já nada importa, tu és TU, por ti próprio. Que se danem os outros e os seus problemas irritantes, que se lixem os TEUS problemas, acabou, já nem queres mais saber.

E de repente és tomado por aquela inspiração. Uma pura torrente de emoção, algo que te reduz a pó, a um largo conjunto de partículas suspensas em ar, sem rumo, sem movimento. E é aí que te apercebes. De tudo. A manhã chegou. E tudo isto não passou de um sonho.

Revelação

Às vezes custa-me abrir a caixa que trago ao peito. De partilhar as glórias e os horrores que lá trago. Às vezes custa-me ser assim. Perdido num corropio sem fim de gentes e lugares. Às vezes a infelicidade ataca, outras vezes a felicidade quase mata. Vivo preso entre dois mundos, sem saber se realmente pertenço a um. Às vezes lá aparece alguma coisa que me puxa mais para um lado ou para o outro, alguma coisa que me cative ou repugne. Sou um bicho esquisito, nem noite nem dia, madrugada talvez... ou nem isso.

Ser desprezível também. Mas isso não me incomoda muito, por muito desprezível que seja há-de haver pior bem mais perto do que julgo. Mas esqueçamos os outros por um segundo, esqueçamos que existem outros, foquemo-nos um pouco mais no fundo do nosso umbigo. Somos zeros andantes, não somos? Vazios ocupados por imensa pretensão. Almejamos mais, desejamos de mais...

Gosto de pensar que existe alguém, pelo menos uma pessoa que um dia se vai lembrar de mim quando eu partir... Ai, se ao menos morrer fosse mais fácil... Desaparecer na corrente do Tempo, deixar apenas de ser. Soubesse eu como o fazer...

Love Is... by Bo Burnham



<3

Fuga

para ler ao som disto.

Os teus olhos prendem-me como os braços de um gigante. Perco-me nas suas cores de mel e mar, nas façanhas e patranhas que eles escondem. Sei o que ocultam. Dor, sofrimento, amor talvez, desdém de certeza. Pedaços inatingíves de ti, algo que nunca mostraste a ninguém. Coisas que ninguém sabe, ninguém viu. Medos, Monstros, Sonhos... Ilusões e desconfianças. Sim, sei-te como me sei a mim, talvez melhor. Partilhámos mais que o mundo, mais que um ano... Fomos...

Mesmo assim o teu olhar ainda me prende, enleia-me como algas do mar. Só te quero fugir, perder-te de vista, vazar-te os olhos e enterra-los no chão. Ultimatista, bem sei... Já não sou forte como me viste, extraíste-me a vontade, a força... Queimaste os cordões que me prendia a alguma coisa. Substituiste-os por correntes inquebráveis... e deixaste-me assim, agrilhoado a uma parede fria, agarrado a uma existência vã.

Posso já não te reconhecer mas ainda te conheço.

The 90's

Ai os anos 90... Altura em que todos ouvíamos estas músicas e gostávamos (independentemente do que digam)...

Bota o disco a tocar!!

Cartoons - Witchdoctor


Aqua - Barbie Girl


Vengaboys - Boom boom boom


Eiffel 65 - I'm Blue


Scatman John - Scatman's World


Lou Bega - Mambo Nr.5


Spice Girls - Wannabe


Shakira - Wherever Whenever


E faltam mais... muitos mais...

Dick



now its time to live your fantasies
yeah yeah
ready or not we have a new conflict
to turn the coin of lust and penalty
just look what i do


Timeless squig...

Companhia

Às vezes, no vazio da escuridão só quero alguém que me agarre, que me ampare. Como se sentir um braço sobre mim fizesse os problemas ir embora. Às vezes mesmo sentir o respirar de alguém contra a nossa pele, como se acalmasse o temporal que vive dentro de mim. Às vezes só queria que a minha pele tivesse algo que fazer, um sentir, um arrepiar. Queria que lentamente a solidão de que se preenche o Mundo se fosse desfazendo em farrapos de escuridão e caísse num profundo abismo para não voltar. Às vezes só quero sentir um batimento cardíaco, um compasso regular e estável, algo com o que me orientar... O calor da pele, sei lá... qualquer coisa que me fizesse sentir menos sozinho, um sussurro, algo... Os dias que se vivem são negros. O que os meus olhos vêm é ainda pior.

Preciso de uma mão a que me agarrar.

Os Dedos

Os dedos têm-se entorpecido de maneiras que não consigo explicar, perderam a vontade, perderam a energia. Curou-se o frenesim que os infectava. Os dedos não passam agora de apêndices inertes, acumular de peles mortas e de cansaço. Passam horas sem se mexer, sem sequer um breve tremer ou um breve tique de interesse. Não se apertam quando o dono está nervoso, não tamborilam quando está expectante, não se entretêm quando está aborrecido. Não servem mais o seu propósito. Serviam melhor assados e postos num pão (pena é não terem mais carne e terem tanto osso). Fazer o que quer que seja é um martírio, parecem garotos que se recusam a comer, por muito que se faça ou diga, já se decidiram que mexer não vale a pena. A eles a morte parece-lhes muito mais interessante. Algo a desejar. Confesso que tal já me passou pelo pensamento, aliás, que me atormentou por muito bons tempos. Mas esses pensamentos não me habitam mais a cabeça... Exceptuando a cabeça dos dedos, talvez...
I keep thinking about the rain... The soft drumming of drops falling on the floor, like an unfinished melody that kept developing through the ages. An echo of a distant past. So sweet, so sour, like the cry of a beautiful maiden as she sings.
I keep thinking about the rain... The cleansing waters falling from the sky that clean the body and wash away the sins of the soul.

I miss the sound of a good storm. The hard drumming of clouds having a feast on mankind's fear. It makes us feel small, unworthy... Like ants under a magnifying glass, running from a pillar of light. Storms clean the world of its sins, of its cancers. It should also get her rid of her worse plague... Us. We're nothing but somehow we keep forgetting. How stupid are we...

I lost the way, I went astray. I know not what I'm saying. I feel like the Gods above have left me on my on. As I have been godforsaken. Oh solitude... What happened to inspiration? To the waves that kept my boat roaming? What happened to the Sun that kept my skin warm? All have left me. I have no idea what I am talking about.

Let me be, for I am destined to wander alone...

Quote:

I don't have a lot of personal life experience but if I learned anything from my SIMS family: when a child doesn't see his father enough, he starts to jump up and down and his mood level will drop... until he pees himself.

- Liz Lemon, 30 Rock

Puzzle

Não passamos de peças de um puzzle perdidas em caixas alheias. Pequenos fragmentos de uma imagem maior, que ninguém consegue ver. Ou então somos nós próprios os puzzles. Imagens desconexas de um mundo, contudo demasiado bonitos na totalidade, demasiado perfeitos. Tudo encaixa demasiadamente bem, tudo se desmorona demasiadamente bem. Pecinhas ordenadas em linhas e colunas tortas que se organizam. Somos autênticos quebra-cabeças, um emaranhado de coisas indistintas. Somos puzzles sim, mas puzzles com peças imperfeitas, às quais alguém esqueceu de desenhar os contornos. Borrões de tinta em papel grosso. Cada pormenor é demasiado obscuro ou indistinto para ser bonito. Cada peça é demasiado estranha para ser classificada. Mas no final, depois de o puzzle estar montado, tudo parece assentar bem. Tudo parece bonito quando visto de longe, quando demasiado perto, todas as imperfeições saltam 8à vista.

Somos imagens dum Mundo irreal. Somos desenhos fantásticos de coisas impossíveis. De longe.

Major Fail by daniel

daniel says:

*ding dong

Hitchhiker [Z] says:

*who is it?

daniel says:

*ITS SANTA: PARABENS A VOCEE

Hitchhiker [Z] says:

*yaaaaay!

daniel says:

*toma (G)

Hitchhiker [Z] says:

*já estamos nessa altura do ano outra vez?

daniel says:

*e sopra aqui (^)

*na dos teus anos :P ? parece que sim

*porque é que o SANTA está interessado? não sei..

Hitchhiker [Z] says:

*na dos anos e no natal... qu é tudo pla mesma altura

*o SANTA é um amigo de longa data...

daniel says:

*tá xplicado.

Hitchhiker [Z] says:

*porque é que não estaria interessado?

daniel says:

*tell me

*fazes 20 ?

Hitchhiker [Z] says:

*os vinte já os fiz à 5 meses

daniel says:

*5 meses.

Hitchhiker [Z] says:

*sim

*quase cinco meses

daniel says:

*tu FAZES anos hoje. certo?

Hitchhiker [Z] says:

*não!

daniel says:

*senão .. quem é o ZÉ COIMBRA que tá aqui no meu EMAIL

*WTFAK.

Hitchhiker [Z] says:

*sei lá eu!?

daniel says:

*omgawd.

Hitchhiker [Z] says:

*eu sou de Dezembro, homem...

daniel says:

*major fail.

*podes postar no blog.

Hitchhiker [Z] says:

*MAJOR fail indeed

daniel says:

*mas

*mas

*eu nao conheço mais nenhum zé em coimbra O:

*eu nao conheço mais nenhum ZE

Hitchhiker [Z] says:

*é que nem no dia acertaste...

*seria 14

daniel says:

*OH COCKBALLS SHIT FUCK.

*desculpa : (

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Ora, para quem não entendeu, eu NÃO faço anos hoje... nem nos próximos dias... nem nos próximos nove meses...



Fail patrocinado por: Pés inquietos.

O Medo.

  • Processo cognitivo
  • Avaliação de um perigo actual ou potencial numa dada situação.
  • O medo é activado quando uma pessoa é exposta física ou psicologicamente a uma situação que considera ameaçadora ou quando pensa ou fala dessa situação.
  • Segundo alguns autores, a componente cognitiva da ansiedade é que é o "medo".

Aqui estuda-se Psicopatologia... Vivam as perturbações da ansiedade. (excepto a Fobia Social... que não sai)

*bump bump*

Gosto de sentir o coração a bater debaixo da pele. Como uma pequena bateria que bate mais forte que a Vida. Uma bateria que não toca por ninguém a não ser pelo corpo que a alberga. Muitos lhes renegaram a função de amar, de doer. Mais enganados não podiam estar. Não é o coração que ama! Tal tarefa não faz parte do reportório de tão reles órgão. Tudo o que esse órgão tem que fazer é bater. Nada mais. É a sua tarefa, mais que isso é o seu dever. A função de amar está relegada aos genitais.Órgão hierarquicamente superiores ao coração, ou até mesmo ao cérebro. Quando os órgãos que ama são activados, o cérebro desliga e o coração, para compensar o esforço, bate mais depressa. Os pulmões, aceleram também a sua actividade para compensar o esforço do coração. O calor de tanto trabalho extra, provoca suores, tonturas e estranhas ocorrências gastro-intestinais (tais como a sensação de leptidópteras no aparelho gástrico). O "amar", não passa de uma função biológica simples desencadeadora de tantas outras, não tem outro propósito senão a satisfação sexual (ou a reprodução, caso sejam demasiado religiosos ou vejam a homossexualidade como profana).

Não nego que não haja uma parte mental mas essa só vem depois.
À falta de sono e inspiração... aqui ficam alguns vídeos...
















E pronto... perdão pelo choque... (adoro o da miúda irlandesa...)

Comeback

Ora bem, desta vez targo-vos um vídeo (finjam que estão surpreendidos).

A prova que sonhar compensa. E que um livro nem sempre deve ser julgado pela capa.

Aqui.

Por que quer queiramos quer não, ninguém estava à espera daquilo.

Férias

Já passaram dois dias desde que stou de férias. Dois dias em casa...

Acho que estou a dar em doido. Amanhã pego no carro e mando-me da serra abaixo.

Uma intrincada rede de espasmos

Cores, luzes, acção. Espasmos de pura poesia encadeada com a mais sublime prosa. Fragmentos dos tempos passados que não quisemos deixar para trás. O passado que lá ficou foi o que não quisemos trazer. Mares do Atlântico, Sóis Europeus, Solos consagrados pelos sangues antepassados. Desesperos desterrados para terras de lá. Segmentos descontínuos em leve ascensão. Fingimentos destemidos em mares de apatia e indecisão. Parelhas de três, de quatro ou mais. Trios, obviamente de seis. Quartetos não de oito, mas de nove. Desterro, desespero, desfecho.

Corpos enleados sofregamente, mentes separadas. Lagos de lágrimas choradas na solidão.

Uma mente perdida em demasiados detalhes. Um corpo demasiado cansado para se mover.

Uma intrincada rede de memórias confinadas a uma arca prestes a desaparecer.

Um último suspiro levado por um etéreo vento para um lugar melhor



This body is dead. This life is no more. Lets run away?

"... now you're dead"



(sim, este blog tornou-se um repositório de vídeos :( )
Os meus dias andam moles... sei lá, como se uma onda de moleza se apoderasse de mim... Caminha é que é bom... Mas não pode ser... BENDITAS FÉRIAS que se avizinham!

Kill Bill num minuto



Ainda cá hei-de escrever esta semana...

:3

O vídeo que se segue pode ferir a sensibilidade de alguns expectadores (mas é tão fofinho)



Digam lá que não é!

Seether - Breakdown




Seether - "Breakdown"

The sun is gone and the flowers rot
Words are spaces between us
And I should've been drown in the rivers I've found of token lost
And I should've been down when you made me insecure

So break me down if it makes you feel right
And hate me now if it keeps you alright
You can break me down if it takes all your might
'cause I'm so much more than meets the eye

And I'm the one you can never trust
'cause wounds are ways to reveal us
And yeah I could have tried and devoted my life to both of us
But what a waste of my time when the world we have is yours

So break me down if it makes you feel right
And hate me now if it keeps you alright
You can break me down if it takes all your might
'cause I'm so much more than all your lies

Hate me, break me down
So break me down
So break me down
So break me down if it makes you feel right
And hate me now if it keeps you alright
You can break me down if it takes all your might
'cause I'm so much more than meets the eye


-----

Detesto as terças-feiras...
'cause I'm so much more than mets the eye

Desleixo

Afundo me no lixo que produzo. Nas tralhas que se amontoam sem nós sabermos bem como... Consumo, desenfreado consumo que nos arruína o Mundo e nos alivia a carteira. Dinheiro mal gasto em produtos mal feitos... Ou antes, feitos bem demais de modo a agradar todo o freguês. Fruições decadentes dos homens e das mulheres que os compram... Modas. vejamos bem a tralha em que nos atolamos. Na merda que vamos desempacotando e empilhando gentilmente como quem embala sonhos perdidos.

Esqueçamos isto que aconteceu aqui. Já é tarde e as mentes pesam...

+1

yes, yes, yet another brain-child:

Inside my Magic Box

You might be getting tired by now...

yarly :)

[Z]

*whistle




lalalala... Isto também me acontece...

Crossfade - Cold



_______

What I really meant to say
Is I'm sorry for the way I am
I never meant to be so cold



Time to move on and grow up.
[Z]

18.23 02.03.09

Poderias tu viver sem chorar? Sem a leve sensação de água a escorrer-te pela face? Sem o leve alívio de umas quaisquer glândulas no interior do teu ser? Se sim, diz-me como. Porque o que se passa dentro de mim não mo permite. Um turbilhão de emoções, de pressões e de contradições de quem não quer sentir sem deixar de o fazer. Como quem argumenta contra um tornado, inútil, vão, desprovido de sentido. Não percebes o mundo nem os seus porquês, o mundo não te percebe a ti. E que fazes tu? Nada. Perfeito inútil no meio do vazio. Uma vela apagada no escuro, Ninguém te vê, ninguém te sente. E tu aí ficas, reflexo de um espelho partido, fragmentação de um ser vazio cheio de nada, colapso de um antigo eu.

Juicebox



The Section Quartet.

O_O
adoro.

(já agora, é a cover disto)

Concordâncias

Não te quero ao pé de mim. Estou farto de te aturar. Sai-me da vista antes que te parta a cara. Já não te suporto. Anseio pela tua morte quando antes a tentava travar. Estou farto de pôr os pés pelas mãos por ti. Afasta-te de mim, a sério. Não quero saber, não tenho mais nada para te dizer. Adeus, foi um bom bocado. Com licença, agora. Larga-me o braço, LARGA-ME A MERDA DO BRAÇO! Se os teus pais não te deram um bom par de estalos quando eras petiz não te preocupes que eu não me coíbo de o fazer! Já não te posso ouvir! Cala-te, CALA-TE já disse! Fecha a matraca e enfia-te lá no teu buraco! Anda uma pessoa a fazer figuras destas por ti e depois é isto. Só te sabes queixar, de qualquer das formas. Deixa me ir. Se não queres ficar comigo também não fico contigo, descansa. Estou farto de ceninhas infantis. Que hei de dizer, então, eu?

Acho que te amo.
Eu acho que não
Discordamos então.


(Ask not...)

Ressaca, como descrita por Neil Gaiman

Eu nunca estive de ressaca... Mas após as seguintes palavras escritas até eu sei como é.


O Charlie Gordo tinha sede.
O Charlie Gordo tinha sede e uma terrível dor de cabeça.
O Charlie Gordo tinha sede, doía-lhe a cabeça, a boca sabia-lhe a coisas más, e os olhos estavam-lhe muito apertados na cabeça, e os dentes doíam-lhe todos e o estômago ardia-lhe, e as costas doíam-lhe de uma menira tal que começava em volta dos joelhos e ia até à testa, e os miolos tinham-lhe sido substituídos por bolas de algodão e formigueiros e era por isso que lhe doia tanto tentar pensar, e os olhos não só lhe estavam muito apertados como lhe deviam ter caído durante a noite e sido recolocados com pregos; e agora apercebia-se que de que qualquer coisa ligeiramente mais alta do que o suave movimento browniano das moléculas de ar a deslizarem gentilemente umas pelas outras estava muito acima do seu limiar de tolerância à dor. Além disso, desejava estar morto.
O Charlie Gordo abriu os olhos, o que foi um erro, na medida em que deixou entrar a luz do Sol, que doía. Também lhe disse onde estava (na sua própria cam, no seu próprio quarto), e porque estava voltado para o relógio na mesa-de-cabeceira, disse-lhe também que já eram onze e meia da manhã.


Excerto de Os filhos de Anansi de Neil Gaiman
Os resultados:

1 - Já andei em Engenharia Informática - Facto óbvio e facilmente comprovável pela leitura deste blog
2 - O meu animal favorito é o Lobo- MENTIRA! Divido-me entre corvos e veados (com "E")
3 - Detesto dormir - É tão mentira que doi.
4 - Prefiro LOST a Heroes - Verdade, desde o final da primeira season de Heroes :)
5 - Nunca pesei mais de 63,5 Kg - Mentira, peso 64 Kg
6 - O meu prato favorito é pescada cozida com bróculos e batata cozida. - Verdade verdadeira apesar de ser seguido de perto por "coisas que levem massa"
7 - Tenho psoríase - verdade
8 - Tenho uma cicatriz na cabeça - Yup...
9 - Consigo dizer "pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico" sem me enganar - Verdade, peçam-me na rua :)

nove coisas sobre a minha pessoa...

3 mentiras, 6 verdades...

1 - Já andei em Engenharia Informática
2 - O meu animal favorito é o Lobo
3 - Detesto dormir
4 - Prefiro LOST a Heroes
5 - Nunca pesei mais de 63,5 Kg
6 - O meu prato favorito é pescada cozida com bróculos e batata cozida.
7 - Tenho psoríase
8 - Tenho uma cicatriz na cabeça
9 - Consigo dizer "pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico" sem me enganar

Amuse me :P
[Z]

O Grotesco da Arte

Despojo-me da alma nos pequenos pormenores que teço. Nas pequenas coisas que sei que mereço. Perdi a vida nas grandes coisas, naquelas que enchem o olho. Nas coisas que toda a gente nota. A vida é feita de pormenores, não é feita de eventos. Ponho algo de mim em tudo o que faço. Ainda assim ponho mais nas coisas que desfaço. Não reconstruo. Geralmente deixo tudo para trás. Só trago comigo o que é meu.

Mas o que é meu não me chega, não me preenche. Procuro então em vão um propósito, um objectivo, uma visão de Vida.

As pequenas pinceladas que traço, não são nada... Ou assim parecem ser...
Mas de longe, o quadro compõe-se...

Um momento por favor...

Uma breve descrição do que se vai passando pela minha cabeça:

Está um senhor a tocar guitarra à beira duma qualquer estrada. E a cantar uma qualquer piroseira. Nisto passa um camião com produtos radioactivos e espeta-se contra o senhor da guitarra. Apesar de ter sido arrastado setenta metros e ter comido pelo menos dois quilos de pó levanta-se e vai à sua vida (ao menos a cantoria acabou). Ah, e os produtos radioactivos estão a verter para cima de um pasto verde... (Não que isso interesse muito) O condutor veio agora gritar com o homem da guitarra mas ele não lhe liga. A guitarra está toda espatifada por baixo do camião. Se calhar é por isso...

Entretanto passa um homem com um cilindro e apaga toda esta cena.

E isto não faz sentido nenhum... nem eu.

"I'm feeling mighty lucky today"



Cloud Cult - "Lucky Today"

I got two hands on the sunshine
I got one foot in the grave
I got 25¢ in my wallet
And I'm feeling mighty lucky today
Hey, hey

My bones are made out of ivory
And my blood is made out of ocean waves
And someone stole my wallet
But I'm feeling mighty lucky today
Hey, hey

And I'm alone


---
isto está-se a tornar um repositório de vídeos :O
textos cadê?
ah que se lixe, o blog é meu e "I'm feeling mighty lucky today"
:) enjoy

to never feel...

to never feel your warm hands plundering my chest...
to never feel your sweet spicy breath...
to never feel your eyes making my cheeks blush...
to never feel your body against mine...
to never see your smirking face again...
to never dive in your clear eyes again...
to never hear my name whispered in the morning...
to never hear your voice thundering down like a storm over my head...

...it hurts me to see you go like that even though I understand you have to leave. Goodbyes are always hard, and always bittersweet for there's always a small hope that our eyes cross again, that our hands inadvertently touch again... But not today, not this time. The closer we got, the more distance fate brought upon us.

and now, the rain is cold again... like it has never been before.

E agora?

Encontrei isto gatafunhado numa página dum caderno velho:

A surdez dos passos dela não deixavam perscrutar o seu medo. Pé ante pé, a pobre vítima calcorreava o seu martírio. O sangue seco havia colado o vestido ao seu corpo. As suas formas sinuosas vistas a contraluz revelavam a elegância da vítima.


E agora não sei o que lhe fazer... Continuo?
Acho que estava para ali escondido à procura de um dia bom para ser encontrado... Deve remontar ao meu 11º ou 12º anos...

Decidam vocês...

Desenhos animados...

Aqui ficam alguns genéricos dos meus desenhos animados favoritos (em inglês):


Pinky and the Brain:


Dexter's Laboratory:


Cow and Chicken:


the Angry Beavers (só a música):


Powerpuff girls:


Animaniacs:





Aiii velhice...

I'm done with this.

I'm sick of all your games. Sick of your puppet plays. Grow a heart and while you're at it grow a brain as well, you never know when you're going to need it... If only you could feel what you say you feel, if only your heart was working properly... Your fire ravages through my skin and bones, it consumes my essence bit by bit like an ice cube melting on a refrigerator. So go away. I don't need you. I don't need your petty excuses and empty actions.

Go away from my life because every step you take on my side makes me trip, makes me fall down on my face. And you know what? It hurts. And I know you know it hurts because inside you laugh of me. Your tears are fake, your smile is fake, all in you is fake.

And I tire. Every second I'm with you I tire. So I guess I'm done with this, with all this rambling about love and all that crap you feed me... This is the end. Feel free to cry, I know you won't.

Sobrancelhas



Alegadamente, todos o movimento sobrancelhesco é real, apenas foram aceleradas as imagens.

Adoro o som do balãozinho...

Rei

Detesto essa tua pose de pretenso Rei. Dessa ilusão de honra que criaste para ti próprio. Detesto a maneira como olhas o redor como se fosses superior. Parares de fingir seria parares de existir. Tu és nada, fruto de uma imaginação estéril que teima em tentar. Vestes-te de ouro metafórico e pleno de saber para disfarçar a podridão da tua pele, banhas-te em perfume para ocultar o teu cheiro. A ti nem as moscas te querem.
Nunca te defendes, não sabes como o fazer. "A melhor defesa é um bom ataque" já diziam os sábios mas se só sabes atacar de um lado, que serão dos outros? Indefeso é o que és. Escondido por trás de uma máscara infantil de soberania sempre te esquivaste das preocupações adultas, dos deveres, dos favores. Só sabes pedir, não sabes o que é retribuir. Um coração bateu dentro de ti em tempos, um tamborilar ligeiro de emoções. Eras novo e a primeira coisa que fizeste foi dilacerar o peito e mandá-los às urtigas.

Detesto ter que te dizer que te detesto. Mas não passas de luz reflectida numa superfície polida.

Colectivamente falando:

Eles Chegaram

Juntem-se a eles.
&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;lt;a href="http://amandapalmer.bandcamp.mu/track/runs-in-the-family-2"&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;gt;Runs In The Family by Amanda Palmer&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;lt;/a&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;gt;

Amanda Palmer - Runs in the Family

my friend has problems with winter and autumn
they give him prescriptions, they shine bright lights on him
they say it’s genetic, they say he can’t help it
they say you can catch it - but sometimes you’re born with it

my friend has blight he gets shakes in the night
and they say there is no way that they could have caught it in
time takes its toll on him, it is traditional
it is inherited predisposition

all day i’ve been wondering what is inside of me, who can i blame for it

i say:

it runs in the family, this famine that carries me
to such great lengths to open my legs
up to anyone who’ll have me
it runs in the family, i come by it honestly
do what you want ‘cause who knows it might fill me up

my friend’s depressed, she’s a wreck, she’s a mess
they’ve done all sorts of tests and they guess it has something to do with her grandmother’s
grandfather’s grandmother civil war soldiers who
badly infected her
my friend has maladies, rickets, and allergies that she dates back to the 17th century
somehow she manages - in her misery - strips in the city
and shares all her best tricks with

me? well, i’m well. well, i mean i’m in hell. well, i still have my health
(at least that’s what they tell me)
if wellness is this, what in hell’s name is sickness?
but business is business!

and business
runs in the family, we tend to bruise easily
bad in the blood i’m telling you ‘cause
i just want you to know me
know me and my family
we’re wonderful folks but
don’t get too close to me ‘cause you might knock me up

mary have mercy now look what i’ve done
but don’t blame me because i can’t tell where i come from
and running is something that we’ve always done
well and mostly i can’t even tell what i’m running from

i run from their pity
from responsibility
run from the country
and run from the city

i can run from the law
i can run from myself
i can run for my life
i can run into debt

i can run from it all
i can run till i’m gone
i can run for the office
and run from the ‘cause

i can run using every last ounce of energy
i cannot
i cannot
i cannot
run from my family
they’re hiding inside me
corpses on ice
come in if you’d like
but just don’t tell my family
they’d never forgive me
they’ll say that i’m crazy
but they would say anything if it would
shut me up.....


--
Tão diferente do que me é normal... Gosto.

A Noite

Ela sentia-o encostado contra o seu corpo. O respirar dele contra seu pescoço. Um leve ritmo acelerado a bater contra as suas costas. Sentia cada momento esvair-se lentamente por entre os dedos. Sentia o sexo dele duro encostado a si. Sentia a respiração dele descompassar-se rapidamente. O calor da exaustão, o calor da ânsia. Sentia o braço dele de volta do seu peito, agarrando-a firme à noite escura. Sentia o medo bombeado pelas coração, sentia o frio da lâmina a passear-se pelo seu pescoço, o quente do sangue a escorre-lhe pelo peito.

Escarlate

A cama está no mesmo sítio. As almofadas foram deixadas como estavam. Os livros entretinham-se desde à muito a apanhar pó. Apenas o chão estava lavado, na esperança que fosse sujo uma vez mais. A televisão foi deixada ligada, tal como Ele a deixou. O comando pousado sobre as cobertas desfeitas. Tudo estava igual. Igual àquele dia fatídico que os vitimaria aos dois.
"Era um desequilibrado", diziam uns. "Era um doido sem consciência", diziam os outros. As opiniões não divergiam muito disto. Ele tinha uma arma, o outro tinha uma também. "Eram amigos", diziam uns. "Eram amantes", diziam os outros. E disto não passava.

Mas no final não eram nem uma coisa nem outra, nem Ele era doido ou desequilibrado. Apenas tinham decidido deixar de viver. E aquele parecia um bom dia para o fazer. O Sol estava no céu, o vento não soprava e sentia-se aquela alegriazinha no Ar, como o Mar a anunciar o Verão. Sim, era sem dúvida um bom dia para morrer. E foi com este pensamento que se levantou da cama. Ligou a televisão no botão e viu o que estava a passar nos noticiários... Nada de Guerras, nada de desastres, como se o Mundo tivesse parado todas as tragédias por um segundo para poder respirar. Sim, era um bom dia para morrer. Limpou o quarto enquanto ouvia a música que passava na rádio. Pegou numa faca e entreteve-se a cortar uma maçã, fruto do desejo, fruto do ensejo. Foi quando o telefone tocou. O seu amigo viria daí a pouco. Usufruiu então da sua última refeição. Tocou a campainha. Levantou-se lentamente, como quem sabe que o fim está próximo e flutuou até à porta. Abriu-a parcimoniosamente, como se o ranger das dobradiças lhe desse prazer. Deixou o seu amigo entrar e dirigiram-se ao quarto. A sala não era um sítio muito agradável para se morrer. Demasiados móveis e coisas, demasiada desarrumação passível de ser causada. Assim que entraram no quarto era certo o que aconteceria... Ou seria?

A faca estava na cama, o rapaz estava de costas para ela, Ele estava a olhar para a virilha do rapaz. Tal volume não era normal e ele sabia-o. Esboçou um gesto lascivo em direcção ao membro viril do companheiro. O rapaz, respondente, colocou a mão na cintura das calças e num instante sacou um revólver para fora e deu um tiro no pescoço d'Ele. Entre o momento do embate com o seu pescoço e a saída do projéctil pelo outro lado passaram exactamente 48 milisegundos.

O Sol brilhava na rua. Os pássaros cantavam e um estrondo dentro de uma casa fazia-se ouvir. Escarlate preenchia as paredes e o chão, era escarlate também o que lhe corria para as mãos. Era um dia bonito, o dia perfeito... mas agora Ele já não sabia se queria morrer. Olhou com os olhos da Morte para o rapaz. A sua inexpressão denunciou o acto seguinte. O revólver rapidamente se voltava para o seu próprio pescoço.

Desta vez, a bala não saiu. Mas o líquido escarlate corria na mesma.


Boss AC + Mariza - Mantém-te firme.

Dia de Reis


Resumido, concluído. O Natal acabou.

[Z]

Raindrops on rose fields

We are all like raindrops in a rose. Blissfully unaware of the thorns bellow us. We live, we stay, we don't care. At least most of us doesn't. Others, the most unlucky of us, are more aware of danger than they should be. They hang in despair and give up, ending their lives by throwing themselves over the edge. And then there are the others, the protected ones. They fell inside the rose, shielded by petals, never threatened by thorns or by winds. They are even more unaware of danger than us, if that's even possible. They never knew wind or cold, just the warm touch of petals. They are the happiest ones and yet, I wouldn't trade my awareness of danger by any petals' touch.

Ignorance is a bliss. Cherish it.

Espuma empacotada em forma de bicho

A pequena criança rebola-se na cama. Não consegue dormir. As janelas estão fechadas, as cortinas estão corridas, o candeeiro está desligado mas as luzes de presença estão ligadas. Uma trovoada ecoa ao fundo do corredor, a chuva cai na casa de banho. Móveis que se arrastam, duches que se tomam. A água que cai do chuveiro não é a mesma que corre na cozinha. O mundo envolve-se, revolve-se e desenvolve-se, e tudo isto passa pela mente da criança. Isto e os monstros debaixo da cama. Até o mais breve farrapo de pensamento sobre esse assunto o faz contorcer-se por baixo dos lençóis. Aperta então contra si o peluche laranja e preto. Um bocado de espuma empacotada em forma de bicho que o faz sentir seguro.

Agarre-se então a criança ao bicho, ignore os perigos que o procuram, deixe-se devorar pelo sono que a manhã será longa. Amanhã será devorado por uma qualquer outra coisa.
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